A primeira página de internet a divulgar o curta-metragem contra o Corão do deputado holandês Geert Wilders retirou o filme após receber ameaças contra seus funcionários, anunciou em mensagem o próprio site, www.liveleak.com.

“É um dia triste para a liberdade de expressão na rede, mas temos de pôr a segurança e o bem-estar de nosso pessoal acima de qualquer coisa”, assinala o comunicado.

Os administradores do site, com sede no Reino Unido, asseguram que “não houve outra solução” a não ser eliminar o filme “Fitna” (que significa caos ou enfrentamento, em árabe) de seus servidores, por causa das “sérias ameaças” que seus funcionários receberam.

Em sua mensagem, agradecem pelo “apoio de milhares de pessoas de todas as religiões”, e confiam em que a situação gerada após a estréia do filme “crie um debate que beneficie e que eduque a todos sobre como aceitar as culturas dos demais”.

A polêmica produção de Wilders gerou ontem condenações da comunidade internacional, tanto de países islâmicos, como a Indonésia, Paquistão e o Irã, quanto das instituições européias e das Nações Unidas, que consideram que o filme incita ao ódio e à violência.

O filme é uma composição de imagens já conhecidas, entre as quais algumas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York, de 11 de março de 2004, em Madri, e de 7 de julho de 2005, em Londres, que são intercaladas com fragmentos do Corão que incitam à luta contra os não crentes.

Fonte: EFE

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