As acusações de cristãos presos (dois cristãos armênios e dois farsi convertidos) ainda estão indeterminada, após três meses estar na prisão.

De acordo com os repórteres da agência cristã de notícia iraniana “Mohabat News”, que, simultaneamente, acompanha os eventos relacionados aos cristãos do Irã, anunciou que alguns dos detidos permanecem presos no Hamadan.

De acordo com um oficial de segurança em um noticiário da noite na sexta-feira, 19 de setembro de 2010, transmitido em televisão nacional do Irã: “Um grupo de nove membros de cristãos foi presos no Hamadan sobre as taxas de atividades evangelísticas”. As autoridades de segurança em um cenário pré-determinado em colaboração com a rede nacional de televisão e mídia, anunciou o objectivo deste grupo como uma tentativa de destruir a República Islâmica do Irã, e chamou-os “cristãos sionistas”.

Seus nomes são: “Vahik Abrahamian”, e sua esposa “Sonia Keshish Avanessian”, cristãos armênios iranianos, e o outro casal de cristãos de língua persa chamados “Arash Kermanjany” e “Arezou Teimouri” ainda estão indecisos, após três meses na prisão.

Na noite de 04 de setembro de 2010, as forças de segurança entraram na casa de Abrahamian e o prenderam. Também foi relatado que naquela hora dois outros cristãos estavam lá como convidados. Agentes de segurança revistaram a casa e durante a inspeção, coletaram alguns pertences pessoais. Mais tarde, levaram todos para um lugar desconhecido.

Segundo o Mohabat, na sequência deste evento, ao mesmo tempo, alguns outros cristãos farsi da cidades de Karaj, Teerã e Hamadan, também foram convocados pela Inteligencia para interrogação. A maioria foi liberada depois de garantir às autoridades de não realizarem atividades evangélicas.

[b]Preocupações[/b]

A preocupação geral das famílias dos cristãos é o estado de saúde de seus filhos na prisão. As autoridades judiciais ainda não expressam uma razão pela qual eles ainda se encontram detidos sem qualquer acusação.

Durante uma reunião dos diretores do Ministério da Educação, Heidar Moslehi, ministro da Inteligência da República Islâmica, alertou contra as atividades dos movimentos cristãos evangélicos, e os chamou de “guerra branda” contra a República Islâmica.
“Guerra branda” é um termo que a República, especialmente após a eleição presidencial do ano passado tem utilizado contra os movimentos de protesto no país.

Vahik Abrahamian, de 45 anos, foi preso antes por agentes de segurança em Teerão, em 20 de fevereiro de 2010 sob a acusação de atividades na comunidade muçulmana. Ele passou dois meses na prisão, mas foi liberado temporáriamente com a fiança de 10 mil dólares, em abril de 2010, até o início do julgamento.

Vahik Abrahamian tem uma dupla cidadania do Irã e da Holanda, mas por causa de sua paixão pelo Irã e por sua família, decidiu ficar e viver em sua terra natal [o Irã].

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]