De acordo com um líder cristão sírio, um terço dos cristãos na Síria deixaram o país desde o começo da guerra civil. Gregório III Laham disse à BBC que mais de 450 mil dos um milhão e 750 mil cristãos sírios se foram. Entretanto, ele disse estar certo de que a comunidade cristã do país irá sobreviver.

O número preciso de cristãos na Síria está aberto ao debate, assim como o número dos que deixaram o país. Um colaborador da Portas Abertas considera que a cifra dos que saíram pode ser significativamente menor.

Isso se dá porque a proporção de cristãos no início da guerra civil é questionável. As sugestões de que eles contabilizavam cerca de 8% da população são tidas como otimistas. Entre os que se sabe terem deixado o país, seja para campos de refugiados em países vizinhos ou para países mais distantes, acredita-se que a porcentagem seja menor que 8%.

Laham também afirmou que a perseguição aos cristãos está piorando em todo o mundo. Uma agência católica de ajuda internacional aos necessitados, sob perseguição, alega que o êxodo de cristãos de muitos países ameaça o status do cristianismo como religião mundial.

Os piores problemas, de acordo com um relatório da agência, estão na Coreia do Norte (número um na Classificação de países por perseguição) e na Eritreia (em 10º lugar na Classificação). “A principal descoberta é que em dois terços dos países onde a perseguição é mais severa, os problemas têm se tornado indiscutivelmente ainda piores”, disse John Pontifex, um dos autores da pesquisa. “De fato, a própria sobrevivência da Igreja em algumas partes do mundo, notavelmente no Oriente Médio, está em jogo agora”.

O relatório sugere que a Primavera Árabe se transformou no “Inverno Cristão”, com levantes políticos particularmente dispendiosos para a minoria cristã do Oriente Médio.

“De todos os relatos, os incidentes de perseguição estão agora aparentemente implacáveis e piores: igrejas incendiadas, cristãos sob pressão para se converterem, violência popular contra lares cristãos, sequestro e estupro de moças cristãs, propaganda anticristã na mídia e no governo, discriminação nas escolas e no trabalho. A lista prossegue”, disse Pontifex.

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[b]Fonte: Portas Abertas Internacional[/b]