Espíritas, evangélicos e judeus gostaram da notícia. Mas os católicos acham que poderia ser reavaliada a decisão do novo presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, Luiz Zveiter, que mandou retirar o crucifixo que estava na sala do Órgão Especial.

Zveiter, que é judeu, também desativou a capela que havia no andar da presidência do tribunal e, conforme noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, criou um espaço ecumênico, com capacidade para 97 pessoas sentadas, que funcionará a partir da próxima semana.

As medidas, comemoradas pela maioria, devem ser vistas com cautela, segundo o representante da Arquidiocese do Rio, para que não contribuam para a intolerância religiosa.

Zveiter, que tomou posse na terça-feira, disse nesta sexta que foi retirado apenas o crucifixo do Órgão Especial, pois no local atuam 25 desembargadores e cada um segue uma fé diferente. De acordo com ele, os juízes dos tribunais continuam com autonomia para manter ou retirar as imagens referentes à sua religião.

Fonte: O Globo