O bispo das Forças Armadas Antonio Baseotto, quem o governo argentino tentou destituir em março de 2005, enviou sua renúncia ao Vaticano, confirmaram hoje fontes eclesiásticas em Buenos Aires.

Há dois anos Baseotto sugeriu que o ministro da Saúde Ginés González García deveria ser jogado ao mar com uma pedra amarrada no pescoço – uma prática comum durante a ditadura – depois que o ministro se mostrou favorável à despenalização do aborto.

A demissão de Baseotto será formalizada provavelmente no dia 4 de abril, quando se completam os 75 anos estabelecidos pelo Código de Direito Canônico como limite de idade para gestões pastorais, anteciparam porta-vozes da Igreja argentina e a agência de notícias local DyN.

O governo argentino reclamou ao então papa João Paulo II a substituição de Baseotto, mas conseguiu apenas uma resposta negativa, que foi mantida pelo atual pontífice Bento XVI.

A postergação, que gerou tensões com o Episcopado, se deu porque o Vaticano considerou “unilateral” a postura de Kirchner ao exigir a demissão do religioso.

O então porta-voz da Santa Sé, Joaquín Navarro-Valls, afirmou que a exigência do govero argentino “colocava em jogo a liberdade religiosa no país”.

Fonte: Ansa