O Vietnã e o Vaticano deram um novo passo rumo à normalização de suas relações diplomáticas após uma delegação de alto escalão do Vaticano ter visitado, neste mês, o país comunista, afirmou na segunda-feira a Santa Sé.

O Vaticano disse que a delegação liderada por um de seus principais diplomatas, monsenhor Pietro Parolin, estava convencida de que o Vietnã procurava formas de avançar nos esforços de reaproximação após décadas de tensão.

“A questão da normalização dos laços com a Santa Sé foi levantada. A esse respeito, o lado vietnamita deu-nos garantias de que, seguindo ordens do primeiro-ministro, os órgãos competentes já estavam trabalhando sobre o assunto”, afirmou o Vaticano em um comunicado.

O Vietnã, que, no ano passado, saiu da lista negra dos EUA de países acusados de reprimir as liberdades religiosas, possui cerca de 6 milhões de católicos em uma população de 84 milhões de pessoas. O budismo é a religião de 80 por cento dos habitantes do país.

Os laços da Santa Sé com o governo vietnamita sofreram abalos porque a Igreja Católica é associada no país asiático ao passado colonial e porque as autoridades do Vietnã nem sempre aceitaram os bispos nomeados por papas anteriores.

Mas, chamando atenção para a melhoria das relações, o primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Tan Dung, reuniu-se em janeiro com o papa Bento 16, transformando-se na mais alta autoridade do país asiático a encontrar-se com um pontífice.

Em 2005, Bento 16 também criou uma nova diocese no Vietnã e um cardeal do Vaticano viajou até o país para ordenar 57 padres, em uma cerimônia pública realizada em uma catedral de Hanói.

Fonte: Reuters