O Senado realizou ontem sessão especial em homenagem à Igreja Memorial Batista de Brasília, pela passagem dos 50 anos de sua fundação na capital ¿ considerando a data oficial, já que os primeiros missionários chegaram à cidade em fins de 1956.

Marconi Perillo (PSDB-GO), autor do requerimento propondo o ato solene, também presidiu os trabalhos. Ao saudar os batistas brasileiros, ele destacou as ações dos membros da igreja local, tanto na propagação do Evangelho como no resgate social de famílias da capital federal e do Entorno.

”A igreja homenageada é resultado da vontade de semear a palavra e arrebanhar ovelhas para o caminho do Senhor. O trabalho na capital federal tem frutificado de diversas formas e em múltiplas direções, como uma mão que se estende ao próximo em solidariedade” afirmou Marconi Perillo.

Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) lamentou que o pastor responsável pela instalação da igreja em Brasília, James Everett Musgrave Junior, recentemente falecido, não tivesse sobrevivido para acompanhar as comemorações do jubileu de ouro. O reverendo, que faleceu em 16 de maio último, liderou o grupo de missionários que foram deslocados para a área da futura capital brasileira, quatro anos antes de sua inauguração, para organizar a nova igreja.

”Trata-se de uma das primeiras instituições a trazer os ensinamentos e os valores da religião aos habitantes da nova capital” destacou o senador, de filiação católica, que também assinou o requerimento para a realização da homenagem.

Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que ali estava, como brasileiro e político, mas sobretudo como educador, para homenagear e também agradecer aos membros da igreja aniversariante pelo esforço dedicado à elevação dos valores espirituais. Como disse, o país poderá progredir com o avanço da educação e da ciência, sem desprezar os caminhos da espiritualidade, numa convivência fraterna de todas as religiões pela busca de valores acima das simples conquistas materiais.

”E olho com muito otimismo que, ao longo dos próximos 50 anos, vamos poder, sim, dar um salto. Não um salto de aumentar o produto, mas um salto de virar o rumo da nossa sociedade em uma direção cada vez mais culta, cada vez mais educada e cada vez mais espiritualizada” disse.

Fonte: Senado Federal