Pastor Andrew Brunson está preso na Turquia
Pastor Andrew Brunson está preso na Turquia

O senador da Carolina do Norte, Thom Tillis, compartilhou mais detalhes sobre o caso da Turquia contra o pastor americano Andrew Brunson e criticou os promotores por alegarem que as igrejas nos Estados Unidos estão conspirando para minar o governo turco.

Falando no Capitólio, abordando a situação dos direitos humanos no país aliado da Otan, Tillis condenou as acusações contra Brunson e apontou falhas no caso da promotoria.

Tillis, um republicano, tem estado ativamente envolvido em advogar em nome de Brunson, um residente da Carolina do Norte que passou as duas últimas décadas ministrando na Turquia antes de ser preso em outubro de 2016 e acusado de terrorismo.

O governo turco alega que Brunson está ligado ao movimento islâmico Gulen, e o acusa de estar envolvido em uma tentativa de golpe contra a administração do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, em julho de 2016. Brunson também é acusado de envolvimento com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão. Brunson negou todas as reivindicações contra ele.

Como o caso da promotoria contra Brunson foi baseado no depoimento de “testemunhas secretas”, Tillis viu em primeira mão os argumentos da promotoria contra Brunson quando ele viajou a Izmir em abril para assistir a primeira audiência judicial contra o pastor. Uma segunda audiência foi realizada no início deste mês em que Brunson foi mandado de volta à prisão até outra audiência marcada para julho.

“O que vi naquele tribunal das testemunhas secretas, foi simplesmente absurdo”, disse Tillis.

Em seu discurso, Tillis mencionou brevemente um documento apresentado pela promotoria “que diz que as igrejas na América estão de alguma forma entrelaçadas para que possam ir a outros países e perturbar e derrubar governos, e que eles sejam um recurso de coleta de informações”.

“Isso são sérias alegações feitas pela promotoria e não acho que estou enfeitando nada”, explicou Tillis. “Estes são os fatos.”

Embora haja várias acusações contra Brunson, Tillis se concentrou e refutou as alegações feitas por uma suposta testemunha secreta que mencionou “observar uma luz em uma sala em uma pequena igreja em Izmir”.

Tillis criticou a afirmação da promotoria de que uma testemunha vendo uma luz na janela da igreja por quatro horas pode ser usada como prova para acusar alguém de atos de terrorismo.

Senador da Carolina do Norte, Thom Tillis
Senador da Carolina do Norte, Thom Tillis

“Há dois problemas com isso”, disse o senador. “Nos Estados Unidos, ter uma luz acesa não sugere necessariamente que você está fazendo algo errado. O outro problema com isso é que o quarto dele não tem janela.”

Muitos acreditam que Brunson é um prisioneiro político mantido como parte de uma diplomacia de reféns. Erdogan já havia indicado  que Brunson poderia ser libertado se os EUA extraditassem o líder do movimento Gülen, que mora na Pensilvânia.

“Toda vez que faço esse discurso, prometo a minha esposa e prometo a mim mesmo que não vou ficar zangado ao longo do discurso”, disse Tillis. “Honestamente, falhei todas as vezes que falei sobre isso porque é muito frustrante.”

Tillis juntou-se a um grupo bipartidário de mais de 60 outros senadores para pedir ao governo turco que liberte Brunson em uma carta enviada ao presidente turco, Erdogan, em abril.

Fonte: The Christian Post