O cristianismo é visto como o “inimigo número 1 do Estado” no Laos, um dos poucos países ainda comunistas no mundo. Os cristãos de lá continuam a passar por perseguição, incluindo casas confiscadas, propriedades e igrejas, prisão de pastores, renúncia forçada da fé e até mesmo ameaça de morte.

Embora sua constituição apóie a liberdade religiosa para todos os cidadãos, o país consistentemente encontra-se entre os dez mais no abuso de direitos humanos declarando abertamente que pretende “eliminar o cristianismo”.

Os cristãos hmong têm sido alvo de ataques por parte do governo, numa campanha genocida que inclui a retirada de alimentos e o uso de armas químicas contra eles.

Mas o cristianismo continua a crescer apesar da hostilidade do governo, mesmo com muitos cristãos correndo o risco de serem presos por se reunirem ilegalmente em igrejas clandestinas.

As restrições severas têm causado uma escassez de Bíblias no país, deixando o povo sem acesso à cópias das Escrituras.

Organização cristã

A Christian Freedom International (CFI), organização americana voltada para a ajuda humanitária e defesa política para os cristãos perseguidos ao redor do mundo, encontra-se no Laos distribuindo Bíblias e fornecendo ajuda a dezenas de cristãos perseguidos.

O presidente da CFI, Jim Jacobson, e outros membros da organização estão fazendo a entrega de Bíblias aos cristãos em vilas remotas, onde o acesso para a assistência médica e outras necessidades básicas é praticamente impossível.

A CFI tem repetidamente enviado equipes da área de saúde, junto com Bíblias e alimentos, para os cristãos que não possuem acesso à assistência médica e outros recursos.

A atual viagem da organização à região vem imediatamente depois de uma missão em Mianmar (ex- Birmânia), onde suprimentos foram entregues aos refugiados karen e kareni.

A CFI também opera um programa de micro-empreendimento no Laos e em Mianmar, bem como em vários outros países, que capacita cristãos a gerar uma renda através da venda de seus produtos artesanais para os Estados Unidos.

A organização encoraja a comunidade internacional e seus líderes a pressionar o governo do Laos para terminar com essa perseguição por meio de cartas e emails à representações diplomáticas do país e por meio de orações em massa.

Fonte: Portas Abertas