O presidente do Pontifício Conselho de Saúde, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, reiterou que a eutanásia é um assassinato em qualquer circunstância que aconteça, em resposta ao consentimento da Igreja Anglicana à suspensão do tratamento de bebês prematuros nascidos com graves deformidades.

“Pôr fim à vida de uma pessoa inocente, também no caso de um bebê nascido prematuro e gravemente doente, é praticar uma eutanásia e equivale a uma ação ilegal e a um ato de crueldade”, disse hoje Lozano Barragan aos meios de comunicação italianos.

O cardeal mexicano explicou que uma coisa são “os tratamentos medicinais inúteis” que mantêm uma pessoa viva e outra é “matar alguém”.

Segundo Barragán, a “compaixão” expressada pelos bispos anglicanos em relação às crianças prematuras com graves deformidades pode se transformar num “perigoso desvio ético”.

“Em alguns países, querem aplicar a eutanásia nas crianças, além de nos idosos. Isto é uma monstruosidade. A eutanásia é uma ação de extinção da vida e isto não admitimos”, acrescentou Barragán.

Há poucos dias, Tom Butler, bispo de Southwark (Londres) e vice-presidente do Conselho sobre Missões e Assuntos Públicos da Igreja da Inglaterra disse que era a favor da morte assistida de algumas dessas criaturas frente à defesa de uma vida sofrida.

Fonte: EFE