Um grupo de 20 ulemás (clérigos muçulmanos) pediram nesta quinta-feira ao presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, que adote a “sharia”, ou lei islâmica, no país de maior população muçulmana do mundo.

Os ulemás foram na manhã desta quinta-feira ao Palácio Presidencial, tendo à frente Abu Bakar Ba’asyir, líder do grupo ultraconservador Mujahedin da Indonésia (MMI). Ele foi condenado em março de 2005 a dois anos e seis meses de prisão por sua participação nos ataques terroristas de outubro de 2002, em Bali, nos quais morreram 202 pessoas.

“Queremos entregar uma carta ao presidente para mostrar como salvar esta nação do desastre. O presidente é muçulmano. Todos somos muçulmanos e os irmãos muçulmanos devem lembrar uns aos outros os perigos que enfrentam” disse Ba’asyir, citado pela agência indonésia “Antara”.

“Queremos que o presidente emita um decreto presidencial sobre o retorno à lei muçulmana”, disse Fauzan al-Anshori, porta-voz do MMI.

A carta solicita que todas as políticas governamentais façam referência à “sharia”. Outra reivindicação é o estabelecimento de um Tribunal Nacional que siga seus preceitos e seja formado por ulemás que conheçam e compreendam a lei islâmica.

Os clérigos pretendem enviar uma proposta semelhante à Câmara de Representantes e a Assembléia Consultiva Popular.

A “sharia” é aplicada há cinco anos na conservadora província de Aceh, no norte de Sumatra, mas não é obrigatória no resto da Indonésia.

Fonte: EFE

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