Dez monges budistas cruzaram a fronteira terrestre entre as duas Coreias para distribuir ajuda médica no Norte.

A Coreia do Sul permitiu nesta quarta-feira de maneira extraordinária que um grupo de dez monges budistas cruzasse a fronteira terrestre entre as duas Coreias para distribuir ajuda médica no Norte, informou a agência local Yonhap.

A delegação de religiosos cruzou a fortificada zona desmilitarizada que separa os dois países desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53) em direção ao complexo turístico norte-coreano do monte Kumgang, onde entregarão 100 mil doses de remédios contra parasitas intestinais.

Os monges visitarão ainda um templo na zona montanhosa onde a Coreia do Norte administrava um complexo turístico com a Coreia do Sul, segundo uma fonte pertencente à ordem budista de Jogye, a mais importante no país asiático.

Durante sua visita de um dia, os religiosos haviam previsto celebrar uma cerimônia no templo de Singye com outros monges norte-coreanos, mas o ofício foi cancelado depois de ter sido desaprovado por Seul.

O complexo do monte Kumgang, criado há mais de uma década, era considerado um símbolo de reconciliação e cooperação entre as duas Coreias, ao se transformar no único local em que os sul-coreanos podiam visitar a Coreia do Norte.

No entanto, Seul suspendeu as viagens turísticas à zona em 2008, quando uma turista sul-coreana morreu atingida por disparos de um guarda norte-coreano ao entrar em uma área proibida sem saber.

A viagem da delegação budista acontece em um momento no qual as duas Coreias tentam diminuir a tensão após a troca de fogo de artilharia que ocorreu em novembro de 2010. O incidente deixou como saldo o bombardeio de uma ilha sul-coreana fronteiriça e a morte de quatro sul-coreanos, sendo dois civis.

[b]Fonte: Folha Online[/b]