Algumas igrejas na Síria tiveram que cancelar seus cultos de Páscoa por causa da situação política do país. Os dias anteriores ao final de semana passado foram os mais sangrentos do país nos últimos meses.

Dezenas, ou mesmo milhares, de manifestantes foram mortos nesses dias. Rahid, um dos líderes de igrejas do país, afirma: “Os cristãos estão jejuando por diversos dias. Queremos paz em nossa nação. Ore por nosso governo, polícia e exército, para que eles possam manter essa paz”.

Em meio a todos esses protestos e incertezas, a questão é: qual é o efeito que isso tem sobre a Igreja Síria? O país tem uma grande população cristã, cerca de 1.5 milhão de pessoas, ou seja, 8% da população do país. Eles são membros de igrejas ortodoxas, católicas e evangélicas. Durante o regime do presidente Bashar al-Assad, elas têm liberdade relativamente boa. A Igreja da Síria não é clandestina ou secreta. Os cristãos do país são reconhecidos assim e todos sabem onde as igrejas estão.

“A atual situação na Síria é muito incerta para os cristãos. Os cristãos têm uma situação razoavelmente estável, e uma mudança no governo pode ser pouco favorável para os cristãos”, diz Rany, colabora da Portas Abertas Internacional. Rany vê problemas em potencial no país agora que o presidente pode ser forçado a deixar o poder. “Observe a população da Síria. É uma diversidade de minorias, de xiitas, de sunitas, cristãos, drusos, curdos e assim por diante, e essa é uma mistura explosiva. Eu vejo uma instabilidade entre essas minorias, e penso que os cristãos serão as principais vítimas dessa violência”.

“Devido ao medo de uma piora na situação atual, as igrejas estão em silêncio em meio aos protestos anti-governo. Elas não estão envolvidas nos protestos contra o presidente. Elas não querem atrair a atenção para si. Não sabemos aonde esses protestos vão levar, e é por isso que queremos aproveitar a liberdade existente no país. No ano passado, realizamos treinamentos sobre perseguição e sofrimento para muitos cristãos sírios. O objetivo era prepará-los para uma possível perseguição”.

De acordo com Rany, a Síria precisa muito de nossas orações agora. “Os problemas na Síria não tiveram início como um conflito religioso, no entanto, estão se transformando. Muçulmanos fanáticos estão trabalhando para que sejam assim”.

Rahid declara: “Pedimos suas orações para a Síria. Precisamos de proteção do governo, e em muitos aspectos, Bashar tem sido bom para os cristãos. Tememos que grupos islâmicos e fundamentalistas ataquem as minorias. Vivemos em paz, mas esses novos grupos têm causado diversos problemas. As igrejas e os cristãos na Síria pedem que seus irmãos orem e jejuem em favor deles”.

[b]Fonte: Missão Portas Abertas[/b]