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Líder anglicano pede cessar-fogo imediato no Líbano

O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, líder mundial da Igreja Anglicana, pediu nesta sexta-feira que os Estados Unidos e a Inglaterra mudem o curso dos acontecimentos no Oriente Médio e exijam um cessar-fogo imediato no Líbano.

“Eu acho que nós realmente devemos nos perguntar se os governos de alguns países ocidentais estão seguindo as consciências de seus respectivos povos”, disse o religioso.

Os Estados Unidos e a Inglaterra declararam que o Hezbollah deve suspender unilateralmente os ataques e libertar os dois soldados israelenses seqüestrados.

“Os principais governos não estão no momento apoiando um cessar-fogo. EUA e Grã Bretanha devem usar sua influência para chegar a um cessar-fogo”, continuou o arcebispo, acrescentando concordar que o Hezbollah provocou a crise.

Os chefes das comunidades religiosas libanesas cristãs e muçulmanas exortaram nesta sexta-feira a ONU a instaurar um cessar-fogo imediato e pediram unidade nacional.

Em comunicado, o conselho dos bispos maronitas, a comunidade cristã mais influente, pediu “ao Conselho de Segurança para colocar definitivamente um fim ao ciclo de violência e proclamar imediatamente um cessar-fogo”.

Ele estimou que um país não merece ser dividido e perder centenas de seus filhos por causa do “seqüestro de dois soldados (israelenses)”.

Os bispos sublinharam a necessidade de preservar “a solidariedade nacional”, estimando que “a hora não é de ajuste de contas” e pedem a seus correligionários para “acolher seus irmãos refugiados, não importa de que comunidade eles sejam”.

Por sua vez, o mufti da República, mais alta autoridade sunita, sheikh Mohammad Rachid Qabbani, e o sheikh Abdel Amir Kabalan, mais alta autoridade espiritual xiita, pediram em comunicado comum que “o Conselho de Segurança determine um cessar-fogo imediato”.

Eles disseram que Israel deve assumir “a responsabilidade pelas vítimas civis e pelos enormes danos” e pediram para os dirigentes políticos “preservarem a unidade nacional e inviabilizarem o plano israelense que visa a semear a discórdia”.

A Igreja Ortodoxa russa advertiu, esta semana, que “a nova escalada da violência no Oriente Médio” coloca em risco a paz inter-religiosa e pode desencadear conflitos entre cristãos, muçulmanos e judeus em várias partes do mundo.

Numa declaração de seu Sínodo, a Igreja Ortodoxa russa reconhece que a comunidade internacional não está conseguindo conter as ações “destrutivas e provocatórias” e o “banho de sangue na Terra Santa”, e que há necessidade agora, de uma “reação eficaz” por parte das nações que “historicamente, exercem autoridade no Oriente Médio”.

A declaração sublinha que o conflito poderá ser resolvido quando todos os Estados e todas as forças políticas afastarem “o terrorismo, o ataque às populações civis e libertarem os reféns”.

O Sínodo ortodoxo russo lança um apelo aos cristãos, muçulmanos e judeus da Terra Santa, para que “se respeitem, independentemente de suas diferenças religiosas, nacionais e de qualquer outro tipo”.

ONU: Meio milhão de pessoas necessitam de ajuda urgente no Líbano

A ONU alertou ontem que meio milhão de pessoas, um terço delas crianças, necessitam de ajuda humanitária urgente no Líbano, por isso, na próxima segunda-feira, fará um pedido internacional de arrecadação de fundos.

O anúncio foi feito pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Jan Egeland, em uma sessão especial do Conselho de Segurança sobre o grave conflito que envolve o Líbano e Israel.

Egeland disse que se calcula que o conflito tenha afetado meio milhão de pessoas, entre as quais são contados tanto os deslocados como os que estão feridos e não conseguem fugir.

A eles se unem cerca de 155 mil cidadãos que conseguiram sair do país e que se encontram refugiados em Estados vizinhos, aos quais também será preciso prestar assistência.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários denunciou que a intensidade dos ataques e a destruição de pontes e estradas impedem a chegada de ajuda humanitária, por isso exigiu o fim imediato das hostilidades e a abertura de corredores para que o atendimento necessário chegue aos desabrigados.

“A guerra, o terror e os ataques a civis têm que ser detidos.

Tanto no Líbano como no norte de Israel e em Gaza. Muitos civis perderam a vida”, disse Egeland.

