O teólogo da libertação Jon Sobrino, censurado pelo Vaticano por suas teses sobre Jesus, repudiou as acusações contra ele expressas pelos guardiões da doutrina da Igreja, em uma carta publicada em vários sites religiosos.

Sobrino, um jesuíta espanhol residente em El Salvador, diz na carta que “não se sente em absoluto representado pelo julgamento global” sobre sua tese, feito pela congregação vaticana para a doutrina da fé.

A carta dirigida a seu superior, o general dos jesuítas, Peter Hans Kolvenbach, data de 13 de dezembro de 2006.

A notificação da congregação para a doutrina da fé, publicada em 13 de março pelo Vaticano e datada de 26 de novembro de 2006, considerou as teses de Sobino, explicitadas em dois de seus livros “não conformes com a doutrina da Igreja”.

Na carta, o jesuíta ressalta que “não é fácil dialogar com a congregação”, que “parece obcecada” em encontrar “erros” e cujo julgamento está, freqüentemente, marcado pela “ignorância, os preconceitos e a obsessão de acabar com a teologia da Libertação”.

Esta doutrina, muito estendida na América Latina, busca unir a defesa dos valores cristãos com a luta pelos direitos dos menos favorecidos.

A carta de Sobrino, escrita em espanhol, foi publicada, entre outros sites, no do vaticanista italiano Sandro Magister (www.chiesa.it).

Fonte: AFP