A redação da revista Carta Capital desaprovou um comentário enviado pelo líder religioso, Silas Malafaia (foto) contra uma matéria publicada no site da revista.

Pelo que consta no site da revista Carta Capital, o pastor Silas Malafaia teria entrado em contato com eles para reclamar de uma matéria escrita pela jornalista Beatriz Mendes falando sobre a pressão dos movimentos LGBT sobre a Avon para que os livros do pastor deixem de ser vendidos nos folhetos.

Malafaia tentou contato com a revista criticando o tom da reportagem e criticando severamente a profissional que redigiu o texto chamando-a de “preconceituosa”, “ridícula” e “tola”.

O texto retransmitido pela Carta Capital diz: “A jornalista é tão preconceituosa e ridícula nos seus comentários que ela diz: ‘Em 2006, foi ele [Silas Malafaia] o responsável por uma manifestação diante do Congresso Nacional contra a lei criminalizadora da homofobia. Na ocasião o pastor afirmou que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são a porta de entrada para a pedofilia’. Que absurdo a deturpação dessa preconceituosa jornalista que escamoteia a verdade! O que eu disse foi: ‘O PLC 122 é a porta de entrada para a pedofilia, pois no seu preâmbulo está escrito a livre expressão sexual’.

O líder religioso estava reclamando que suas palavras foram mal interpretadas pela jornalista para tentar colocá-lo como homofóbico. “A segunda mentira, deslavada e preconceituosa, prova que a jornalista não lê noticiários e outros jornais, o que faz dela uma tola. Ela escreveu que eu havia falado em meu programa: ‘Deveriam descer o porrete nesses homossexuais’. Sua atitude foi pior do que a da Polícia Federal durante a ditadura, que isolava palavras para incriminar os desafetos”.

Realmente o que pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo havia dito que era para a Igreja Católica processar os organizadores da Parada Gay, mas sua má escolha de palavras gerou diversos processos contra ele.

A redação do site da Carta Capital relembra esse dito do programa Vitória em Cristo que fez diversas críticas ao uso de santos católicos em posições homoeróticas durante a Parada do Orgulho Gay de 2011 e no final do texto os editores criticam o pastor e sua posição sobre o tema e dizem: “Ao hospício o que é do hospício”.

[b]Fonte: Gospel Prime[/b]