Eles começaram o protesto quando o papa chegou com seu papamóvel Mercedes nas cercanias do estádio do Pacaembu. Cerca de 50 seguidores da seita “Crescendo em Graça”, com seus braços tatuados com o número 666, ergueram cartazes contra dogmas do catolicismo na praça Charles Miller, diante do estádio que recebia a reunião de jovens com o sumo pontífice.

As faixas tinham os seguintes dizeres: “Roma mente”, “Celibato induz à violência sexual” e “Padres gravam cenas de sexo entre meninos”. A manifestação no meio de 40 mil católicos gerou reações. Foram lançadas garrafas plásticas e latinhas nos “satânicos”.

“Estamos aqui para mostrar as mentiras da Igreja Católica”, afirmou Pedro Kele, intitulado “bispo” do culto. Após meia hora no local, o grupo foi aconselhado pela PM (Polícia Militar) a recolher os cartazes. “Eles disseram que não iriam se responsabilizar por nossa segurança quando saíssem os presentes no estádio”, completou Kele.

Adoradores do Anticristo, os seguidores ostentam corpo tatuado com o número 666, que, pelo ocultismo, seriam os algarismos da Besta do Apocalipse. A maioria deles portava camisetas com a frase “Não existe mais pecado”.

A seita tem representações em 23 países e renega o rótulo de satanista, porque não realiza rituais demoníacos. Foi fundada em Miami (EUA) pelo porto-riquenho José Luis de Jesus Miranda, que se diz a reencarnação de Cristo. Os seus seguidores o intitulam apóstolo, Jesus Cristo homem, Deus vivo e Anticristo.

Miranda reconhece o papel salvador de Cristo, mas predica que o sacrifício já realizou o retorno à humanidade pura: “Há dois mil anos o pecado e o diabo não existem mais sobre a terra”, afirma.

No país, a “Crescendo em Graça” possui 37 templos e aproximadamente 50 mil seguidores. A Colômbia é o lugar onde a seita tem mais visibilidade, com cerca de 80 centros.

Fonte: UOL