Um ex-político alemão, Roger Kusch, idealizou o que chama de “máquina do suicídio”, para doentes terminais que desejam morrer. Se trata de um artefato usado habitualmente para manter a agulha em pacientes durante um longo período de tempo, e que Kusch adaptou um botão que permite aos doentes ativar um mecanismo de injeção para por fim à própria vida, segundo a rede CNN.

De acordo com o ex-político, tecnicamente o paciente comete um suicídio, protegendo os médicos de qualquer medida legal, informou o jornal El País.

Segundo o método de Kusch, a “máquina de suicídio” administraria um anestésico e doses letais de cloreto de potássio, que faria o paciente morrer em minutos. A comunidade médica, políticos e principalmente a igreja mostraram sua indignação pelo ‘invento’. “É contrário a nossa ética, tradição, espírito cristão e leis”, disse Wolfgang Huber, líder da igreja Luterana alemã. Segundo Huber, a sociedade deve ajudar os pacientes a sofrer menos, mas nunca admitir o suicídio como opção.

“Aos que me criticam, eu digo: não é seu problema”, respondeu o ex-político, ao ser perguntado sobre as fortes críticas que vêm recebendo. Segundo Kusch, a maioria dos alemães já aceitou o suicídio como uma forma de por fim à vida quando o doente está numa situação insuportável.

A morte da francesa Chantal Sébire, uma professora que supostamente se suicidou em março após contrair tumor incurável no rosto, reabriu o debate na Europa sobre a eutanásia. A assistência ao suicídio em pacientes em estado terminal não está permitida nem proibida na Suíça, o que transformou o país num paraíso para aqueles que desejam a eutanásia.

Fonte: Estadão