O sacerdote Massimo Camisasca, que manteve encontros com os últimos três Papas, como responsável de Comunhão e Libertação do Vaticano, acredita que “foi um erro” não fazer a autópsia no corpo de João Paulo I, e afirmou que a hipótese de um envenenamento é “ridícula”, segundo publicou o “Correr della Sera”.

“Foi um erro negar a autópsia, e não revelar a verdade sobre as circunstâncias nas quais a morte ocorreu”, afirmou Camisasca, em entrevista concedida por ocasião da publicação de seu livro “O vento de Deus”, que conta a história da Fraternidade São Carlos Borromeu, uma comunidade de sacerdotes fundada por ele, e que atua em quinze países.

Na sua opinião, a hipótese de envenenamento é “ridícula”.

“É impossível se aproximar do Papa no Vaticano com intenções ruins”, afirmou.

O sacerdote conta ainda que, quando viu o Pontífice morto, teve a impressão de que havia sofrido “um infarto fulminante”.

“Suas feições eram irreconhecíveis, e seu rosto estava azul”, afirmou.

Camisasca assinala que Albino Luciani, em seu breve Pontificado, que foi de agosto até setembro de 1978, “mudou o clima na Igreja”.

“Ele apreciava, em suas palavras, a beleza e a simplicidade do cristianismo”, disse.

Membro histórico do movimento eclesial Comunhão e Libertação, e fundador, em 1985, da Fraternidade São Carlos Borromeu, Camisasca é ainda professor de filosofia e autor de diversos livros.

Fonte: EFE