O Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) lançou hoje a campanha Rompa o Silencio com objetivo de chamar atenção para crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes no País.

O órgão vai promover um abaixo-assinado, disponível no site Unicef, que será entregue às autoridades de 150 países presentes no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontecerá no Rio de Janeiro, de 25 a 28 de novembro. O prazo para a adesão ao abaixo-assinado vai até o dia 24 de novembro. Porém, o Unicef já avalia dar continuidade à campanha.

De acordo com a assessoria de imprensa do Unicef no Brasil, o abaixo-assinado pretende chamar atenção para esse tipo de crime – um desafio global, de acordo com a instituição, assim como o combate ao tráfico de drogas e de armas – às vésperas do encontro na capital fluminense, que deverá reunir cerca de 3 mil especialistas de todo o mundo. Ao assinar o documento no site do Unicef o cidadão declara: “Eu apóio medidas enérgicas de prevenção e repressão de casos de exploração sexual de crianças e adolescentes e me comprometo a denunciar essa prática”.

Os crimes podem ser relatados ao Disque 100, serviço que acolhe as denúncias de crimes contra crianças e adolescentes – basta digitar o número 100 de qualquer parte do País. De acordo com a Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, do governo federal, o Disque 100 recebeu 25.711 denúncias de janeiro a setembro deste ano. Em 2007, o total foi de 24.942. O serviço funciona diariamente, das 8 às 22 horas.

O Rompa o Silêncio será divulgado nacionalmente em rede de TV, rádio, jornais, sites e blogs. Segundo a associação de imprensa, a veiculação da campanha no rádio e na TV deve começar em duas semanas. O órgão também conta com a ajuda de organizações não-governamentais (ONGs), instituições parceiras e o boca-a-boca de colaboradores. “A idéia é que seja uma ação multiplicadora”, informa o Unicef. De acordo com o órgão, não há meta definida para o número de assinaturas.

Fonte: UOL