Um total de 470 corpos já foram identificados pela Polícia Civil como vítimas das chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro.

Segundo a contagem das prefeituras das cidades atingidas, há 506 mortos ao todo. As buscas a desaparecidos continuam durante a noite em Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis e outras cidades vizinhas devastadas pela força das enchentes.

Foram cerca de 200 corpos encontrados em um único dia, na maior tragédia climática do Estado e do país, que teve início na madrugada desta quarta (12). As mortes superam as contabilizadas em enchentes de 1966 e 1967 registradas no Estado, antes, consideradas como o maior desastre do Rio de Janeiro. A maior tragédia climática do país era a de Caraguatatuba, no litoral paulista, em 1967, quando 436 pessoas morreram.

Nesta sexta (14), o governador Sérgio Cabral deve sobrevoar Teresópolis e Petrópolis. Ele deve visitar os bairros do Caleme e Posse, em Teresópolis, além do ginásio Pedrão, onde famílias estão abrigadas temporariamente. Depois, vai aos bairros de Benfica e Vale do Cuiabá, afetados em Petrópolis.

[b]Tragédia[/b]

Nesta quinta, a presidente Dilma Rousseff sobrevoou a região e, em Nova Friburgo, cidade mais atingida, afirmou que “o momento é de solidariedade, resgate e apoio”. “Não dá para mensurar recurso agora. Estamos colocando o que nós temos à disposição. Arcamos com esse custo sem problema. Todo o resto vamos ter que quantificar do que se trata”, afirmou a presidente.

Segundo a prefeitura, Nova Friburgo contabiliza 225 mortos, entre os quais, três bombeiros. Em entrevista ao UOL Notícias na cidade no início da tarde, o comandante do bombeiros no RJ, Pedro Machado, estimou que há pelo menos 160 corpos no necrotério improvisado na praça Getúlio Vargas, região central. O local está preparado para receber 400 corpos.

Teresópolis tem 223 mortos já identificados pela Polícia Civil. Petrópolis e Itaipava têm 35 mortes identificados, mas a prefeitura local afirma serem 39 o número de mortos.

Nesta quinta (13), houve registro de 19 mortos, 13 com identificação na cidade de Sumidouro, na microrregião de Nova Friburgo. Todos os corpos estavam no distrito de Campinas, na zona rural.

Em Nova Friburgo, segundo o comandante dos bombeiros, há mais de 220 desaparecidos. Sem luz e com pouca água, o hospital municipal opera acima da capacidade. Mesmo assim, o tenente-coronel Marrafa, da Defesa Civil do Estado acredita que “sempre há esperança de ter vida debaixo dos escombros, mesmo depois de 48 horas”. Segundo informou a Defesa Civil, existem mais de 30 frentes dos bombeiros atuando em todo o município.

No começo da tarde, equipes de resgate da Defesa Civil de Petrópolis chegaram às localidades conhecidas como Alto Cavalo e Santa Rita, no Vale do Cuiabá, que são os locais com o maior grau de dificuldade de acesso para as equipes. No local, foram encontradas 26 pessoas que estavam isoladas e sem nenhum meio de comunicação.

Ja em Teresópolis, por determinação do prefeito, Jorge Mário, 300 novas covas individuais estão sendo abertas no cemitério municipal Carlinda Berlim. “A chuva não foi concentrada nas áreas consideradas de maior risco. Se ela tivesse ocorrido nas áreas com construções irregulares, o estrago teria sido muito maior”, disse o coronel Flávio Luiz Castro, da Defesa Civil Municipal.

[b]Fonte: UOL[/b]