O padre católico caldeu da igreja de São Elias em Bagdá, Doglas Yousef al-Bazy, desapareceu no domingo ao sair de sua paróquia e existe a possibilidade de que tenha sido seqüestrado, denunciou ontem a agência católica de notícias “Asianews”.

A agência, que se ocupa das comunidades cristãs no continente asiático, afirma que as autoridades caldéias acreditam na possibilidade de seqüestro.

O bispo auxiliar dos caldeus em Bagdá, Shlemon Warduni, explicou à “Asianews” que, com o auxílio do patriarca da Igreja caldéia, Emanuele Delly, haviam sido ativados todos os contatos para obter notícias do paradeiro de Bazy, mas não havia ainda nenhuma resposta.

Warduni afirmou que Doglas Yousef al-Bazy, de 34 anos, secretário para o ensino religioso e também integrante do Conselho de Líderes das Igrejas de Bagdá, é uma figura “muito ativa na diocese de Bagdá e fortemente empenhado, sobretudo com os jovens”.

Para o bispo auxiliar, por trás do seqüestro de um cristão pode estar “a criminalidade, o fanatismo religioso ou a intenção de criar divisão entre a população”.

Além disso, acrescentou que espera que os supostos seqüestradores entendam “que os sacerdotes no Iraque só querem levar a palavra de Deus às pessoas e trabalhar pelo bem de todos os iraquianos”.

Os representantes da comunidade caldéia no Iraque, cerca de 500 mil fiéis, denunciaram à “Asianews” que as ameaças e seqüestros de religiosos católicos acontecem casualmente, mas “têm como alvos as personalidades mais empenhadas na comunidade cristã no Iraque”.

A agência católica afirmou que, segundo fontes da comunidade cristã iraquiana, “a situação no país é insuportável para os cristãos”, que raramente saem de suas casas e não têm tranqüilidade nem em seus locais de trabalho.

Fonte: Portas Aabertas