[img align=left width=300]http://i0.wp.com/www.jornalopcao.com.br/wp-content/uploads/2015/12/marco-feliciano-reproducao.jpg[/img]

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin autorizou nesta quinta-feira (15) abertura de inquérito para investigar o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), [url=https://folhagospel.com/modules/news/article.php?storyid=32544]acusado pela jornalista Patrícia Lélis de tentar estuprá-la[/url].

Fachin decidiu acolher parecer da PGR (Procuradoria-geral da República) para instaurar a apuração. Na condição de deputado, ele tem foro privilegiado e, por isso, o procedimento só pode tramitar no Supremo.

No dia 19, a Polícia Civil de São Paulo enviou ao STF a queixa prestada por Patrícia em uma delegacia paulista. O então presidente da corte, Ricardo Lewandowski, compartilhou o documento com a PGR.

Patrícia também acusou o chefe de gabinete do deputado de tê-la ameaçado com uma arma e a mantido em cárcere privado. A Polícia Civil de São Paulo, porém, [url=https://folhagospel.com/modules/news/article.php?storyid=32590]indiciou a jornalista por extorsão e falsa comunicação de crime[/url].

Segundo o delegado do 3º DP (Campos Elíseos, em São Paulo), Luís Roberto Hellmeister, a jovem não foi forçada a gravar vídeos em que aparece negando as acusações contra o deputado.

Hellmeister afirma ter ouvido o então namorado da jovem, Rodrigo Simonsen, em depoimento. De acordo com o delegado, Rodrigo disse que ficou com Patrícia durante três noites no hotel no centro de São Paulo onde ela afirma ter sido mantida refém e que não viu Bauer em sua estada.

A jornalista é suspeita ainda, diz o delegado, de extorquir dinheiro do assessor do deputado para inocentá-lo. Bauer admitiu em depoimento ter entregado R$ 20 mil para Emerson Biazon, ligado a Lélis, para entregar à jovem, que saberia do acordo.

Caso os procuradores concluam que houve tentativa de estupro, Feliciano pode ser denunciado. Caso contrário, o inquérito é arquivado, ainda que eles descubram que Patrícia mentiu, já que ela não tem prerrogativa de foro.

[b]OUTRO LADO
[/b]
Procurado, Feliciano afirmou que ainda não foi notificado e que, desde o início das investigações, esteve à disposição da Justiça.

Ele se disse “confiante e tranquilo”. “Acredito que a verdade será demonstrada e ficará provado que sou apenas mais uma vítima dessa pessoa (Patrícia Lélis)”, concluiu.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]