O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, recusou-se a comentar a notícia, publicada ontem, de que o ex-governador da região de Lazio Piero Marrazzo, que renunciou ao cargo devido a um escândalo sexual, teria enviado uma carta de perdão ao papa Bento XVI.

O político se afastou da vida pública depois que veio à tona a denúncia de que ele se relacionava com travestis. Os pivôs do caso foram dois brasileiros. Um deles, identificado como Brenda, foi encontrado morto na sexta-feira passada em seu apartamento, em Roma.

De acordo com o exame de autópsia, o travesti morreu por asfixia depois que a residência pegou fogo.

Marrazzo renunciou após a prisão de quatro policiais que tentavam extorqui-lo, pedindo 80 mil euros em troca de vídeos nos quais ele havia sido flagrado na companhia de travestis.

Após a divulgação do escândalo, o ex-governador decidiu iniciar um retiro espiritual. Hoje, foi divulgada a notícia de que ele enviara uma carta ao Papa, por meio da Secretaria de Estado da Santa Sé, para pedir desculpas por suas faltas.

“Vocês souberam de certas cartas. Eu não sei quem informou isso”, limitou-se a dizer Bertone, quando perguntado sobre o assunto.

Embora a autópsia tenho indicado óbito por asfixia, a Justiça italiana ainda investiga a morte de Brenda. A hipótese de homicídio não foi descartada.

Pílula

O Vaticano também não quis comentar a resolução da Comissão de Saúde do Senado, que pediu ao governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi que impeça as vendas da pílula abortiva Ru-486.

Fonte: Ansa