Quatro meses após o fechamento de várias igrejas domésticas no Estado de Karnataka, o tribunal do Estado deu-lhes permissão para reabrir e realizar seus cultos normalmente.

A decisão foi dada após pastores e cristãos do distrito de Davanagere enviarem uma petição por escrito ao tribunal de Karnataka.

O Conselho Geral dos Cristãos da Índia (CGCI) ofereceu representantes legais e apoio logísticos aos pastores envolvidos no processo.

Nos últimos quatro meses e meio, foram fechadas 12 igrejas em Davanagere.

Após ataques realizados em 17 de agosto de 2008, a administração de distrito emitiu informes buscando por igrejas que funcionassem irregularmente. No início de setembro, várias igrejas já haviam sido lacradas.

O vice-comissário K. Amar Narayan instruiu o Departamento de Polícia a inspecionar igrejas e salas de oração a fim de verificar quantos tinham autorização.

A imprensa indiana observou que os templos de outras religiões não estavam sendo checados.

Líderes cristãos locais dizem que por trás dos fechamentos das igrejas havia extremistas hindutvas influenciando o governo.

Durante 2008, grupos extremistas como o RSS e o Bajrang Dal agrediram cristãos, incendiaram igrejas, fizeram acusações falsas contra pastores e abriram processos contra eles. Como isso, houve poucas reuniões cristãs, pois a Igreja vivia com medo.

O chefe de Justiça do tribunal foi duro com o administrador do distrito, dizendo “Em um país democrático, ninguém tem poder para impedir outra pessoa de cultuar segundo os preceitos da fé que professa. O credo pode ser uma igreja ou qualquer outro centro de culto”.

Hoje, o CGCI alegra-se com os cristãos de Davanagere com a vitória legal. As 12 igrejas que haviam sido fechadas estão abertas, e o governo talvez solicite que as igrejas queimadas sejam indenizadas. Todas as acusações falsas registradas contra pastores foram automaticamente retiradas com o veredicto do tribunal.

Durante a audiência, o promotor público se comprometeu a dar melhor proteção aos cristãos e às minorias no Estado de Karnataka.

Dr. Joseph D’souza, presidente do CGCI, comenta: “Os planos dos grupos extremistas hindus foram frustrados. Eles não sabem que as igrejas, em seus 2 mil anos de existência, se reúnem em casas, células, esconderijos subterrâneos, salões, campos e quaisquer outros lugares onde possam realizar seus cultos”.

Fonte: Portas Abertas