A nação tem visto uma série de tumultos políticos desde o fim do ano passado. Eles culminaram em 11 de janeiro, quando o presidente Ianjuddin Ahmed declarou estado de emergência, impondo toque de recolher e bloqueio temporário aos meios de comunicação.

As eleições ficaram adiadas indefinidamente

A constante fricção entre a Liga Awami e o Partido Nacionalista de Bangladesh levaram 45 vidas até agora, deixando centenas de feridos. O presidente Ianjuddin tomou uma decisão no mínimo crítica para evitar mais mortes.

Sua decisão de renunciar como chefe do governo interino resultou em, pelo menos, uma trégua entre os partidos opostos. A situação foi dissimulada, resultando em poucos indícios de que os bengaleses podem ter esperança.

Prisões descontroladas

O governo interino, liderado por seu novo chefe Fakhruddin Ahmed, prendeu recentemente mais de 20 ex-ministros e líderes de alto escalão tanto da Liga Awani como do Partido nacionalista. Muitos observadores políticos vêem essas atitudes como medidas sérias para diminuir – se não eliminar – a corrupção na política de Bangladesh. O público parece concordar.

“Esse é um passo histórico que demos. Cerca de 90% do povo está satisfeito com as ações do atual governo provisório”, disse um contato.

Alguns empresários supostamente envolvidos em negócios ilegais também foram presos. Até as lojas pequenas que ocupavam áreas públicas não foram poupadas.

Série de renúncias

O Departamento Anti-Corrupção está sofrendo grandes reformas. Seu líder e todos os seus comissários renunciaram, supostamente por causa de pressão do governo interino. Desde sua criação, há um ano sob o Partido Nacionalista, nada foi feio para melhorar a posição de Bangladesh como o país mais corrupto segundo o índice de corrupção da ONG Transparência Internacional. Ele assumiu a liderança por cinco anos consecutivos.

O próximo da lista é o sistema judiciário, que deu a si mesmo duas semanas para se separar do poder executivo, Um novo Procurador Geral assumiu o comando.

A Comissão Eleitoral está sob nova liderança e visa criar igualdade entre todos os partidos e uma nova lista para os eleitores. Isso deve tranqüilizar a Liga Awami por enquanto.

Chances de tomada militar

As chances de o exército assumir completamente a direção do país são pequenas, mas não impossíveis.

Milhares de soldados bengaleses são enviados em missões de paz da ONU em uma tentativa de melhorar o padrão internacional. Tais missões se provam benéficas para esses soldados, dando-lhes meios de uma aposentadoria precoce. Um golpe contra o presente governo, tomando seus poderes, trará um fim a essa brilhante oportunidade, já que a ONU não tem nada a ver com soldados de uma ditadura militar.

E mesmo que o respeitado diretor de um banco central lidere o governo interino, dando-lhe finalmente alguma estrutura, Ianjuddin Ahmed ainda é o presidente, e ele conta com o apoio do exército.

Pedidos de oração

Pela Igreja em Bangladesh – Embora o estado de emergência não tenha restringido as atividades dos cristãos, continue a orar por eles, para que sejam firmes na fé e tenham discernimento da época em que vivem para que possam orar por sua nação de maneira mais efetiva.

Pelo governo interino – Ore para que o novo líder, Fahkruddin Ahmed, tenha sabedoria de Deus para resolver os conflitos entre os partidos. Ele parece já ter tido um bom começo, então continue a orar por ele e por sua equipe de líderes, para que trabalhem com integridade.

Pelos bengaleses – Ore para que essa atual situação em Bangladesh prepare o caminho para que muitos bengaleses ouçam a Palavra, resultando em uma grande colheita de almas. Ora também pela Igreja, para que esteja pronta quando esse tempo chegar.

Fonte: Portas Abertas