Dois meninos jovens que foram ordenados a fazer uma prova escolar em que resultaria na conversão deles ao islã escreveram, “eu sou cristão”, nos exames, mesmo sabendo que isso poderia significar o fim de seu acesso à escola.

Agora o governo norte-americano está fazendo um lobby internacional para que os cristãos não enfrentem mais esse tipo de situação.

“O que trouxe o caso à atenção pública foi a recusa categórica das duas crianças em passar nos exames islâmicos e se converter ao islã, enquanto declaravam que “eles não negariam o cristianismo deles para se converter ao islã, a despeito das conseqüências,” disse o porta-voz da Coptic News, Sam Grace.

Os meninos Mario Medhat Ramses, de 11 anos e Andrew Medhat Ramses, de 13 anos, vão enfrentar um futuro sem educação, embora fossem classificados como estudantes “brilhantes” no Liceu de Alexandria.

Segundo Sam Grace, o Ministério da Educação do Egito ordenou que os meninos fizessem a prova que resultaria na conversão deles ao islã porque o pai deles deixou a família há aproximadamente cinco anos para se converter do cristianismo ao islamismo.

Família separada

Os pais, Medhat Ramses e Camélia Medhat, eram um casal cristão quando os meninos nasceram, mas o pai se divorciou da mãe, deixando para trás os filhos dele, e se converteu ao islã para se casar com uma muçulmana.

“A lei religiosa islâmica que foi adotada pelo governo civil no Egito requer que as crianças sigam a fé de qualquer pai que se converta ao islã, uma vez que o islã é visto como uma religião superior que abrigou todas as outras religiões”, disse Sam Grace.

“Nós precisamos de todas as organizações de direitos humanos para tentar forçar o Egito a respeitar as convenções de direitos humanos e o Egito é um signatário de todas estas convenções”, disse o porta-voz.

Sam Grace contou que os meninos estão servindo como diáconos na igreja cristã e que são muito dedicados ao cristianismo. A mídia egípcia, disse ele, retratou a situação como uma mãe que aplica pressão nos filhos dela para não se converterem.

Fonte: Portas Abertas