O Vaticano lamentou o desenvolvimento na América Latina de uma corrente de influência ”neomarxista” que tenta marginalizar a Igreja Católica, apontou um comunicado publicado nesta terça-feira pelo Sínodo dos Bispos para a América.

O Sínodo para a América é uma instância consultiva encarregada de assessorar o Papa.

O órgão do Vaticano assinalou sua preocupação com o desenvolvimento da corrente, “que provoca desequilíbrio nas relações internacionais e na realidade interna dos países da América Latina”, afirma a nota.

O Sínodo se reuniu nos dias 9 e 10 de outubro para examinar “a situação social e eclesiástica nos diferentes países do continente americano”.

A corrente neomarxista, aponta o órgão, “tenta ignorar a Igreja Católica e não reconhecê-la como um agente de diálogo social”, adicionou o comunicado.

O Sínodo dos Bispos para a América declarou também sua preocupação com a “promoção de série de leis contrárias às normas éticas”, como o aborto e a eutanásia, além da “infiltração de um espírito que não tem de acordo com os valores cristãos nos setores da educação e da comunicação”.

Em abril, bispos mexicanos, apoiados pelo Papa Bento XVI, ameaçaram excomungar os deputados que legalizaram o aborto na Cidade do México.

Além disso, a viagem de Bento VI ao Brasil – de 9 a 13 de maio – esteve marcada sobre essa polêmica.

O Sínodo também denunciou as más influências para o continente oriundas “da produção e do tráfico de drogas, da violência e da corrupção política”; além de citar o fenômeno da migração, “que empobrece os países de recursos humanos, provocando grandes problemas sociais nos Estados que acolhem os imigrantes”.

O organismo parabenizou, entretanto, o “desenvolvimento econômico promissor em alguns países, apesar deles poderem efetuar uma distribuição de renda mais eficaz da riqueza e dos recursos naturais”.

Fonte: AFP