O coordenador do Programa de Apoio à Ação Diaconal das Igrejas, Sérgio Andrade, da organização humanitária Diaconia, disse que as igrejas devem incentivar o diálogo aberto, o uso do preservativo e a defesa para que pessoas soropositivas tenham acompanhamento médico e acesso ao tratamento.

A ansiedade e expectativa que o resultado do teste de HIV geram, a descoberta de ter contraído a doença, as dificuldades enfrentadas para chegar ao tratamento adequado e o preconceito que uma pessoa soropositiva enfrenta foram vivenciados pelos 28 participantes do Seminário de Sensibilização Aids e Igreja.

O encontro foi promovido pela organização humanitária Diaconia, em João Pessoa, no dia 11 de dezembro. “O grupo saiu impactado com a realidade da Aids e o tamanho do desafio para a Igreja”, disse o pastor Airton Schroeder, técnico da Diaconia em Natal e um dos facilitadores do Seminário, à assessoria de imprensa da entidade.

O seminário foi planejado para que os seus participantes, representantes de 20 igrejas da região, entendessem a carga emocional que uma pessoa portadora do HIV enfrenta ao tomar conhecimento que é soropositiva. No Seminário, o grupo trabalhou a doença e analisou os desafios que as igrejas têm de mudar a postura com relação à Aids, que cresce entre mulheres monogâmicas e heterossexuais – perfil de boa parte dos fiéis das igrejas.

“É fundamental seguir nesse processo educativo que valoriza a prevenção e a adesão ao tratamento”, destacou Andrade.

Fonte: ALC