Antes de Egeland, o chefe da delegação mediadora enviada pela ONU à região, Vijay Nambiar, disse no Conselho de Segurança que até o momento o conflito custou a vida de 300 libaneses e 34 israelenses.

Nambiar insistiu na necessidade de se alcançar um acordo para cessar as hostilidades, de modo que se possa prestar ajuda humanitária e dar uma oportunidade de a via diplomática atuar para resolver o conflito.

Egeland centrou seu discurso na situação humanitária, que piorou gravemente no Líbano após os ataques à infra-estrutura civil, como pontes, estradas, depósitos de combustíveis, aeroportos e escolas.

Especialmente grave é a destruição de estradas, que impede ou impossibilita o acesso da assistência humanitária aos necessitados, disse.

Apesar de a ONU calcular que o Líbano conta com trigo e outros alimentos necessários para manter-se por entre um e três meses, a falta de infra-estrutura dificulta sua distribuição.

Egeland disse ainda que os hospitais estão funcionando, mas estão “sobrecarregados” devido ao elevado número de feridos e aos cortes de energia.

Egeland deve viajar ainda hoje para o Líbano, para avaliar as necessidades humanitárias e determinar qual será o total que se pedirá aos países doadores no chamado que será feito na próxima segunda-feira em Nova York.

As agências da ONU estão fazendo o possível para prestar assistência. O Unicef se concentrou no fornecimento de água e serviços de saneamento, assim como no envio de remédios.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) está vigiando as fronteiras com a Jordânia e a Síria para ajudar os refugiados, e instalou três acampamentos nos arredores de Beirute para os deslocados.

Egeland solicitou oficialmente aos Governos de Israel e do Líbano que permitam a abertura de corredores seguros para que as cargas humanitárias possam chegar à população.

Papa elogia decisão de abrir um corredor humanitário no Líbano

O papa Bento 16 saudou nesta sexta-feira a abertura de um corredor humanitário no Líbano e afirmou esperar que uma trégua seja acordada imediatamente depois.

“Acredito que a abertura de um corredor humanitário já é um fato positivo. Esperamos que uma trégua ocorra imediatamente depois de sua inauguração”, declarou o papa à imprensa em Les Combes, no Vale d’Aosta (norte), onde passa as férias.

Bento 16 lembrou o dia de prece em favor da paz no Oriente Médio, para o qual convidou os fiéis.

“É um gesto diante de Deus, mas que também é percebido pelos homens. Espero que ele também seja notado pelos responsáveis políticos”, disse.

Culto ecumênico no Paraná lembra as vítimas

A comunidade mulçumana, parentes e amigos da colônia libanesa em curitiba, realizaram na sexta-feira mais uma manifestação contra o conflito no Oriente Médio. Um culto ecumênico lembrou as vítimas nos ataques contra o sul do Líbano, e fez um apelo pelo fim imediato das agressões à população civil. O ato reuniu diversas denominações cristãs além dos mulçumanos na mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, em Curitiba, no Alto São Francisco.

O xeique Muhammad Khalil, líder da comunidade muçulmana de Curitiba, leu um manifesto no qual condenou com veemência os ataques do exército israelense contra zonas que o governo libanês onsidera áreas civis no sul do Líbano. Já o governo de Tel Aviv afirma que as regiões atacadas são usadas pelo Hizbollah para efeturar ataques com mísseis contra Israel. A sexta-feira é considerada o dia sagrado dos muçulmanos.

“A nossa prece hoje e sempre é pela paz, contra todas as formas de violência, que hoje aflige não só o Líbano, mas, também, o nosso País”, declarou dom Dirceu Vegini, bispo auxiliar de Curitiba, que representou o arcebispo da capital, dom Moacyr José Vitti, no evento, que teve ainda a participação de dezenas de freiras das mais variadas denominações, pastores evangélicos, cristãos ortodoxos e representantes de movimentos sociais. Após o culto, foi aberta uma exposição de fotos sobre os ataques ao Líbano, na Mesquita, que está aberta à visitação pública.

O presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular, Pastor Irineu Rodrigues, lembrou que para falar de paz é necessário, primeiro, falar em amor. “Estamos aqui solidários e confiantes na fé de que é possível ter um Paraná melhor, um Brasil melhor, um mundo melhor”.

Fonte: Último Segundo, Rádio Vaticano, AFP, Folha Online e Jornal do Estado do Paraná

Cassiane lança seu primeiro DVD

Cassiane ao lado do seu esposo JairinhoChega às lojas de todo país o DVD Cassiane 25 anos de muito louvor, primeiro DVD da cantora lançado, este mês, pela MK Music. Gravado ao vivo no dia 23 de novembro, na Catedral das Assembléias de Deus de Santa Cruz (RJ), o trabalho é um marco na carreira de Cassiane.

