Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém
Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém

O túmulo no qual acredita-se que Jesus Cristo tenha sido enterrado é mais antigo do que todos pensavam, revelou uma nova pesquisa.

Testes executados nos restos de uma caverna de pedra calcária na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, dataram o túmulo de meados de 345 d. C., informou a National Geographic.Antes dessa descoberta, os pesquisadores acreditavam que o local tinha sido construído durante o período das Cruzadas, por volta do ano 1.000 d.C.

A cavidade é considerada como o local onde a crucificação, o sepultamento e a ressurreição de Jesus ocorreram — citados na Bíblia como o Calvário ou o Gólgota. Em 2016, um estudo arqueológico mostrou que o túmulo nunca foi tirado do lugar, o que contradizia a teoria corrente até então de que ele teria sido transportado para outro ponto da cidade.

Enquanto o Novo Testamento afirma que a morte de Jesus ocorreu entre 30 e 33 d.C., os relatos históricos sugerem que os romanos localizaram e consagraram o túmulo apenas em 326. A data corresponde ao governo de Constantino I, imperador romano que se converteu ao cristianismo e a declarou a religião oficial do Império.

O túmulo foi totalmente destruído e posteriormente reconstruído no ano 1009, o que fez os especialistas questionarem se a Igreja do Santo Sepulcro era, de fato, o mesmo local do enterro descoberto pelos romanos. Graças à análises químicas, os pesquisadores puderam concluir que o túmulo reconstruído era o mesmo daquele do século 4 d.C.

O túmulo foi aberto ao público pela primeira vez em séculos em outubro de 2017, quando os cientistas começaram a restaurar um santuário que abrange o túmulo, também conhecido como a Edícula. O projeto de restauração de nove meses custou US $ 4 milhões, de acordo com informações do The Guardian.

Fonte: Revista Galileu