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Cristãos praticantes se divorciam menos e tem mais satisfação sexual no matrimônio.
Um estudo realizado nos Estados Unidos encontrou uma associação entre a prática da fé cristã e indicadores positivos na vida conjugal. Segundo a pesquisa, casais que participam regularmente de atividades religiosas relatam maiores níveis de felicidade no casamento e apresentam menores índices de divórcio ou separação.
O levantamento foi realizado pelo Institute for Family Studies (IFS), a partir de dados da Pesquisa Social Geral e da Pesquisa IFS de Religião e Família. Ao todo, foram entrevistados 3.125 adultos casados, com idades entre 18 e 54 anos, entre fevereiro e março de 2026.
A análise incluiu 1.243 protestantes e 1.080 católicos, além de participantes sem religião.
Menor índice de separação
Entre os participantes que frequentavam regularmente uma igreja, os pesquisadores identificaram índices menores de divórcio ou separação em comparação com grupos religiosos menos praticantes e pessoas sem religião.
Entre os protestantes praticantes, 34% haviam passado por divórcio ou separação. O percentual foi de 27% entre os católicos praticantes. Já entre protestantes que não frequentavam regularmente a igreja, o índice chegou a 54%.
Entre os católicos que se identificavam como praticantes apenas de forma nominal, o percentual foi de 36%, enquanto entre os participantes sem religião chegou a 40%.
Os dados, portanto, apontam uma associação entre a participação religiosa ativa e determinados indicadores de estabilidade conjugal. Os resultados não significam, por si só, que a frequência à igreja seja a causa direta dessas diferenças.
Maior percepção de felicidade
A pesquisa também avaliou como os próprios participantes percebiam seus casamentos.
Entre os protestantes que frequentavam a igreja, 74% classificaram o casamento como “muito” ou “extremamente” feliz. Entre os católicos praticantes, o percentual chegou a 79%.
No grupo de participantes sem religião, 66% fizeram a mesma avaliação.
Os pesquisadores destacaram que a participação ativa na comunidade religiosa parece estar mais relacionada aos resultados observados do que simplesmente a identificação formal com uma religião.
O papel da oração
Outro aspecto analisado foi a frequência com que os participantes oravam.
Entre os protestantes que afirmaram orar diariamente, 77% disseram considerar seu casamento estável. Entre aqueles que oravam com menor frequência, o percentual foi de 66%.
De acordo com a análise apresentada no estudo, a oração diária esteve associada a uma probabilidade 48% maior de estabilidade conjugal e 50% maior de felicidade no casamento.
Vida sexual também foi analisada
A pesquisa avaliou ainda a frequência e a satisfação sexual dos participantes.
Entre os protestantes que frequentavam regularmente a igreja, 60% afirmaram manter relações sexuais semanalmente. O percentual foi de 52% entre protestantes que não eram praticantes e de 47% entre os participantes sem religião.
Na avaliação da própria vida sexual, 45% dos protestantes praticantes e aproximadamente 55% dos católicos disseram considerá-la excelente ou muito boa. Entre os participantes sem religião, o índice foi de 40%.
Fé, comunidade e casamento
Na conclusão, os pesquisadores destacaram que a participação religiosa envolve mais do que a identificação com uma determinada fé. Segundo a análise, elementos como crenças compartilhadas, compromisso, convivência comunitária e oração podem estar relacionados à experiência conjugal dos participantes.
O estudo, porém, apresenta associações estatísticas e não permite concluir que frequentar uma igreja, por si só, seja responsável pela felicidade ou pela estabilidade de um casamento.
Ainda assim, os resultados reforçam a importância de investigar como fatores religiosos, comunitários e comportamentais se relacionam com a vida familiar e conjugal.
Gilberto Garcia no Programa: 'Bom Diáconos Com Jesus', da Rede 3:13, da Convenção Batista Brasileira
O teólogo alemão Martin Niemöller, (1892-1984), luterano, segundo alguns historiadores, é o autor de uma das adaptações de um poema do russo Wladimir Maiakovski (1893-1930): “E Não Sobrou Ninguém”, tratando sobre o significado do Nazismo na Alemanha: “Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista’.
“Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era socialdemocrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”. É a história que nos ensina que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”;
“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”, é o que… (Continue lendo clicando aqui)
Pastor Zhou Zixun e a esposa Cui Jinyoung. (Foto: ChinaAid/Igreja Jiaquan).
Ação coordenada em Pequim mobilizou mais de 100 agentes contra celebração religiosa
Uma grande operação policial resultou na detenção de um pastor e outros sete líderes da Igreja Jiaquan, em Pequim. A ação, que envolveu mais de 100 agentes, ocorreu em 4 de setembro durante os preparativos para a comemoração do 20º aniversário da congregação em um hotel da capital chinesa.
Cerca de 50 membros da denominação foram submetidos a um rigoroso procedimento de coleta de dados pessoais, incluindo números de identificação, endereços e contatos telefônicos. A esposa do pastor Zhou Zixun, Cui Jinyoung, descreveu o momento em carta divulgada na segunda-feira (29): “Todos foram obrigados a fornecer o número de identificação estadual, endereço residencial e número de telefone, para que pudessem ser convocados para interrogatório posteriormente, como parte da investigação, antes de serem liberados para voltar para casa”.