O evento reuniu aproximadamente 8 mil pessoas, que louvaram a Deus com os sucessos de mais de 20 anos de carreira.

Com 26 faixas o DVD reúne as músicas que mais marcaram a carreira da cantora. Acompanhada por uma orquestra, regida por seu marido e maestro Jairo Manhães, Cassiane interpreta sucessos que a consagraram no cenário gospel nacional, como “Com Muito Louvor”, “Igreja Pequena”, “Vai Haver Festa no Céu”, além de outros clássicos como “Imagine um Lugar” e “500 Graus”.

O DVD tem 154 minutos e vem recheado de extras: making of, entrevista, galeria de fotos, discografia, homenagem, confraternização, além de uma surpresa. O áudio está em Dolby Digital 5.1, mas também apresenta uma versão em 2.0. O vídeo traz legendas em português, inglês e espanhol, e o que é melhor: o DVD é região 0, ou seja, roda em qualquer aparelho.

Biografia

Nascida em lar evangélico, desde cedo Cassiane freqüentava a igreja. Sempre muito esperta e extrovertida, com apenas 3 anos começou a cantar em cultos com o apoio de sua família e admiração de todos que lhe assistiam. Porém, muito antes disso acontecer, Cassiane já tinha sido escolhida por Deus.

Com apenas 11 meses, ela contraiu uma enfermidade que até hoje ninguém sabe diagnosticar. Em uma das crises, quando foi levada ao antigo posto do INPS da Rua Nilo Peçanha, em Nova Iguaçu, foi dada como morta.

Sua mãe, D. Castália, não absorveu aquela palavra e através de muita oração Deus restaurou a vida da menina. Com o passar dos anos seu ministério foi se fortalecendo.

Cassiane descobriu muito cedo que cantar louvores a Deus seria sua forma de agradecer por tudo que tinha e demonstrar às pessoas tudo aquilo que ela tinha experimentado. Gravou seu primeiro disco aos 8 anos de idade e, a partir daí, não parou mais.

Cassiane gravou até hoje 15 trabalhos musicais, sendo seus sete últimos, já pela MK Publicitá, todos sucessos de vendas. São eles: Atualidades (1992), Força Imensa (1993), Puro Amor (1994), Sem Palavras (1996) – disco de Ouro –, Para Sempre (1998) – disco de Platina, Com muito louvor (1999) – disco de Platina Duplo, com mais de 750 mil cópias vendidas e que já caminha para o disco de Diamante –, Recompensa (2001) – Disco de Ouro –, A Cura (2003) – Disco de Ouro – e Sementes da Fé, seu mais novo CD. Todos são provas incontestáveis de que Cassiane é a representante número um do legítimo gospel pentecostal, como aponta o TOP 100 da Revista Sucesso CD de 2003, onde figurou como o único CD gospel entre os 100 mais vendidos em todo Brasil.

Em 2005, ela e o marido, o maestro Jairinho Manhães, foram ordenados pastores. Isso fez de Cassiane a primeira pastora das Assembléias de Deus do Brasil, um dos mais belos frutos do que o seu ministério tem provocado na vida daqueles que, de alguma maneira, receberam uma ministração dela.

Fonte: Elnet e site oficial da cantora

Governador é acusado de distribuir café da manhã para evangélicos

O governador de Rondônia Ivo Cassol (PPS), candidato à reeleição, e integrantes de seu partido que também disputam a eleição, estão sendo acusados no Tribunal Regional Eleitoral de distribuir café da manhã a pastores e fiéis da Igreja do Evangelo Quadrangular, que, recentemente, declarou apoio ao projeto de reeleição d e Cassol.

A representação foi protocolada pela coligação Rondônia no Coração (PT/PSC/PRTB/PC DO B), no último dia 19, através do advogado Ernande da Silva segismundo.

Também são denunciados na mesma representação os candidatos ao Senado Expedito Júnior (PPS) e a deputado federal Rubens Moreira Mendes (PPS).

Fonte: tudorondonia.com

Igreja Católica apela à reconciliação no México

A Igreja Católica no México convocou uma jornada de oração “pela reconciliação, a concórdia e a paz” no país, literalmente dividido a meio depois das eleições presidenciais do passado dia 2 de Julho.

