Os defensores do “sim” e do “não” no referendo que vai votar a legalização do aborto em Portugal, no próximo domingo, gastam suas últimas “fichas” nesta sexta-feira, quando termina o período de campanhas que durou 11 dias.

“O que está em causa neste referendo é a liberalização total do aborto até às dez semanas sem qualquer justificação, sem qualquer limite, sem qualquer condição. O aborto apenas porque não se quer ter o filho”, disse a médica Isabel Galriça Neto, integrante da campanha “Não Obrigada”.

Apesar das sondagens divulgadas na última sexta-feira apontarem para a vitória do “sim”, os adversários da legalização da interrupção voluntária da gravidez não recuaram e marcaram duas grandes iniciativas para o último dia de campanha.

O encerramento nacional da campanha do “não” está marcado para um comício noturno em Braga (noroeste). Um outro grupo defensor da ilegalidade do aborto vai encerrar a campanha em Évora (sudeste), em um jantar promovido pelo movimento “Alentejo Pelo Não”.

Os movimentos pelo “sim” concentram suas atividades em Lisboa, com o primeiro-ministro português, José Sócrates, como “estrela” do jantar de encerramento da Campanha do Movimento pela Escolha e de outros movimentos pelo “sim”, no centro da capital portuguesa.

Dezenove movimentos de cidadãos se cadastraram na Comissão Nacional de Eleições (CNE) para a campanha que termina nesta sexta, sendo cinco pelo “sim” e 14 pelo “não”, além de dez partidos políticos.

O universo de eleitores é de 8,4 milhões de pessoas

Fonte: Lusa