Na sessão que abriu os trabalhos legislativos da 19ª legislatura, o vereador Abílio Jr. (PSC) usou a Tribuna, representando o partido, e declarou que o carnaval não deveria ser financiado com dinheiro público.

[img align=left width=300]http://www.folhamax.com.br//storage/webdisco/2017/02/03/395×253/c91e234412ad6cec40084286e9364a89.jpg[/img]A declaração causou estranheza no público em geral e na imprensa, mas Abílio esclareceu “que não é contra o carnaval. Mas contra o uso do dinheiro público para bancar os festejos, neste momento que é de austeridade.”

Ele entende que a questão é de estabelecer prioridades quando da elaboração da LOA – Lei Orçamentária Anual, que é quando os parlamentares destinam como e para quê será utilizado o dinheiro do erário. “No carnaval a prefeitura gasta em torno de 200 mil reais só com premiações e custeia uma festa que traz malefícios à sociedade. O carnaval estimula o consumo de álcool e outras drogas, tendo como consequência o aumento de crimes, delitos e acidentes, principalmente, no trânsito, além da sujeira de ruas e praças, pois tem como característica o exagero”, justificou.

Abílio disse também que o carnaval “não deveria nem ser considerado tão popular, basta observarmos as vendas de camarotes e abadas, então, que a iniciativa privada, que amealha os maiores lucros, banque os festejos”, sugeriu, acrescentando que os 200 mil seriam mais bem aproveitados se destinados, por exemplo, à ala vermelha do Pronto Socorro Municipal, que está bastante degradada, necessitando de recursos.

O vereador pontuou que seus motivos não são religiosos, apesar de que não se observa nas festas religiosas, os mesmos problemas relacionados à violência. “Se fizermos uma pesquisa simples, pela internet, vamos constatar quantos acidentes acontecem durante o carnaval. Já nas manifestações religiosas não, a igreja que frequento, por exemplo, não recebe nenhum dinheiro público para seus eventos”.

Abilio Jr. é neto do pastor evangélico Sebastião Rodrigues de Souza, presidente da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus de Mato Grosso (Comademat)

[b]Fonte: FolhaMax[/b]