As eleições deram a vitória a Felipe Calderón, por uma diferença de 0,58% sobre Andrés López Obrador, que impugnou o resultado e pediu a recontagem voto a voto. Neste contexto, a Igreja fez um apelo a todos os mexicanos “para que se tranqüilizem diante da incerteza gerada pela falta de um vencedor declarado nas eleições presidenciais”. A jornada de oração pela paz terá lugar entre 31 de Julho e 6 de Agosto.

A situação no México, contudo, não parece ser fácil de resolver. Nas últimas horas, Andrés Manuel López Obrador disse ter 21 caixas com documentos comprovando que houve uma fraude na votação de 2 de Julho. O vencedor das eleições, Felipe Calderón, opõe-se à verificação voto a voto.

Fonte: Agencia Ecclesia

Movimento de Evangélicos Progressistas organizam comitê pró-Lula

Representantes do Movimento de Evangélicos Progressistas se reuniram nesta sexta-feira na sede nacional do PT, em São Paulo, para elaborar um comitê de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Neste primeiro encontro, o assunto principal foi a estratégia de campanha no meio evangélico. Entre as idéias estão a criação de comitês estaduais e a nomeação de coordenadores municipais para a melhor distribuição do material de campanha.

De acordo com informações do site oficial do PT, o Movimento sugeriu ainda que Lula escreva uma carta destinada ao evangélicos para que cópias dela sejam distribuídas em todo o país.

Integrantes de diversos segmentos evangélicos estiveram presentes, entre eles batistas, metodistas, presbiterianos, da Assembléia de Deus, Deus é Amor, Nazareno, Renascer em Cristo e Universal do Reino de Deus. “Temos eleitores, simpatizantes e militantes do PT em todos os segmentos evangélicos”, afirmou o pastor presbiteriano Geziel Santos, um dos coordenadores do movimento.

Fonte: Diário do Grande ABC

Oriente Médio: Ataque israelense choca cristãos

Os cristãos que moram no bairro de Ashrafie ficaram chocados e surpresos, nesta quarta-feira, com o primeiro bombardeio israelense a uma área não muçulmana da capital libanesa, desde o início dos ataques há uma semana. O Líbano pediu ajuda ao Vaticano para que faça pressão por um cessar-fogo nas batalhas Oriente Médio.

O bombardeio teve como alvo dois caminhões e não fez vitimas mas foi suficiente para fazer muita gente correr assustada para abrigos subterrâneos.

Os caminhões eram usados para cavar poços artesianos, mas é possível que a aparência dos veículos – que têm uma grande broca repousando horizontalmente na parte de cima – tenha feito com que eles fossem confundidos com lançadores de foguetes.

“Aqui é um bairro cristão. Não temos armas e nem milícia”, reclamava enfurecido George Yussef, um cristão que mora bem em frente do terreno onde estavam os caminhões.

“Se os israelenses querem brigar com seus inimigos que eles pelo menos saibam onde eles estão”, disse.

Vale do Beka

Outros ataques a áreas cristãs já vem acontecendo no Vale do Beka, perto da fronteira entre com a Síria.

Israel está atacando aquela área para impedir que armas e suprimentos consigam entrar no Líbano a partir do território sírio.

Analistas temem que se a comunidade cristã acabar envolvida de maneira profunda nesta crise a violência pode escalar ainda mais.

O Líbano é um país profundamente dividido em linhas sectárias e religiosas (cristãos, muçulmanos xiitas, muçulmanos sunitas e, em menor número, druzos).

A divisão se reflete tanto na partilha do poder político – feita no acordo que encerrou a guerra civil libanesa em 1991, depois de 15 anos de conflito – como na separação das comunidades por regiões do país ou bairros dentro das cidades.

Tensão sectária

Mas Yussef diz que este conflito não chegou a provocar tensão entre as diferentes comunidades que vivem no país.

“Por hora não há nenhuma tensão e espero que tenhamos conseguido superar este problema no Líbano”, diz.

O cristão libanês – que também tem cidadania francesa – diz que “de maneira alguma” pensa em deixar o país devido à violência.

Mas há outros libaneses que já não estão mais seguros de que querem continuar a viver no país, como Nancy Onsy, uma cristã que também mora ao lado da área atacada ontem pelos israelenses.

“Amo o Líbano mas está ficando muito difícil viver aqui. De novo”, desabafa.

Líbano pede ajuda ao Vaticano

O Líbano pediu ajuda ao Vaticano para que a Santa Sé faça pressão por um cessar-fogo nas batalhas Oriente Médio. Na tarde desta quarta-feira, o filho do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri – morto em um atentado no ano passado -, Saad Hariri, encontrou-se com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Angelo Sodano.