Acusações de fraude baseadas em falta de registro oficial
Os oito líderes detidos enfrentam acusações de fraude. A ausência de registro oficial da Igreja Jiaquan junto ao governo é o fundamento legal utilizado pelas autoridades para justificar a repressão. Segundo Cui Jinyoung, a situação é crítica para as congregações independentes: “A maioria das igrejas em toda a China permanece sem registro e é considerada ilegal. A Igreja Jiaquan não é exceção, e essa é a base para as acusações de fraude contra eles. Se as autoridades encontrarem evidências de que a igreja recebia ofertas, os detidos poderão enfrentar a prisão”.
Contexto de perseguição às igrejas domésticas na China
A Igreja Jiaquan atua há mais de duas décadas e congrega mais de mil membros, possuindo influência entre jovens cristãos e mantendo projetos educacionais, como a Escola de Música Noé. No entanto, a rede tem sido alvo constante do Partido Comunista Chinês, que promove campanhas contra igrejas urbanas que não se submetem ao Movimento Patriótico dos Três-Próprios.
O fundador da China Aid, Bob Fu, manifestou preocupação com a integridade dos detidos, solicitando que as autoridades esclareçam o local da custódia e garantam o acesso a advogados independentes. “Estamos urgentemente preocupados com a segurança, saúde e direitos legais de cada pastor e líderes da Igreja de Jiaquan que foi levado”. A China ocupa atualmente a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição, um monitoramento global sobre restrições à liberdade religiosa.
Trajetória de superação marca a vida de homem que trocou o crime pela fé nos Estados Unidos
Após anos imerso em um ciclo de violência, abuso de entorpecentes e instabilidade emocional desde a infância, John Ward abandonou o tráfico de drogas para se converter ao cristianismo. A decisão ocorreu em um momento crítico, logo após o falecimento de sua mãe, servindo como ponto de virada para o fim de uma rotina marcada por perdas e vazio existencial, conforme aponta o portal Guiame.
O ambiente familiar problemático, iniciado ainda na juventude de seus pais, moldou os primeiros anos de John. A ausência paterna e a exposição constante à criminalidade e à dependência química dentro de casa alimentaram um sentimento recorrente de amargura e revolta.
“Eles eram dois adolescentes jovens e problemáticos que me tiveram por acidente. Acho que eu ansiafa por amor e atenção só para me sentir desejado”
No ensino médio, a tentativa de suprir a falta de aceitação levou Ward ao tráfico. A busca por status financeiro e popularidade, contudo, resultou em uma década de dependência, na qual ele tentava preencher um vazio interno que, segundo ele, levava a um “inferno” particular. A influência da avó, que constantemente falava sobre um propósito maior para sua existência, tornou-se o único elo de esperança em meio à sua degradação pessoal.
A morte da mãe por overdose trouxe uma recaída traumática, onde o uso de analgésicos serviu como anestésico para a dor emocional. A mudança definitiva ocorreu somente após a descoberta do vício por sua esposa, forçando-o a escolher entre o cárcere, a destruição pessoal ou a entrega total a um caminho de fé.
Restituição familiar e um novo propósito
Após descartar todo o material ilícito que possuía, John relatou uma transformação profunda em sua saúde mental e espiritual, encontrando a paz que buscava durante toda a vida. Atualmente, ao lado da esposa e de seus dois filhos, ele dedica seu tempo a romper os ciclos de ausência que ele mesmo enfrentou na infância.
“Quero garantir que meus filhos saibam que têm um propósito e um Pai celestial amoroso. Aos olhos do mundo, eu fui um erro, mas Deus tinha um propósito para a minha vida”
Segundo uma nova pesquisa da Lifeway Research, os frequentadores de igrejas protestantes nos EUA que professam crenças evangélicas são mais propensos do que seus pares não evangélicos a expressar confiança na Bíblia e em sua autoridade contínua.
O estudo revelou diferenças significativas entre os frequentadores de igrejas classificados como tendo crenças evangélicas e aqueles que não o eram, particularmente em relação à possibilidade de a mensagem da Bíblia ser interpretada de forma diferente por diferentes leitores.
Três quartos dos frequentadores de igrejas com crenças evangélicas concordaram que a verdade da Palavra de Deus pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes, número que sobe para 90% entre aqueles sem crenças evangélicas.
Também foram observadas diferenças entre os grupos denominacionais, com maior concordância entre os frequentadores de igrejas do movimento restauracionista, com 96%, seguidos pelos metodistas, com 92%.
O número caiu para 80% entre os batistas, 79% entre os frequentadores de igrejas presbiterianas e reformadas e 77% entre os que frequentam igrejas não denominacionais.
Os entrevistados evangélicos estavam entre os que demonstravam maior confiança em sua capacidade de ajudar outras pessoas a compreender ou se envolver com a Bíblia, juntamente com os frequentadores de igrejas que compareciam aos cultos com mais frequência.
A pesquisa foi realizada online entre 2 e 7 de setembro de 2025, com 1.200 frequentadores de igrejas protestantes e não denominacionais dos EUA que comparecem a cultos pelo menos uma vez por mês.
Os resultados foram comparados com um estudo da Lifeway de 2019, realizado com 1.002 frequentadores de igrejas, utilizando a mesma metodologia.
A Lifeway descobriu que, embora a maioria dos frequentadores de igrejas continue a expressar considerável confiança nas Escrituras, uma minoria crescente acredita que alguns ensinamentos bíblicos não se aplicam mais ou não correspondem às suas crenças pessoais.
