O Vaticano concentra suas relações com a Igreja Patriótica chinesa – controlada pelo Governo da China – no futuro a longo prazo, e não insiste em questões mais polêmicas que bloqueiam a melhora das relações entre os dois, informou hoje o jornal “South China Morning Post”.

Na última reunião mantida na semana passada pela Comissão do Vaticano para Assuntos na China, foi decidido não examinar em detalhe o plano de Pequim de organizar um Congresso Católico Nacional para designar os líderes da Igreja, apesar das tensões que isso provocou no começo do ano.

Esta reunião acontece no momento em que se está a ponto de completar dois anos desde que o papa Bento XVI publicou sua carta pastoral aos católicos chineses, com a esperança de dar um impulso à reconciliação entre a Igreja Patriótica e as comunidades clandestinas, que reconhecem o poder de Roma.

“Este tema foi debatido anteriormente e não havia necessidade de tratá-lo de novo”, disse um participante, não identificado, da reunião, acrescentando que “a Santa Sé espera agora ver o próximo movimento de Pequim”.

Do Vaticano, deixou-se claro que a realização de um congresso para escolher o próximo líder da Associação Patriótica chinesa e da Conferência Episcopal é contra dos princípios da Igreja Católica – já que não reconhece nenhuma das duas -, disse o participante, por isso a reunião se concentrou em outros planos de futuro.

No entanto, os partidários mais radicais da Igreja Católica não concordam e querem uma posição mais dura contra as medidas tomadas pelos líderes chineses.

Anthony Liu Bainian, vice-presidente da Associação Patriótica, que controla a Igreja na China, confirmou que a conferência será provavelmente adiada até o próximo ano, para ter mais tempo para mobilizar o apoio aos candidatos.

“Estamos preparando os representantes das dioceses locais e os candidatos para que tenham a liderança necessária construída com o apoio local”, acrescentou.

Fonte: EFE