Hariri, que, como o falecido pai, atua na política libanesa, tem um encontro marcado com o ministro do exterior italiano na quinta-feira. A Itália vem atuando como o que o primeiro-ministro Romano Prodi chama de “facilitador” nos esforços para combater a crise.

A agência de notícias filiada ao Vaticano Ásia News informou nesta quarta-feira que o primeiro-ministro libanês Fuad Saniora telefonou a Sodano um dia antes para buscar uma ajuda do Vaticano para um cessar-fogo nos conflitos.

O Papa Bento XVI, durante uma aparição a peregrinos no domingo durante suas férias nos Alpes Italianos, lamentou as mortes de civis no conflito e pediu aos líderes para que”retornem ao caminho do entendimento” e do diálogo aberto.

Na semana passada, Sodano disse que a Santa Sé condenou tanto os ataques terroristas quanto a retaliação de Israel contra alvos libaneses. O Líbano tem uma grande população católica.

Cruz Vermelha pede 6,4 milhões de euros para o Líbano

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) fez ontem um primeiro pedido de 6,4 milhões de euros para o Líbano, fundamentalmente para atender os feridos em um conflito que, segundo seu diretor de operações, Pierre Krahenbuhl, “gera sérias dúvidas sobre o respeito do princípio de proporcionalidade”.

“Nossa principal preocupação é a situação da população civil, que está suportando uma carga extremamente pesada em conseqüência da ação militar que está em andamento”, disse Krahenbuhl em entrevista coletiva em Genebra. O diretor destacou “o elevado número de baixas civis e os grandes danos provocados às infra-estruturas civis em apenas uma semana”.

“Esses danos fazem com que tenhamos sérias dúvidas sobre o respeito do princípio da proporcionalidade no contexto das hostilidades, que alguém terá que esclarecer”, afirmou, sem especificar que parte estava sendo desproporcional em suas respostas.

O CICV contabilizou no Líbano entre 220 e 230 civis mortos e 600 feridos, enquanto em Israel houve 13 mortes e 150 feridos, segundo Krahenbuhl, que ressaltou que esses dados “mudam a cada hora”.

Nesse sentido, Krahenbuhl disse que uma das principais diferenças entre este conflito e outros com que lidou como diretor de operações do CICV é “a rapidez com que tudo está acontecendo”. Segundo ele, “isso impede que se possa ter uma idéia clara da situação”.

Por isso, por enquanto, o CICV pedirá somente dez milhões de francos suíços (6,5 milhões de euros) à comunidade internacional, à espera de que “em algumas semanas se possa emitir um segundo pedido de fundos com uma visão mais clara da situação”.

Esses fundos serão destinados em parte a fortalecer a Cruz Vermelha do Líbano, que já mobilizou 2.400 voluntários e cerca de 300 ambulâncias, e a “prioridade absoluta” será “atender feridos e doentes”, a que “agora o acesso está severamente restringido”.

No entanto, Krahenbuhl se mostrou otimista em relação à possibilidade de que as partes respeitem os trabalhos da organização. Segundo o diretor, “os indícios indicam” que a atividade diária da organização humanitária será respeitada.

Mas o otimismo de Krahenbuhl desaparece quando se trata da possibilidade de visitar os dois soldados israelenses seqüestrados pela milícia xiita libanesa Hisbolá.

“Pedimos ao Hisbolá que os trate com humanidade e respeite suas vidas e dignidade e insistimos em que têm direito a entrar em contato com seus familiares. Também pedimos para ter acesso a eles, mas até agora não tivemos uma resposta positiva”, afirmou o diretor, ressaltando que a CICV continuará tentando um contato com os reféns.

O pior ataque: 64 mortos no Líbano

Os bombardeios de Israel no Líbano causaram ontem o maior número de mortes num só dia de ataques: 63 civis e 1 militante do grupo islâmico Hezbollah, elevando para cerca de 300 o saldo de libaneses mortos em oito dias de conflito. Mais de mil ficaram feridos nesse período no país, segundo balanço do primeiro-ministro Fuad Siniora.

Na noite de ontem, a aviação israelense lançou 23 toneladas de bombas sobre Bourj al-Barajne, uma área no sul de Beirute onde fica o bunker do líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah. Segundo militares de Israel, o xeque provavelmente estava no local. No entanto, a TV Al-Manar, do Hezbollah, informou que ninguém do grupo ficou ferido nesse ataque.