Aproximadamente um terço dos entrevistados (34%) afirmou aceitar alguns ensinamentos bíblicos, mas não outros que conflitavam com suas próprias crenças, em comparação com 30% em 2019. Os homens foram mais propensos do que as mulheres a ter essa visão (40% contra 29%).
Mais de um quarto (28%) concordou que algumas verdades bíblicas perdem sua relevância à medida que a cultura evolui – um aumento em relação aos 24% de sete anos atrás.
Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, afirmou que os resultados mostraram que alguns frequentadores de igrejas estavam se tornando seletivos em sua abordagem às Escrituras.
“A maioria dos frequentadores da igreja gosta de tentar entender a Bíblia, mas alguns são seletivos em relação ao que acreditam nas passagens que leem”, disse ele.
Ele destacou a instrução de Jesus aos seus seguidores para que guardassem os Seus ensinamentos e fizessem discípulos, ensinando “tudo o que Eu vos tenho ordenado”.
“O convite dele era para o todo, não para partes”, disse McConnell.
Ele acrescentou: “Os conceitos de qualquer outro livro mostrarão sinais de desgaste, exigindo novas edições. Mas a Fonte da Bíblia não é Alguém cujas verdades mudam. Tiago se refere a Ele como ‘o Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes’ (Tiago 1:17). A ideia de uma verdade imutável é um conceito sem precedentes, mesmo para muitos frequentadores de igrejas hoje em dia.”
Apesar dos sinais de crescente incerteza sobre certos ensinamentos bíblicos, os números gerais sugerem que a Bíblia continua a ocupar um lugar importante na vida da maioria dos frequentadores de igrejas protestantes.
Cerca de 95% disseram gostar de estudar a Bíblia para compreender seu significado, enquanto 91% afirmaram que geralmente conseguiam relacionar as Escrituras às suas circunstâncias pessoais.
A maioria (84%) expressou confiança de que poderia responder a alguém que questionasse a veracidade das Escrituras, enquanto 82% disseram que poderiam ajudar alguém que estivesse com dificuldades em relação à moralidade bíblica e a mesma proporção se sentiu capaz de auxiliar alguém que tivesse dificuldade em entender uma passagem.
McConnell, no entanto, expressou algumas preocupações.
“Embora um grande número de pessoas esteja confiante de que pode lidar com várias dificuldades que outros têm com a Bíblia, menos de um terço dos frequentadores da igreja concorda plenamente”, disse ele.
“Isso provavelmente está ligado à avaliação que eles fazem da própria capacidade de compreender as passagens e relacioná-las à vida. Apenas 38% concordam totalmente que conseguem fazer isso, enquanto a maioria (53%) concorda apenas parcialmente.”
Mais da metade dos entrevistados (56%) afirmou que interpretar as Escrituras sem ajuda pode ser difícil. As mulheres foram mais propensas do que os homens a relatar dificuldades com isso, com 61% em comparação com 51%.
Os resultados revelaram uma marcada divisão geracional, com mais da metade dos frequentadores de igrejas entre 18 e 29 anos (54%) concordando que as mudanças culturais podem fazer com que alguns ensinamentos bíblicos pareçam menos aplicáveis. Essa porcentagem caiu para 40% entre os de 30 a 49 anos, 19% entre os de 50 a 64 anos e 13% entre os de 65 anos ou mais.
Os frequentadores mais jovens da igreja estavam entre os que mais provavelmente afirmaram que alguns ensinamentos bíblicos não se alinhavam com suas próprias crenças, com 56% dos jovens de 18 a 29 anos concordando. Cerca de 87% desse grupo etário disseram que a verdade bíblica poderia ser interpretada de maneiras diferentes por pessoas diferentes.
A frequência à igreja pareceu estar associada ao nível de confiança que os entrevistados sentiam em relação ao estudo das Escrituras.
Entre aqueles que frequentam os cultos de uma a três vezes por mês, 62% disseram ter dificuldade em compreender a Bíblia por conta própria, percentual que cai para 52% entre aqueles que frequentam os cultos quatro ou mais vezes por mês.
Frequentadores de igrejas com congregações de menos de 50 pessoas estavam entre os que mais relataram dificuldade em interpretar as Escrituras sozinhos, com 65%.
No outro extremo da escala, os entrevistados que frequentavam igrejas com mais de 500 pessoas estavam entre os menos propensos a acreditar que os ensinamentos bíblicos se tornaram obsoletos, com 84% rejeitando essa visão, enquanto um quarto rejeitou a ideia de que a verdade bíblica varia de pessoa para pessoa.
A Lifeway também constatou um amplo consenso sobre a importância de interpretar as Escrituras dentro do contexto.
Cerca de 96% afirmaram que compreender o contexto em que a Bíblia foi escrita era importante, embora a proporção dos que concordaram fortemente tenha caído de 73% em 2019 para 67% na pesquisa mais recente.
Da mesma forma, 92% concordaram que a mensagem e os princípios das Escrituras devem ser aplicados às circunstâncias contemporâneas, mas a proporção dos que concordaram fortemente caiu de dois terços em 2019 para 60% em 2025.
McConnell disse: “Vivemos em um mundo de remixes, no qual as pessoas aplicam frases, imagens, músicas e memes a situações que podem não ter nada a ver com as originais. A IA frequentemente se baseia em conteúdo antigo da mesma forma.
