Voluntários limparam o chão, as paredes e janelas da Igreja Batista de Jerusalém que foi incendiada na semana retrasada ( leia mais), disse o reverendo Charles Kopp. O vilarejo batista perto de Petah Tikva emprestou cadeiras para os cultos desse final de semana.

Outra igreja ofereceu seu prédio. Também um rabino da congregação Judeu Reformada ofereceu sua sinagoga para as reuniões cristãs.

De qualquer modo, devem ser contratados profissionais especializados para limpar os equipamentos eletrônicos e o forro do teto, o qual está coberto por material acústico. “Nós não sabemos quais serão os custos”, ele disse.

Rápidos, polícia e corpo de bombeiros, responderam ao incêndio e preveniram um estrago ainda maior. A polícia suspeita de ato criminoso.

Em 1982, incendiários da ala ultra direitista dos judeus provocaram um incêndio que arrasou a igreja que ficava na mesma propriedade.

O ataque à Igreja Batista de Jerusalém, que fica na rua Narkis, ocorreu aproximadamente às 22h45 do dia 23 de outubro, destruindo 60 cadeiras e causando danos devidos à água e fumaça.

Igreja reúne diversas comunidades e denominações cristãs

Por toda a semana, quatro congregações se reúnem para cultos na Igreja Batista de Jerusalém. A congregação de Kopp, que congrega nas manhãs de sábado, é visitada pelos cristãos locais e por turistas de todo o mundo.

Uma congregação russa judeu messiânica, uma congregação messiânica de fala hebraica e a congregação batista de fala inglesa também se reúnem no edifício.

O pastor Charles Kopp, da congregação de fala inglesa, disse que o alerta do vigia da construção impediu [o fogo] de crescer e destruir o piano e o púlpito.

Seguro não cobre

Devido ao fato de o sistema de alarme estar desativado, a companhia de seguro não poderá cobrir os danos. “Pessoas vêm aqui a todas as horas da manhã e da noite, e elas não sabem como armar ou desarmar o sistema de alarme”, disse Kopp. “Nós caímos no desuso do sistema de alarme”.

A construção da igreja anterior nessa propriedade foi destruída pelo fogo há 25 anos, durante a Festa dos Tabernáculos, por filiados ao movimento Kah, da ala de extrema direita, que provocaram um incêndio em 1982.

Após esse atentado, a congregação de fala inglesa reuniu-se por anos em uma tenda. O novo santuário, de US$ 1,2 milhão, foi construído em pedra sólida.

Messiânicos são ameaçados

Nenhuma ameaça foi feita contra a congregação de Charles Kopp. Victor Blum, entretanto, pastor da congregação russa judeu messiânica que se reúne nas noites de sexta-feira no local, disse que por vários anos a organização antimissionária Yad L’Achim teria alertado os israelenses para ficarem longe dele e de sua congregação.

“Eles estão espalhando panfletos em hebraico e russo, nos colocando como membros de uma seita perigosa, os judeus messiânicos [que estão] convertendo os judeus ao cristianismo”, disse Blum.

O pastor disse que os panfletos mostram imagens de sua esposa e dele mesmo, além de crianças e oito mulheres da congregação. Os panfletos foram colados em torno da Casa Batista, vários anos atrás. Depois, foram distribuídos em caixas de correio por toda a Jerusalém.

Perseguição

Cerca de cinco anos atrás um garoto da congregação de 14 anos estava entregando convites gratuitos de vídeos de Jesus quando um homem mascarado o esfaqueou.

Victor Blum disse que ele mudou seu número de telefone depois de receber ligações anônimas em horas adiantadas. Ele não divulgou nada, pois aqueles que o ameaçaram nunca foram identificados.

O pastor disse que recebeu palavras de apoio de israelenses depois desse último incêndio. Uma mensagem de apoio foi de um homem judeu em seus 70 anos que fez uma viagem especial para dizer-lhe que sentia muito pelo acontecido.

O porta-voz da polícia, Shmuel Ben-Ruby, disse que não há suspeitos. “Tem uma equipe de investigação especial quno caso”, afirmou. “Nós levamos isso muito, muito a sério”.

Fonte: Portas Abertas