O Hezbollah continua lançando dezenas de foguetes contra o norte de Israel: 140 apenas ontem, mais de 900 em oito dias. Um deles atingiu ontem a cidade árabe de Nazaré, matando 2 crianças e ferindo outras 20 pessoas (ler mais na página 14). A morte das crianças e de dois soldados do Exército de Israel em confronto com militantes do Hezbollah, no sul do Líbano, elevou para 29 os mortos israelenses (15 eram civis).

O conflito começou no dia 12, depois que o Hezbollah invadiu território israelense e capturou dois soldados com o objetivo de trocá-los por libaneses e outros árabes presos em Israel. Não há indícios de solução diplomática à vista. Tanto Israel como o Hezbollah se declaram prontos para lutar por um longo tempo e os Estados Unidos, Síria e Irã – países com algum poder de intervenção sobre os dois lados em conflito – não parecem empenhar-se por um cessar-fogo.

Papa pede orações

O Papa Bento XVI convocou para domingo, 23 de julho, um dia de orações e penitências para o fim “imediato” do confronto entre israelenses e libaneses, informou hoje o Vaticano.

O Pontífice afirmou que o Líbano tem direito ao “respeito a sua integridade como país”, que os palestinos têm direito de “uma pátria livre e soberana” e Israel de “viver em paz em seu Estado”.

Em comunicado divulgado “devido ao agravamento da situação no Oriente Médio”, o Vaticano informou que Bento XVI “continua muito preocupado” com o destino dos povos afetados.

“Por isso, convoca para domingo, 23 de julho, um dia especial de preces e penitências, pedindo aos pastores e fiéis de todas as igrejas, assim todos os cristãos do mundo, a implorar a Deus o dom precioso da paz”, afirmou o Vaticano.

De forma “particular”, o Papa quer que as preces se elevem a Deus “para que pare imediatamente” o fogo entre as partes, “sejam criados corredores humanitários para levar ajuda às povoações que sofrem, e comecem negociações razoáveis e responsáveis para acabar com as situações de injustiça existentes nessa região”.

“Neste doloroso momento, Sua Santidade faz uma chamada às organizações de caridade para que ajudem todas as povoações afetadas por este impiedoso conflito”, ressaltou o Vaticano.

Bento XVI expressou várias vezes nos últimos dias sua preocupação com a situação no Oriente Médio, e insistiu na necessidade de abandonar as armas e voltar às negociações, único caminho – diz – que leva à paz que as partes desejam.

O comunicado de hoje acontece poucas horas depois de o deputado libanês Saad Hariri – filho do ex-primeiro-ministro assassinado Rafik Hariri – se reunir no Vaticano com o secretário de Estado, o cardeal Angelo Sodano, ao qual pediu ajuda para um cessar-fogo em seu país após os ataques de Israel.

Há dois dias, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, manteve uma longa conversa por telefone com o cardeal Sodano, segundo fontes diplomáticas.

Fonte: BBC Brasil, Terra, EFE e Estadão

MPE denuncia padre acusado de corrupção de menores

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou o padre italiano Siro Acquistapace, 63 anos, que está foragido do Brasil depois que foi acusado de exploração sexual, fornecimento de bebidas alcoólicas a menores.

O MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou ao juiz Aldo Ferreira da Silva Junior, da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Aquidauana, o padre italiano Siro Acquistapace, 63 anos, que está foragido do Brasil depois que foi acusado de exploração sexual, fornecimento de bebidas alcoólicas a menores e também entregar direção de veículos a menores em Dois Irmãos do Buriti. Conforme a denúncia, oito adolescentes teriam sido vítimas do pároco que está na Itália e, segundo a Interpol, não pode ser extraditado mesmo que seja condenado pela Justiça brasileira.

Siro Acquistapace, que era responsável há nove anos pela paróquia de Dois Irmãos do Buriti, começou a ser investigado pela Polícia Civil da cidade quando um adolescente denunciou que os amigos dele, que eram coroinhas da paróquia, contaram que mantinham relações sexuais com o padre. A prisão preventiva dele foi decretada no dia 16 de abril deste ano, mesma data em que ele fugiu do município, depois que, na casa paroquial, os policiais encontraram latas de cerveja, Cytotec (remédio de uso abortivo) e fotografias dos coroinhas, que recebiam presentes para manterem relação com o padre.

O padre teria chegado a Roma, na Itália, no dia seguinte à fuga do Estado e, de lá, informou que está sendo vítima de perseguição, pois estava cobrando atitude da Polícia Civil perante aos furtos na casa paroquial.