“Isso pode funcionar para dar risada ou para fazer algo soar familiar. Mas o valor dos princípios bíblicos não está em soar bem. A mensagem da Bíblia foi revelada a pessoas específicas em contextos que precisamos entender para saber como essa mensagem se aplica a nós hoje.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
A Reverenda Flourish Klink profere um sermão durante uma cerimônia que celebra a "alegria e a resiliência trans" na Catedral de São João Divino, na cidade de Nova York, em 21 de março de 2026. | YouTube/Catedral de São João Divino
Uma sacerdotisa episcopal da cidade de Nova York causou indignação nos últimos dias por um vídeo que viralizou, no qual ela proclamou do púlpito que Deus não é binário e Jesus Cristo é transgênero.
“Deus não é binário”, disse Flourish Klink , que se identifica como não binário e transgênero, durante uma homilia em março na histórica Catedral de São João Divino, no Upper West Side.
Um trecho do sermão publicado no X na quarta-feira já teve mais de 7 milhões de visualizações.
“Mas vou além disso e digo que Deus também é trans”, continuou Klink, acrescentando que estava ajudando os membros da congregação a “chegarem a um consenso”.
“Quando nós, pessoas trans, nascemos, as pessoas nos atribuem um gênero com base no que veem. Depois, quando crescemos, percebemos que isso não estava certo e que, no fundo, não somos do gênero que todos pensavam que éramos, certo? Uma definição razoável de pessoa trans, né? Ótimo”, disse Klink.
“Muito bem, eis o porquê de Deus ser trans: quando Deus, que como já estabelecemos é não-binário, nasceu em forma humana como nosso Senhor Jesus Cristo, Maria disse: ‘Olha só, um menino!'”, continuou ela, fazendo uma pausa para criar suspense.
“Deus não é um menino, isso já foi comprovado. Deus transcende a distinção entre menino e menina. A Deus foi atribuído um gênero ao nascer, e mais tarde ficou claro que esse gênero não era exatamente o correto.”
“Então, se você vai negar que Deus é trans, acho que estará negando a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, e tenho algumas observações sobre isso”, disse Klink, que prosseguiu argumentando que Jesus não era “tradicionalmente masculino” porque nunca se casou e “escolheu interagir e ensinar mulheres de maneiras muito incomuns”.
Reconhecendo que sua visão era especulativa e não estava explícita na Bíblia, Klink sugeriu que, como Jesus não foi reconhecido imediatamente após a Ressurreição, Ele pode ter “transicionado”.
“Mas, com base em tudo o que sei sobre Deus, tenho uma ideia: acredito que Jesus ressuscitou como o seu verdadeiro eu, que transcende o masculino e o feminino. Creio que Jesus não apenas foi transfigurado; creio que Jesus fez a transição”, concluiu Klink, que possui mestrado em divindade pelo Union Theological Seminary e é co-presidente da Força-Tarefa Episcopal Trans da Grande Área de Nova York .
O vídeo gerou uma Nota da Comunidade no Google que dizia: “Maria não atribuiu um gênero a Jesus. Maria foi informada antes de seu nascimento que Jesus seria do sexo masculino.” A nota citava Lucas 1:30-31 , que diz: “Mas o anjo lhe disse: ‘Não tenha medo, Maria; você encontrou graça diante de Deus. Você conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus.'”
Muitos usuários do X também reagiram, incluindo Ceirion H. Dewar, um bispo missionário da Igreja Anglicana Confessante.
“Jesus Cristo não é uma tela em branco na qual clérigos ímpios podem pintar qualquer antropologia que esteja na moda em sua geração”, escreveu Dewar , acrescentando mais tarde: “Há também algo seriamente irresponsável do ponto de vista pastoral em apresentar especulações como se fossem revelação cristã. Pessoas que enfrentam dúvidas sobre sexo ou gênero merecem compaixão, dignidade e cuidado pastoral sério. Elas não precisam que clérigos reescrevam a pessoa de Cristo para validar uma teoria moderna e antibíblica.”
“Isso é uma blasfêmia contra o Espírito Santo, que Cristo chamou de pecado imperdoável. E é um sinal de que você já está condenado ou perigosamente perto de se condenar se não se arrepender imediatamente”, disse Steve Deace, apresentador da BlazeTV , referindo-se ao pecado que Jesus descreveu em Marcos 3:22-29, depois que os mestres da lei o acusaram de expulsar demônios por poder satânico.
“Essa mulher tem problemas mentais, acha que esse corte de cabelo a transforma em homem — e diz as coisas mais absurdas imagináveis de um púlpito em uma igreja. A liderança da Igreja Episcopal que a nomeou ‘sacerdotisa’ é, obviamente, herege e fútil”, disse o autor e radialista cristão Eric Metaxas.
O vídeo de Klink surge em meio a uma polêmica online semelhante envolvendo outra sacerdotisa episcopal, que disse de seu púlpito decorado com as cores do arco-íris que o eunuco etíope batizado por Filipe, o evangelista, em Atos 8:26-40, conta a história “de como um indivíduo de gênero ambíguo se tornou um apóstolo”.
No vídeo, compartilhado na sexta-feira pela Protestia, uma popular conta cristã X, a sacerdotisa não identificada citou uma tradição posterior da igreja de que o eunuco se chamava Simon, um nome que, segundo ela, também poderia ser “Simone”.
