Meriem Ibrahim havia sido condenada a morte por se converter ao cristianismo, foi solta e presa novamente ao tentar deixar o país.

A sudanesa cristã Meriem Yahia Ibrahim Ishag, de 27 anos, foi libertada nesta quinta-feira (26) da delegacia que estava detida em Cartum e buscou abrigo na embaixada americana na mesma cidade, informou seu advogado.

“Ela está na embaixada americana neste momento”, declarou o advogado Muhanad Mustafa à AFP.

A agência não informa se o governo dos EUA confirma o fato.

Meriem havia sido presa e condenada à morte por abandonar a religião islâmica e depois teve sua sentença cancelada. Ela foi solta na última segunda (23), depois de dar à luz a sua filha na prisão, e detida de novo na terça (24), enquanto tentava deixar o país no aeroporto de Cartum com o seu marido e os dois filhos.

Desta vez, Meriem foi acusada de apresentar documentos falsos e fornecer informações erradas ao tentar sair do país.

Segundo a Reuters, Meriam foi solta com a condição de que continue no Sudão.

O caso dessa jovem mulher revelou o problema da liberdade de culto no Sudão, e sua condenação à morte em 15 de maio provocou indignação dos governos ocidentais e de grupos de defesa dos direitos Humanos.

Filha de pai muçulmano e mãe cristã, Ishag foi condenada pela lei islâmica que proíbe as conversões, depois de ter se casado com um cristão.

Como em muitos países muçulmanos, mulheres muçulmanas no Sudão são proibidas de se casar com não muçulmanos, apesar de que os homens muçulmanos podem se casar com mulheres de outras religiões. Por lei, as crianças devem seguir a religião de seu pai.

Ela também foi condenada a 100 chicotadas por adultério, já que, segundo a interpretação sudanesa da sharia, as uniões entre uma muçulmana e um não-muçulmano são consideradas traição conjugal.

[b]Fonte: G1[/b]

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