O religioso declarou também que o único crime que cometeu foi de dar a direção de veículo para menores. No entanto, o delegado Carlos Henrique Serafim, responsável pelo caso, disse ao Midiamax que não tem conhecimento de que a casa paroquial tenha sido arrombada e que por diversas vezes o padre foi na casa dele, “em alguns casos até para pedir dinheiro”. O advogado Jorge Antonio Siufi, que representa Siro Acquistapace, já entregou com pedido de revogação da prisão preventiva, entretanto, a solicitação ainda não foi avaliada pelo juiz.

“A Itália não extradita ninguém. A Justiça de Mato Grosso do Sul pode até iniciar um processo de extradição, mas tem que ter isso em mente”, disse o delegado chefe da Divisão de Cooperação e Operações Internacionais da Interpol, Glorivan Bernades de Oliveira.

Para que o padre possa “pagar” pelos crimes, caso seja condenado, é necessário que a Justiça de Mato Grosso do Sul interceda junto à Secretaria Nacional de Justiça que pode entrar em contato com o governo italiano para que ele cumpra a pena na Itália. “Mas isso depende dos tratados entre os dois países”, explica o representante da Interpol no Brasil.

De acordo com o delegado, no dia 27 de abril a Polícia Federal de Mato Grosso do Sul divulgou uma mensagem de “difusão nacional” contra o padre, ou seja, o que foi enviado à Interpol é uma solicitação para que o padre fosse preso no Brasil, o que não é competência do órgão. “Nosso trabalho é internacional. No mandado de prisão que nos enviaram não há solicitação de difusão vermelha (prisão em outros países)”, explicou.

Na prática, conforme Oliveira, isso significa que mesmo que o padre estivesse em algum País que extraditasse seus cidadãos, a Argentina, por exemplo, Acquistapace não poderia ser preso porque não há mandado de prisão internacional feito pela Justiça do Estado.

Fonte: Dourados News

Caso von Richthofen: Testemunha diz ter visto espírito

Primeira testemunha da defesa de Suzane von Richthofen, Fernanda Soel Kitahara, contou em seu depoimento que “uma luz” teria apontado a culpa de Daniel Cravinhos no assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002.

“Eu entrei no quarto deles [Manfred e Marísia], e logo na porta já tinha a cama deles, e o Daniel estava do lado da cama, olhando. Eu tive uma impressão de que tinha clareado, como se tivesse mais luz no quarto. E deu uma coisa falando: ‘Foi ele’”, contou.

Declarando-se “uma das melhores amigas” de Suzane, a jovem comentou mais uma manifestação paranormal. Segundo Fernanda, um espírito, supostamente um amigo falecido de Daniel, teria influenciado o jovem a cometer o assassinato dos pais da namorada. “O ‘Negão’ falava pra ele que a única forma de eles ficarem juntos era com um sacrifício. E esse sacrifício seriam os pais dela”, disse.

Fernanda teria conhecido Suzane nove meses antes do crime, na faculdade de direito que cursavam. Durante a prisão da estudante, as duas teriam trocado diversas cartas e Fernanda teria feito várias visitas à amiga, às vezes acompanhada por Andreas —irmão da ré. Ela conta que após o início da briga entre o irmão e Suzane, não foi mais vê-la.

Fernanda confirmou a versão de que Daniel teria planejado o crime. “Ela contou que realmente tinham sido eles, contou como tinha acontecido. Ela me disse que o Daniel falava que não tinha mais jeito de eles ficarem juntos daquele jeito, não sei”, declarou.

Perfil

A amiga descreveu Suzane como uma pessoa quieta, de poucos amigos. Na faculdade, era uma aluna mediana, ausente nas aulas e nas saídas aos bares das redondezas. “Ela dizia que o namorado não gostava que ela fosse para o bar”. Segundo Fernanda, Suzane teria saído uma vez com os colegas da sala, mas não se sentiu bem. “Acho que era porque ela gostava muito dele”, disse.

Ela afirmou que sabia que Suzane e o namorado eram usuários de maconha e que não se sentiu surpresa com a notícia. Suzane teria contado a ela que era virgem quando conheceu Daniel e que ele era seu primeiro namorado. Nas visitas que fazia à casa de Suzane, a testemunha disse que era freqüente a presença de Daniel no local. “Ele se sentia bem a vontade na casa”, contou.