O vídeo gerou condenação por parte de Howell Scott, pastor da Primeira Igreja Batista de Carlsbad, em Carlsbad, Novo México. Scott sugeriu que a decadência da cultura em direção à confusão sexual reflete a cegueira judicial sobrenatural descrita pelo apóstolo Paulo em Romanos 1 .
“Quando Paulo escreveu Romanos 1 , não tenho certeza se ele teria imaginado a extensão da escuridão espiritual que ocorre quando Deus abandona as pessoas às suas perversões sexuais. Elas abandonaram a verdade e abraçaram a mentira”, disse Scott .
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Jocilerne Oliveira foi vítima de feminicídio no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)
Crime ocorre durante culto no Rio de Janeiro e levanta debate sobre a violência doméstica no ambiente religioso
Uma mulher de 49 anos foi assassinada com um tiro na cabeça na última sexta-feira (25) enquanto participava de um culto em uma igreja Assembleia de Deus, localizada no bairro Três Irmãos, em Cambuci, Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Jocilerne Oliveira, possuía uma medida protetiva vigente contra o autor dos disparos, seu ex-companheiro.
O suspeito, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, invadiu o templo e cometeu o crime. Após o ataque, agentes do 36º BPM, sediado em Santo Antônio de Pàdua, iniciaram diligências e interceptaram o homem na cidade vizinha de Aperibé, enquanto ele conduzia uma motocicleta. O acusado foi autuado em flagrante por feminicídio e o processo seguiu para análise da Justiça.
Cenário de violência contra a mulher
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam uma oscilação nos indicadores de gênero no estado do Rio de Janeiro durante o primeiro trimestre de 2026. Embora as tentativas de feminicídio tenham registrado uma alta de 10,2%, totalizando 97 ocorrências, os casos consumados apresentaram uma redução de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O fenômeno da violência contra a mulher também atinge comunidades religiosas. Um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 42,7% das mulheres evangélicas já enfrentaram algum tipo de agressão doméstica ao longo de suas vidas. O levantamento destaca que, muitas vezes, a busca por auxílio é limitada por barreiras internas.
A mulher é desestimulada a fazer a denúncia, a sair do relacionamento, justamente por causa da sacralidade do matrimônio. Ela é aconselhada a outras coisas, como a resignação e a oração para que o agressor mude seu comportamento. São conselhos que apenas fazem com que a mulher siga na situação de violência.
A pesquisadora Isabella Matosinhos alerta que a postura passiva de algumas lideranças contribui para a manutenção desses ciclos de abuso, embora o estudo revele que 6% das vítimas busquem suporte direto nas igrejas. Atualmente, quase metade das mulheres vítimas de violência grave opta por não registrar denúncias oficiais, mantendo a vulnerabilidade dessas vítimas em níveis críticos.
Policiais dentro de igreja na China. (Foto: Reprodução/ChinaAid)
Governo chinês impõe restrições severas a igrejas domésticas e exige que louvores sejam substituídos por hinos de exaltação ao Partido Comunista
Autoridades locais no condado de Jinzhai, província de Anhui, invadiram uma igreja doméstica nos dias 16 e 17 de setembro, proibindo cristãos de cantarem músicas que façam referência a “Jesus”, “Deus” ou “Senhor”. A ação forçou os fiéis a trocarem as letras religiosas por canções que enalteçam o Partido Comunista Chinês.
A operação envolveu cerca de 30 agentes, sob a liderança do chefe da delegacia de Youfangdian, Wang Xianjie. Durante as buscas, celulares foram confiscados e fiéis tiveram seus direitos básicos limitados, incluindo restrições ao uso de banheiros. Duas pregadoras foram detidas para interrogatório, sendo que uma delas permaneceu confinada em casa por quatro dias após o episódio. Informações detalhadas sobre a ação foram reportadas pela ChinaAid.
Vigilância sobre a rede de igrejas
O interrogatório das autoridades também buscou informações sobre o pastor Zhang Yuanlai, que atua nos Estados Unidos e é filho do fundador de uma rede de igrejas na região, conhecida como “Paulo das Montanhas Dabie”. Além disso, a polícia ameaçou colocar os líderes religiosos sob monitoramento diário para garantir a interrupção das atividades da igreja doméstica.
“Quando autoridades governamentais começam a decidir quem os cristãos podem adorar e o que podem cantar, a chamada ‘chinesificação da religião’ já se tornou uma ferramenta política para forçar as igrejas a se submeterem à ideologia do Partido Comunista”
A iniciativa reflete um esforço amplo do governo chinês, sob a liderança de Xi Jinping, para alinhar todas as práticas religiosas à ideologia estatal. A ChinaAid manifestou preocupação com o aumento da repressão e solicitou que as autoridades respeitem a liberdade religiosa prevista na Constituição do país, além de pedir uma investigação sobre possíveis abusos e atos de violência cometidos pelas forças de segurança durante as investidas nas congregações.
