Escola de Tempo Integral Anísio Spínola Teixeira, em Palmas (TO)
Escola de Tempo Integral Anísio Spínola Teixeira, em Palmas (TO)

Na noite desta segunda-feira (20) pais, alunos, vereadores e representantes da Secretaria Municipal de Educação se reuniram na Escola de Tempo Integral Anísio Spíndola Teixeira para discutir as denúncias sobre uma palestra de sexologia dada a crianças de 11 a 14 anos, que abordou como fazer sexo oral e anal.

Os vereadores presentes eram Diogo Fernandes, Milton Neris, Lúcio Campelo e Filipe Martins e o suplente de vereador Major Edvardes, que ficaram estarrecidos com as declarações de alunos que chegaram até eles relatando o que o foi ensinado durante a palestra de sexo.

Durante essa reunião, as crianças confirmaram o que foi ensinado, deixando os vereadores ainda mais assustados com o conteúdo. “Hoje o que constatamos naquela escola ultrapassou todos os limites da responsabilidade”, declarou Diogo Fernandes.

O parlamentar comentou sobre a declaração de um aluno de 12 anos que explicou em detalhes o que foi ensinado a eles durante a palestra.  “Nós não podemos admitir isso de jeito nenhum, isso foi um absurdo! Temos que apurar os fatos e descobrir os verdadeiros culpados”, completou.

No final da reunião ficou decidido a instauração de sindicância para apurar a responsabilidade através de uma comissão permanente que terá 30 dias para concluir a apuração.

Assinada pelo Secretário Municipal da Educação, Danilo de Melo Souza, a portaria de nº 1056 de 20 de novembro de 2017 tem um relatório anexado com as denúncias sobre o conteúdo impróprio para crianças que tem chocado a cidade de Palmas e também o Brasil.

O deputado estadual Eli Borges se encontrará com os pais e com uma aluna da Escola de Tempo Integral Anísio Spíndola Teixeira para entender o que foi abordado para crianças de 11 a 14 anos e concretizar as medidas necessárias para punir os responsáveis.

O parlamentar lembrou que a Constituição Federal, o ECA e os planos de educação Nacional, Estadual e Municipal já determinaram como o assunto deve ser tratado, denunciando assim os excessos praticados pelos envolvidos na palestra “E Agora”.

“As questões ideologia de gênero e sexualidade devem ser conduzida nas escolas através do livro de biologia, respeitando as faixas etárias”, lembrou o deputado que faz parte do Conselho Estadual de Educação.

Por conta disto, o parlamentar irá levar o caso à Justiça. “O colégio Anísio Teixeira não entendeu seus limites”, declarou Eli Borges ao citar a aula de sexo oral e anal para crianças durante a palestra.

“O que fazer se a legislação já tratou disto? Punir aqueles que estão trabalhando nesta temática com excessos. O caminho é o do Judiciário e eu me comprometo com a sociedade palmense para defender da família”, completou.

ENTENDA:

Uma aluna da Escola de Tempo Integral Anísio Spínola Teixeira denunciou através de uma carta o que aconteceu na última terça-feira (14) durante a palestra sobre sexo que foi promovida pela Fundação Municipal da Juventude de Palmas.

Shirley da Silva Pires, de 14 anos, revelou que antes da palestra sobre sexualidade outros dois temas foram tratados: tecnologia e drogas. Mas o que chamou atenção dela mesmo foi a forma que a palestrante sobre sexologia abordou o tema.

“Quando a palestrante que abordou o tema sobre sexo ficou com a palavra, ela chamou um menino para ir à frente, pois iria fazer umas demonstrações, o menino ficou constrangido e não querendo ir, mesmo assim ela foi até ele e pegou-o pelo braço e levou a frente”, diz a adolescente.

Segundo Shirley foi com este menino que a palestrante demonstrou a prática de sexo oral, colocando uma camisinha do dedo do garoto e depois lambeu simulando o ato.

Mas as demonstrações sobre sexo para alunos de 11 a 14 anos não pararam por aí, a mesma palestrante chamou outras crianças, duas meninas, exatamente. Em uma delas ela ensinou como colocar camisinha feminina. E com a terceira criança ela ensinou “como pagar boquete”, que seria sexo oral em mulheres.

“Nesse momento a palestrante rasgou com os dentes os lados da camisinha feminina e colocou na mão da menina, simulando uma vagina, e explicou que quem gostasse de pagar boquete (termo utilizado por ela) que o fizesse com a camisinha, porque nem sempre se sabe onde está colocando a boca, ainda acrescentou que poderíamos utilizar sabores para melhorar o gosto”, relatou a adolescente.

A história sobre o gel lubrificante também foi comentada pela jovem, Shirley. “A palestrante fez uso de um gel lubrificante que segundo ela servia para passar no bumbum e não sentir dores no sexo anal”, completou.

Fonte: JM Notícia