As dificuldades financeiras e a falta de apoio governamental para o desenvolvimento de veículos de comunicação religiosos foram o enfoque principal do seminário “A importância social e cultural da programação cristã nos meios de comunicação”. O encontro, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, foi realizado na quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados.

O evento teve a presença de representantes de vários veículos de comunicação religiosos, como Rede Vida, Canção Nova, Rede Gospel, entre outros.

[b]Preconceito [/b]

O diretor-presidente da Rede Vida, João Monteiro, desabafou sobre as dificuldades de aceitação e manutenção financeira dos veículos de comunicação, segundo ele, pouco ajudados pelo governo e pelo mercado: “Existe uma audiência muito pouco falada, um preconceito no trabalho que realizamos. Um novo jeito de se financiar a mídia é pela assinatura de TV a cabo”.

O padre Joãozinho, professor de teologia, entende que a relação entre religião e política deve existir, mas não deve ser confundida, uma vez que se complementam. “Existem ataques à presença da igreja nos meios de comunicação. Um estado verdadeiramente laico não é religioso, ateu ou agnóstico. É um estado de liberdade religiosa, popular, aonde as expressões religiosas nos meios de comunicação são possíveis e democráticas”, disse.

Má distribuição do investimento

Para o deputado Silas Câmara (PSD-AM), não existe “justiça social” na distribuição de renda entre os veículos de comunicação. “Nós temos um modelo hoje [de comunicação] que quem é grande vai ficar maior, e quem é pequeno vai acabar”, afirmou.

O deputado Fábio Sousa (PSDB-GO), que presidiu o seminário, ressaltou a importância da comunicação religiosa para a formação cultural da população e enalteceu o desenvolvimento deste segmento nos últimos anos. “A produção cristã é algo extraordinário. Hoje é feito com qualidade, preparo, produção, com equipes boas e apresentadores qualificados”, completou.

[b]Fonte: Agência Câmara[/b]