A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expressou hoje sua preocupação com uma série de ações judiciais contra jornais brasileiros, as quais, segundo disse, poderiam ter a intenção de forçar os meios de comunicação a se “autocensurar” e a “parar de investigar”.

Ao mesmo tempo, a SIP pediu à Justiça brasileira que “coloque a liberdade de imprensa e o direito coletivo à informação acima de qualquer interesse particular”.

Nos últimos dias, fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus apresentaram cerca de 100 ações judiciais por difamação contra três jornalistas e seus empregadores, os jornais “Folha de S.Paulo”, “A Tarde” – de Salvador – e “Extra”, do Rio de Janeiro.

Sobre a questão, o presidente da SIP, Earl Maucker, declarou: “Além do respeito que devemos ter pelo direito que assiste a cada cidadão de ir à Justiça quando se sente ofendido por uma publicação, neste caso específico, e dado o contexto, suspeitamos fortemente que se trata de uma manobra incentivada com o fim de amedrontar e coarctar a liberdade de expressão”.

Maucker, diretor e primeiro vice-presidente do “Sun-Sentinel”, de Fort Lauderdale (Flórida, EUA), e Gonzalo Marroquín, diretor do jornal guatemalteco “Prensa Libre” e presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, pediram publicamente à Justiça brasileira que considere o contexto da situação.

Fonte: Último Segundo