A capela cristã da universidade abriu espaço para orações muçulmanas, gerando críticas de Franklin Graham: “Permitir isso é semelhante a profanação”.

O islamismo tem ganhado espaço em todo o mundo, inclusive dentro de uma das universidades evangélicas mais conceituadas do mundo, na Carolina do Norte, EUA. A Duke University, uma universidade metodista, marcou um “adhan” – uma chamada para a oração islâmica – para o dia 16 de janeiro, na capela onde são realizados os cultos.

Dentro do adhan são feitas repetidas orações incluindo as palavras “Allahu Akbar”, que significa “Deus é grande”. O problema é que o Deus deles não é o mesmo Deus que servimos.

A Universidade Duke desistiu rapidamente da ideia depois que Franklin Graham, filho do famoso evangelista Billy Graham, se posicionou contra movimento ecumênico da Duke, no Facebook. “À medida que o Cristianismo vem sendo excluído de praça pública e os seguidores do Islamismo estão estuprando, massacrando e decapitando cristãos e judeus que não se submetem à sua lei, Duke está promovendo isso em nome do pluralismo religioso”, escreveu.

“A Universidade Duke continua empenhada a promover um campus inclusivo, tolerante e acolhedor para todos os seus alunos”, disse o porta-voz da universidade Michael Schoenfeld, em um comunicado. “No entanto, ficou claro que o esforço para unificar não teve o efeito pretendido.”

A universidade diz que a capela não é utilizada exclusivamente para a adoração cristã, mas também por estudantes de muitas religiões diferentes. “Esta oportunidade representa um compromisso maior com o pluralismo religioso, que está no coração da Duke, conectando as tendências universitárias no alojamento religioso”, disse Christy Lohr Sapp, diretor associado da Duke Para a Vida Religiosa.

Na visão de Graham, o pluralismo religioso está longe da proposta inicial da universidade, construída por cristãos. “Esta é uma escola metodista, e o dinheiro para essa capela foi dado pelo povo cristão ao longo dos anos para que o corpo de estudantes tivessem um lugar para adorar ao Deus da Bíblia”, disse Graham.

Agora as orações muçulmanas acontecerão fora da capela, de acordo com a universidade. “Os membros da comunidade muçulmana agora irão se reunir no quadrilátero fora da capela, um local de programas e atividades inter-religiosas”, disse Schoenfeld.

Graham disse que os muçulmanos têm o direito de culto ao seu deus na América, e que “há milhões de pessoas maravilhosas no Islã, que querem viver a sua vida, criar seus filhos e ser livres”. Mas ele também disse que o Islamismo não é uma religião pacífica.

“Permitir orações muçulmanas dentro de uma capela cristã é semelhante a profanação”, disse Graham. “Eu acho que a capela já foi profanada há muitos anos, provavelmente”, respondeu ele.

[b]Aumentam muçulmanos na Duke University
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A Duke University tem o número de estudantes muçulmanos crescendo. Em 2014, mais de 700 dos 14.850 alunos da escola afirmaram ser muçulmanos. Em 2009, a universidade criou o Centro de Vida Muçulmana e contratou seu primeiro capelão muçulmano.

“O adhan comunica à comunidade muçulmana que eles são bem-vindos aqui, que estas orações melhoraram a convivência, e que todos estão convidados a parar em uma tarde de sexta-feira e rezar”, disse Lohr Sapp.

[b]“John Wesley deve estar virando no túmulo”
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Robert Jeffress, Pastor da Primeira Igreja Batista em Dallas, no Texas, disse que os metodistas precisam se revoltar.

“Os fiéis metodistas que acreditam que a Bíblia é a palavra de Deus, devem exigir que a sua denominação corte qualquer apoio a Duke. Eu acho que John Wesley deve estar virando no túmulo. Este, certamente, não é o metodismo de John Wesley: uma fé que foi firmada sobre a Bíblia”, disse Jeffress.

“Na realidade, a capela foi tomada e profanada em nome do politicamente correto”, finalizou.

[b]Fonte: Guia-me[/b]