Depois de mais de cinco anos de dedicação exclusiva à música gospel e a outros projetos pessoais, a cantora Sula Miranda está retornando aos palcos sertanejos para comemorar seus 25 anos de carreira solo.

Ela ficou marcada como “a Rainha dos Caminhoneiros” durante anos e conquistou uma legião de fãs entre os motoristas de caminhão.

[img align=left width=300]http://musica.gospelprime.com.br/files/2012/05/Sula-Miranda.jpg[/img]Agora, segundo ela, tentará conciliar esses dois aspectos de sua carreira. “Eu hoje vou seguir com as duas carreiras, que acaba sendo uma só, pois eu sou uma só e tem de deixar de lado a divisão, pois há muitos outros cantores da música popular brasileira que também professam sua fé, como o Roberto Carlos, que sempre professou a fé dele. Eu vou continuar cantando sertanejo, retomei esse ano, mas o meu CD também vai ter músicas que professem a fé, que falem de Jesus, que levem também a palavra de Deus de alguma forma para esse público”, disse ela em entrevista ao portal Terra.

Sula afirma que o carinho que sempre recebeu dos caminhoneiros foi determinante para sua decisão de voltar à vida da estrada.

“Na música sertaneja, se você for observar, desde lá de trás, do Tonico e Tinoco, sempre havia uma música de peão boiadeiro e uma música de caminhoneiro. E como tinham poucas mulheres e poucas pessoas mais jovens, eu fui praticamente a única mulher em carreira solo que acabou se destacando por conta disso. Eu canto música sertaneja, mas não a vida do caminhoneiro e sim da esposa do caminhoneiro. Como os que vieram antes de mim eram homens, eles cantavam “estou na estrada, estou cansado”. E eu canto a vida da esposa do caminhoneiro, falo da saudade”, explicou.

Para ela, a sua relação com os caminhoneiros começou quase por acaso, “Começou quando eu lancei o primeiro disco e a música de trabalho se chamava Caminhoneiro do Amor. Por conta dela, que foi a de maior sucesso e virou um marco na minha carreira, a imprensa começou a me chamar de Rainha dos Caminhoneiros. A classe comprou essa ideia e, desde então, acabei assumindo essa condição”.

A cantora, que também dirige caminhões, disse que nunca se desligou dessa imagem e a usou, inclusive, para fazer algumas campanhas, junto o Governo. “Eu sempre fui convidada para fazer alguma coisa relacionada… Eu fiz contra prostituição infantil, antidrogas, contra o rebite. Nem sempre junto ao governo, mas também com empresas que levantavam algumas dessas bandeiras. Sempre aceitei fazer”.

[b]Fonte: Gospel Prime[/b]