Imagem da santa católica Nossa Senhora Aparecida ao lado do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
Boato de que candidato retiraria título de padroeira do Brasil circulou nas redes, mobilizou eleitores católicos e acabou no centro de uma disputa judicial sobre liberdade de expressão
Uma notícia falsa envolvendo Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida ganhou força nas redes sociais nesta semana e passou a integrar a disputa eleitoral de 2026. A mensagem afirmava que o candidato à Presidência pretendia, caso fosse eleito, retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
Não há registro de proposta ou declaração de Flávio Bolsonaro nesse sentido. A informação, entretanto, se espalhou rapidamente por redes sociais e grupos de mensagens, provocando reações entre eleitores católicos e levando a campanha do candidato a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo levantamento da empresa Palver, citado pela Folha de S.Paulo, cerca de 37% das mensagens analisadas trataram a narrativa como verdadeira, em conteúdos acompanhados por manifestações de indignação de católicos e pedidos de voto contra Flávio. O levantamento considerou publicações no Instagram, X, TikTok e Kwai, além de grupos públicos do WhatsApp e Telegram.
Como o boato começou
A circulação da informação ganhou impulso depois de uma referência feita pela jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, a um suposto movimento dentro da Igreja Católica relacionado à possibilidade de retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.
Posteriormente, a emissora fez uma retratação e esclareceu que a informação estava relacionada a um projeto de lei apresentado em 2007, que havia sido arquivado no ano seguinte e não tinha relação com Flávio Bolsonaro.
O projeto mencionado havia sido apresentado pelo então deputado federal Victorio Galli, de Mato Grosso, e acabou arquivado em 2008. À época, Flávio Bolsonaro era deputado estadual no Rio de Janeiro e, portanto, não tinha atuação sobre a proposta apresentada no Congresso.
Mesmo após a correção, o conteúdo continuou circulando. Montagens, cards e publicações passaram a associar o episódio ao atual candidato do PL.
Flávio nega e diz que informação é falsa
Flávio Bolsonaro reagiu à repercussão e negou qualquer intenção de alterar o status de Nossa Senhora Aparecida.
Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou:
“Isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto”.
No dia seguinte, voltou ao assunto e declarou:
“Isso é uma fake news e não existe absolutamente nada de concreto, nem projeto”.
O candidato também afirmou que é evangélico e que respeita outras tradições religiosas:
“Jamais faria isso. Todos sabem que eu sou cristão, sou evangélico, mas que eu respeito todas as religiões.”
A campanha passou a tratar a circulação do boato como um problema eleitoral. Segundo a equipe de Flávio, a informação teria sido utilizada para prejudicá-lo entre eleitores católicos.
Dados da Palver indicaram que o assunto atingiu seu pico em 25 de setembro. Nas redes sociais, foram registradas 735 menções para cada 100 mil mensagens naquele dia. A análise também apontou que a maior parte das mensagens com posicionamento era crítica ao candidato.
Alckmin entra na discussão
A repercussão também chegou à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vice-presidente e candidato à reeleição na mesma chapa, Geraldo Alckmin (PSB), publicou um vídeo direcionado ao eleitorado católico.
Embora não tenha citado diretamente Flávio nem o boato, Alckmin afirmou que as tradições religiosas seriam preservadas durante um eventual novo governo.
“Tenho recebido mensagens de católicos preocupados com os rumos do país e com as notícias lamentáveis que estão circulando desde o dia de ontem. Preciso esclarecer que, enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando este país, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas”.
Em seguida, acrescentou:
“Defendemos que o Brasil é um país que tem respeito por todas as religiões. E capaz de conservar, pacificamente, as tradições católicas”.
A manifestação foi interpretada pela campanha de Flávio como parte da exploração política do episódio. O caso passou, assim, a envolver não apenas a desinformação sobre a santa, mas também a disputa pelo eleitorado religioso.
Lula também comenta o episódio
No domingo (27), Lula foi questionado sobre a controvérsia em entrevista à BandNews. O presidente afirmou que não sabia dizer se a informação era falsa, embora o assunto já tivesse sido identificado como desinformação em reportagens e pela própria GloboNews.
“Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte.”
Lula também afirmou que Nossa Senhora Aparecida continuará sendo a padroeira do Brasil e defendeu o respeito entre as religiões.
Durante a entrevista, o presidente relembrou ainda o episódio de 1995 conhecido como “chute na santa”, quando um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão.
Caso chega ao Tribunal Superior Eleitoral
Diante da repercussão, a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o TSE. O ministro André Mendonça determinou, na sexta-feira (25), que as plataformas retirassem publicações que apresentassem como verdadeira a informação sobre a suposta retirada do título de padroeira.
Na decisão provisória, Mendonça classificou a informação como “notoriamente inverídica” e determinou que as plataformas atuassem preventivamente para impedir a disseminação de conteúdos com a mesma alegação. O descumprimento poderia resultar em multa de R$ 50 mil por dia para cada provedor.
A decisão também determinou que as plataformas informassem quais providências haviam adotado e quantas publicações foram removidas. Conteúdos jornalísticos e materiais destinados a desmentir a informação falsa ficaram fora da determinação.
A campanha de Flávio pediu ainda que fossem identificados os responsáveis por perfis anônimos que haviam publicado o conteúdo.
Dino derruba decisão de Mendonça
Dois dias depois, porém, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a decisão de Mendonça em resposta a um pedido apresentado pelo ator Antônio Tabet, que havia tido uma publicação removida.
O post de Tabet não citava diretamente Flávio Bolsonaro. Segundo a decisão de Dino, não havia grau suficiente de certeza para determinar a remoção do conteúdo com base na associação entre a expressão utilizada pelo ator e o candidato.
