O Departamento de Estado dos Estados Unidos retirou o Vietnã da lista de “países de preocupação específica” no que diz respeito à liberdade religiosa.

Ao mesmo tempo, entretanto, o congresso americano não confirmou o status de normalização das relações comerciais normais e permanentes para o Vietnã, o qual permitiria que o país se juntasse à Organização Mundial do Comércio.

Convidadas a opinar sobre a decisão dos Estados Unidos, algumas fontes no Vietnã disseram que a melhora é “fictícia”, acrescentando: “Não existe liberdade religiosa em muitos casos e, de qualquer modo, é sempre condicionada pela aprovação de oficiais locais”.

John Hanford, embaixador itinerante para liberdade religiosa do Departamento de Estados americano afirmou que a decisão de remover o Vietnã da lista foi “um dos mais significativos anúncios que fizemos neste ano”. John Hanford disse que esse era um modo de “reconhecer a melhora significativa promovida pelo governo para avançar na liberdade religiosa”.

Entre os países que foram incluídos novamente na lista deste ano estão China, Irã, Mianmar, Coréia do Norte e Arábia Saudita. O Uzbequistão foi incluído na lista por perseguir muçulmanos, considerando-os como terroristas.

Hanói, a capital do Vietnã, “recebeu com alegria” a decisão de Washington. O porta-voz do Ministério do Exterior, Le Dung, declarou: “Essa é a decisão certa, que reflete exatamente a realidade no Vietnã e o progresso em relações bilaterais”.

Entretanto, Le Dung também acusou o parlamento americano de agir “de forma lamentável” ao rejeitar o status de normalização das relações comerciais normais e permanentes para o Vietnã. A decisão, tomada no dia 13 de novembro pelo congresso americano, implica em uma redução significativa nos negócios vietnamitas e coloca em risco sua associação junto à Organização Mundial do Comércio, adquirida na semana passada.

Assim, falando pelo governo, Le Dung espera “que o congresso aprove um novo acordo em breve, contribuindo assim para promover as relações entre os dois países e ajudando a economia asiática”.

Fonte: Portas Abertas