Uma mulher suíça, divorciada e com quatro filhos, foi “ordenada” neste sábado, 24, sacerdotisa católica por duas teólogas durante uma cerimônia a bordo de um navio no Lago de Constança, em um desafio à Igreja Católica.

Monica Wyss, tem 46 anos e recebeu os hábitos de outras duas mulheres, uma austríaca e uma americana, informou a imprensa local.

As três mulheres provavelmente serão excomungadas, já que a Igreja Católica romana não permite que as mulheres sejam ordenadas.

Além de Wyss, a primeira suiça a se ordenar em desafio à Igreja, há cerca de 20 mulheres no mundo que tomaram a mesma atitude e se nomearam sacerdotisas, apesar do risco da excomunhão.

Em sua carta “Ordinatio Sacerdotalis” (1994), o ex-papa João Paulo II afirma que “a Igreja não tem de nenhuma maneira o poder para conferir a ordenação sacerdotal às mulheres… Essa posição deve ser definitiva e aceita por todos os fiéis da Igreja”.

O atual Papa Joseph Ratzinger já excomungou em 2002 outras sete mulheres quando chefiava a Congregação para a Doutrina da Fé.

As mulheres sacerdotizas que existem no mundo não quiseram renunciar a sua fé católica e adotar o protestantismo, que autoriza a nomeação, e consideram que a proibição do Vaticano “é um erro da Igreja e não uma regra ditada por Jesus Cristo”.

Elas também afirmam não querer criar uma nova Igreja, mas sim lutar pela igualdade dos sexos dentro da Igreja Católica Romana.

O responsável pela ordenação em 2002 das sete mulheres que foram excomungadas pelo atual Papa Bento XVI foi o argentino Romulo Braschi, um bispo independente pertencente à Igreja Católica Apostólica Carismática de Jesus Rei, que se considera um cisma da católica romana, segundo circulou na imprensa.

Em 2005, uma francesa, sete americanas, uma alemã e uma canadense foram ordenadas, e há outras sessenta recebendo formação para fazê-lo no futuro.

Monika Wyss, que procede de uma família católica praticante da região de Basiléia, no noroeste da Suiça, iniciou seus estudos de teologia na Universidade de Lucerna, mas os interrompeu em 2003 por motivos de saúde e, segundo a imprensa local, pensa em retomá-los ainda este ano.

Fonte: EFE