O líder religioso Marcus Vinícius Borges Ferreira, de 28 anos, e o discípulo dele Newton Alexandre Barbosa, 21, são apontado pela Polícia Civil da cidade como os autores de estupros contra crianças e adolescentes. Cinco vítimas foram identificadas até agora, mas como os dois integrantes de uma das maiores comunidades evangélicas da cidade estavam no município desde 2013, investigadores acreditam que eles tenham feito mais vítimas.

[img align=left width=300]http://cdn1.campograndenews.com.br/uploads/tmp/images/5207127/300×225-9ac61a582a06c7777a64911c2b55b98a.jpg[/img]Newton foi preso na tarde desta sexta-feira (23), na Vila Bela durante uma ação conjunta entre investigadores da 1ª Delegacia de Polícia Civil e da DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher). Marcus foi preso pela Polícia Civil em São Borja (RS), para onde ele havia viajado e passaria o Natal e o aniversário dele com a família, conforme apurou o site Edição de Notícias.

Os casos chegaram ao conhecimento da polícia na segunda-feira (19), segundo a delegada Sandra Regina Simão de Brito, responsável pelas investigações.

A mãe de quatro vítimas – um jovem de 18 anos, uma menina de 5 e dois meninos de 3 e 1 anos – descobriu que as crianças eram abusadas e procurou ajuda na delegacia.

Ela relatou que o líder e o discípulo alegaram que não tinham onde morar e pediram para passar um tempo na casa da fiel. Os dois viviam com a família, até que na noite de domingo (18), o filho mais velho contou à mãe tudo o que acontecia e disse que não aguentava mais apanhar de Marcus e Newton.

Segundo as vítimas, os abusos começaram há três anos.

As crianças foram submetidas a exames no IML (Instituto Médico Legal), que confirmaram os estupros. Os meninos tinham marcas nos ânus e a menina na vagina e no ânus.

A mãe de um adolescente de 15 anos que também frequenta a igreja e era membro da mesma célula comandada pelo líder e o discípulo também procurou a polícia. Ela relatou que o filho lhe contou que era obrigado a manter relações com Marcus e Newton.

[b]Ameaças[/b]

De acordo com as denúncias, para convencer as crianças e adolescentes, os suspeitos diziam que estavam purificando as vítimas e que se contassem aos pais, elas próprias e a família sofreriam maldições, como acidentes por exemplo.

A polícia suspeita que haja mais vítimas e espera que mais denúncias cheguem à delegacia após a divulgação do caso.

[b]Fonte: Campo Grande News[/b]