Dino afirmou que a decisão anterior poderia atingir também manifestações religiosas e discussões sobre o tema. Para o ministro, debates sobre ideias religiosas não deveriam ser impedidos por decisões judiciais desproporcionais.
A decisão restabeleceu a publicação de Tabet e, segundo a reportagem da Folha, alcançou também outras postagens que haviam sido removidas pelo mesmo fundamento.
A campanha de Flávio reagiu negativamente e acusou Dino de atuar politicamente em favor de Lula. A defesa do candidato também questionou a competência utilizada na decisão. Essas são alegações da campanha, e não conclusões judiciais sobre a atuação do ministro.
O que a polêmica revela sobre católicos e evangélicos
O episódio também trouxe para o debate eleitoral uma diferença teológica entre católicos e evangélicos.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, os evangélicos reconhecem Maria como mãe de Jesus, mas não atribuem a ela a mesma função de intercessão existente na tradição católica. No protestantismo, santos não são objeto de culto ou veneração.
A pesquisadora Magali Cunha, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), explicou que, na compreensão evangélica, Maria é valorizada como “serva de Deus”, mas não como mediadora entre Deus e os seres humanos.
Essa diferença ajuda a explicar por que a associação de um candidato evangélico a uma suposta iniciativa contra o título de Nossa Senhora poderia produzir repercussão particularmente forte entre eleitores católicos. No entanto, as reportagens consultadas não identificam qualquer proposta atual de Flávio Bolsonaro para retirar o título da santa.
Disputa religiosa ganha espaço na eleição
O episódio ocorre em um cenário no qual religião e política têm ocupado espaço relevante na campanha presidencial. A circulação do boato aproximou ainda mais o debate eleitoral das diferenças entre católicos e evangélicos e levou candidatos, campanhas, líderes religiosos e integrantes do Judiciário a se manifestarem.
A disputa também resgatou outro tipo de desinformação religiosa que já atingiu Lula em eleições anteriores. Segundo análise publicada pela Folha, há décadas circulam boatos de que o petista pretende fechar igrejas ou perseguir cristãos. O jornal relaciona esses episódios ao uso do medo religioso como elemento de mobilização eleitoral.
No caso atual, entretanto, o ponto central permanece sendo uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro, que se espalhou pelas redes, provocou reação da campanha, gerou decisões judiciais divergentes e passou a ser utilizada no discurso eleitoral de diferentes grupos.
Com a decisão de Dino no domingo, o episódio ganhou ainda uma dimensão jurídica envolvendo os limites entre combate à desinformação, liberdade de expressão e liberdade religiosa.
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Um novo relatório de uma agência de ajuda humanitária sediada nos EUA mostra que cristãos na Nigéria foram mortos a uma taxa de um a cada 86 minutos entre 1º de janeiro e 8 de setembro, a maioria deles na região central do país, que recebe baixa prioridade nas políticas de segurança nigeriana e americana.
Entre os 4.216 cristãos mortos na Nigéria durante o período, a maioria da violência documentada contra comunidades agrícolas cristãs parece ter motivação religiosa e ser perpetrada por meio de redes militantes organizadas, com grupos fulani responsáveis por mais mortes do que o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) juntos, de acordo com o relatório da Equipping The Persecuted (ETP), “Crise no Cinturão Médio: Perseguição Religiosa e Falha de Segurança na Nigéria”.
Diversas comunidades étnicas e religiosas na Nigéria sofrem com a violência, mas é importante levar em consideração a motivação religiosa dos ataques contra agricultores cristãos para evitar respostas políticas equivocadas, afirma o relatório.
“Quando os ataques são enquadrados apenas como confrontos entre agricultores e pastores, ações de homens armados desconhecidos ou violência rural generalizada, a perseguição em massa pode ser interpretada erroneamente como um mero problema de desenvolvimento ou uma falha policial”, afirma a ETP. “Da mesma forma, quando a identidade religiosa das comunidades afetadas é omitida, a dimensão religiosa da violência pode ser sub-representada nos relatórios públicos e nos registros de vítimas. Como resultado, a perseguição direcionada pode ser absorvida por narrativas mais amplas de insegurança, obscurecendo tanto sua natureza quanto sua escala.”
As 4.216 mortes de cristãos na Nigéria, registradas pela ETP entre 1º de janeiro e 8 de setembro, representam uma média de 16,8 mortes por dia, ou aproximadamente uma a cada 86 minutos.
“Disputas locais por terras, recursos ou identidade comunitária podem ser fatais, mas não equivalem à destruição sistemática ou ao despovoamento de aldeias inteiras”, afirma o relatório. “De acordo com os relatórios de campo da Equipping The Persecuted e da TruthNigeria, a destruição de aldeias, a queima de igrejas e o deslocamento permanente de comunidades estão predominantemente associados a ataques com motivação religiosa e à pressão territorial militante contínua, e não a disputas comunitárias isoladas.”
O relatório reconhece que conflitos tribais, de uso da terra, de pastoreio e comunitários existem em toda a Nigéria e podem resultar em violência grave.
“No entanto, esses fatores por si só não explicam o padrão predominante documentado neste estudo, que é caracterizado por ataques a aldeias, incêndios de igrejas, assassinatos seletivos, sequestros, destruição de comunidades e o deslocamento a longo prazo de populações agrícolas cristãs de suas terras ancestrais”, afirma a ETP.