Sobre a relação entre Marísia e a filha, a estudante declarou que os atritos entre elas ocorriam por conta da oposição ao namoro. Por causa disso, Suzane era obrigada a mentir, o que a deixava incomodada.

Juiz pede ajuda a Deus para conduzir o fim do júri

O presidente do 1º Tribunal do Júri, juiz Alberto Anderson Filho, 52 anos, planeja ir à missa antes de seguir para o fórum da Barra Funda, em São Paulo, para anunciar o veredicto do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos. Anderson Filho quer pedir a Deus que o ajude a conduzir o término do mais rumoroso julgamento do País nos últimos anos.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, ele ainda não se decidiu pela igreja de São Luís Gonzaga ou a de São Bento. “Costumo ir à missa das 8h na igreja de São Luís (na avenida Paulista). Também vou muito à igreja de São Bento (centro), às 7h. Sou muito religioso”.

O juiz considera este júri o mais importante do ponto de vista de repercussão em sua carreira.
Nascido na cidade de Campinas, a 95 km de São Paulo, formado pela PUC-SP, ele advogou por dez anos até ingressar na magistratura estadual, em março de 1988. Desde então, trabalhou em Campinas, Limeira, Mogi Mirim e Nova Odessa antes de vir para São Paulo. Há quase quatro anos atua no 1º Tribunal do Júri. Casado, nos finais de semana ele volta para Campinas, onde tem casa.

Fonte: Última Instância e Terra

Colégio religioso proíbe alunos de cantarem “Imagine”

Segundo o site dotmusic.com, os responsáveis pela apresentação dos alunos acharam que “Imagine” não era apropriada para ser tocada publicamente no evento, que tinha o tema “Músicas para um Planeta Verde”.

Os alunos de um colégio religioso inglês foram proibidos de cantar a música “Imagine”, de John Lennon, em um show.

Segundo o site dotmusic.com, os responsáveis pela apresentação dos alunos acharam que “Imagine” não era apropriada para ser tocada publicamente no evento, que tinha o tema “Músicas para um Planeta Verde”.

“Imagine” foi lançada em 1971, no disco de mesmo nome. A letra da música traz versos como “nenhum motivo para matar ou morrer, e sem religião também”. Um dos clássicos da carreira solo do ex-beatle, a canção foi descrita por Lennon como “anti-religiosa”.

Fonte: UOL

Seminário Evangélico lamenta saída da Igreja Metodista

O Seminário Evangélico de Teologia (SET), de Matanzas, lamentou a decisão da Igreja Metodista de Cuba de separar-se dessa associação. Mas, disse, o seu retorno permanece em aberto porque “nos unem indissolúveis laços históricos e afetivos”.

A Junta Diretiva do SET afirmou, em comunicado, que após longo processo em que analisou as reclamações apresentadas pela Igreja Metodista, considerou pertinente formular alguns tópicos acerca da permanência de Carlos Molina como “professor convidado”, motivo central do conflito.

A Igreja Metodista oficializou, no último dia 16 de junho, o rompimento do pacto que mantinha há 60 anos com as igrejas Presbiteriana e Episcopal, pelo qual compartilhavam a manutenção do Seminário de Matanzas, principal centro ecumênico de educação teológica do país.

Os metodistas argumentaram que a anulação do pacto de unidade com as igrejas Presbiteriana Reformada e Episcopal, em vigor desde 1946, deveu-se à “falta de respeito da direção do Seminário com a nossa instituição”, ao ter ratificado como professor metodista uma pessoa desvinculada dessa denominação, e sem o consentimento das autoridades da igreja.

A decisão foi tomada pela Conferência Anual da Igreja Metodista em Cuba, realizada nos dias 15 a 17 junho, no Acampamento Canaã, na província de Santa Clara, a 267 km de Havana.

A Junta Diretiva do SET afirmou em pronunciamento público emitido na semana passada que sempre esteve disposta a abordar o tema, tal como manda o seu regulamento, que especifica a obrigação de ratificar os professores do Seminário.

Contudo, indicou o SET, “recebemos repetidamente a negação da Igreja Metodista em Cuba ao tratamento desse assunto na Junta Diretiva, ao não apresentar seus delegados às convocações da mesma, em três ocasiones”.
“Respeitamos, mas nos causa imenso pesar a decisão da Conferência Anual da Igreja Metodista em Cuba”, indicou o documento do SET.

Em documentos prévios à declaração do SET, os metodistas cubanos indicaram que apesar das reiteradas observações sobre a contratação de Molina, este foi ratificado pela Junta Diretiva.

Fonte: ALC

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