Em breve pronunciamento em Plenário, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que é ligado à Igreja Universal, proprietária da Rede Record, requereu a intervenção do ministro da Justiça, Tarso Genro, para que a Polícia Federal divulgue de maneira igualitária as informações sobre os resultados das investigações da Operação Navalha.

“Não é possível que um canal de TV se torne sócio da Polícia Federal na divulgação desses fatos”, disse Crivella.

A reclamação de Crivella foi enfatizada pelo Jornal da Band, da Rede Bandeirantes, que mencionou vários casos em que a Rede Globo teria sido favorecida com informações privilegiadas e em primeira mão sobre operações policiais e investigações que supostamente seriam sigilosas.

O Jornal da Band relembrou o episódio da prisão do ex-prefeito Paulo Maluf e de seu filho Flávio, quando o repórter Cesar Tralli, da TV Globo, recebeu um colete da Polícia Federal e participou das diligências. A exclusividade concedida ao repórter César Tralli na prisão do filho do ex-prefeito de São Paulo, Flávio Maluf, foi muito criticada pelas outras emissoras e por advogados de defesa.

Há algum tempo, a Polícia Federal tem registrado operações com câmeras de vídeo. O material tem sido oferecido à imprensa. O senador – que é ligado à Igreja Universal, proprietária da Rede Record – criticou o fato de algumas imagens da Operação Navalha terem sido forcecidas à Rede Globo com exclusividade.

Embora já há algum tempo a “parceria” da PF com a Globo venha sendo criticada pelas demais emissoras, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse desconhecer qualquer favorecimento. Genro disse que somente se a questão fosse encaminhada por escrito ao Ministério da Justiça, por meio de uma representação.

Crivella disse que o Ministério da Justiça deve fornecer uma explicação sobre qual o critério usado para que a informação e as imagens fossem passadas com exclusividade a um veículo de comunicação.

Fonte: Expresso da Notícia