Mário da Silva, missionário nascido em São Paulo, trabalha em Gaza já há dois anos.

O missionário paulista Mário da Silva trabalha em Gaza há dois anos como padre católico. Fora de lá há um mês para um congresso nos EUA, o religioso chegou de volta há uma semana.

— Eu soube que os 30 brasileiros que aqui estavam têm deixado Gaza, mas sinto que preciso ficar. Durmo num quartinho entre a igreja e a escola porque me disseram que é seguro. Tenho medo, mas já sabia que iria acontecer a qualquer momento — disse o padre , membro de uma congregação argentina cujo lema é “ir aonde ninguém quer”, presente em lugares como Gaza e Sibéria.

Lá vive, ainda, o padre argentino Jorge Hernández, mencionado em carta da presidente Cristina Kirchner, que exigiu de Israel a segurança do missionário. Recentemente, a missa rezada pelos dois padres latino-americanos para a despedida de freiras que vão deixar Gaza foi feita com gerador de energia. A praça estava às escuras, e os carros nas ruas eram poucos. Durante o ano, Gaza só recebe energia elétrica oito horas por dia. Na guerra, chegou a ficar quase sem energia.

[b]Fonte: O GLOBO via Alagoas24Horas[/b]