Segundo o relatório, as disputas tribais, de uso da terra, de pastoreio e outras disputas comunitárias representam apenas parte da violência e não explicam adequadamente a insegurança enfrentada por muitas comunidades agrícolas cristãs na região central da China. A violência é marcada pela destruição de comunidades, seguida pelo deslocamento de moradores e pela perda de terras ancestrais.
“Embora as disputas comunitárias possam resultar em confrontos localizados, elas normalmente não produzem a queima sistemática de igrejas, o assassinato ou sequestro seletivo de fiéis e clérigos, o abandono de aldeias inteiras ou a negação prolongada do retorno às populações deslocadas”, afirma o relatório.
A região central da Nigéria é marcada por ataques a aldeias, sequestros, intimidação, ocupação de terras e pouca responsabilização dos agressores, relata a ETP.
“Em Benue, Plateau, sul de Kaduna, Nasarawa e Taraba, redes militantes armadas Fulani são identificadas como a principal ameaça, de acordo com os relatórios da TruthNigeria e do Nigeria Terror Tracker”, afirma o relatório. “Os termos ‘atores ligados aos Fulani’ e ‘milícia étnica Fulani’ referem-se especificamente a grupos armados e redes militantes organizadas identificadas por meio de evidências em nível de incidente. Esses termos não implicam responsabilidade coletiva por parte dos civis Fulani ou da população Fulani como um todo.”
A organização Equipping The Persecuted estima que mais de 5 milhões de cristãos foram deslocados e mais de 600 comunidades cristãs foram destruídas ou esvaziadas em consequência da violência e da insegurança. O Nigeria Terror Tracker (NTT) do grupo mostrou que, em períodos comparáveis de 2025 e 2026, grupos ligados aos fulanis foram responsáveis por um número substancialmente maior de mortes do que o Boko Haram e o ISWAP juntos.
A NTT, que utiliza uma metodologia diferente do registo principal da ETP, constatou que os grupos ligados aos fulanis foram responsáveis por 4.932 mortes registadas entre 1 de janeiro de 2025 e 7 de setembro de 2025, e por 786 mortes durante o mesmo período em 2026. O Boko Haram e o ISWAP, por outro lado, foram responsáveis por um total de 1.958 mortes em 2025 e 189 em 2026.
“Consequentemente, os grupos ligados aos fulanis causaram 2,5 vezes mais mortes registadas do que o Boko Haram e o ISWAP combinados em 2025, e 4,2 vezes mais em 2026, dentro da série de incidentes verificados pela NTT”, afirma o relatório, acrescentando que a NTT e o registo principal do ETP são fontes separadas com diferentes objetivos analíticos e não devem ser combinados ou interpretados como medidas intercambiáveis de violência.
O relatório observa que todos os números devem ser entendidos como mínimos documentados e provavelmente subestimam a dimensão total da violência e do deslocamento.
As conclusões da NTT sobre os atores fulani foram reforçadas independentemente por dados do Observatório para a Liberdade Religiosa na África (ORFA), que atribuíram 53% dos assassinatos documentados de cristãos civis a grupos militantes fulani, em comparação com 8% atribuídos ao Boko Haram e ao ISWAP em conjunto, observa o relatório.
O registro principal do ETP, com 4.216 mortes de cristãos entre 1º de janeiro e 8 de setembro, é um número mínimo documentado, derivado de relatórios de campo do ETP e da TruthNigeria, depoimentos de testemunhas oculares e sobreviventes, contatos locais e verificação subsequente. Os números de vítimas não são atualizados até que novos nomes, incidentes e evidências complementares sejam conciliados com o registro principal. Consequentemente, os oito cristãos mortos em Ayilamo, estado de Benue, em 10 de setembro, são mencionados separadamente, em vez de serem incorporados ao total auditado.
O relatório observa que os milhões de cristãos deslocados por assassinatos e sequestros resultaram em deslocamentos que alteram a demografia e exigem mais do que ajuda de curto prazo.
“Quando famílias deslocadas permanecem em acampamentos ou assentamentos temporários enquanto grupos armados mantêm acesso a fazendas, rotas de transporte, fontes de água e aldeias, o deslocamento pode evoluir de uma emergência humanitária para um mecanismo de mudança territorial de longo prazo”, afirma o documento. “A assistência humanitária continua sendo essencial, mas os esforços de socorro que não são acompanhados por um retorno seguro e voluntário podem, involuntariamente, contribuir para a normalização do desapossamento.”
Segundo o relatório, a impunidade há muito tempo motiva ainda mais os agressores a cometerem atrocidades, com os atacantes operando além das fronteiras locais e estaduais, realizando ataques repetidos e retornando a comunidades anteriormente visadas.
“Uma responsabilização eficaz exige, portanto, investigações que vão além dos perpetradores individuais, abrangendo a estrutura de apoio mais ampla por trás dos ataques, incluindo comandantes, recrutadores, fornecedores de armas, facilitadores de transporte, financiadores, provedores de inteligência e quaisquer funcionários públicos que tenham auxiliado, protegido ou facilitado atividades criminosas”, afirma o relatório. “Uma resposta sustentável exige mais do que ajuda emergencial. Exige medidas de segurança que protejam as comunidades vulneráveis, investigações confiáveis, punição dos perpetradores e seus apoiadores, restauração de propriedades e meios de subsistência e a criação de condições que permitam que as pessoas deslocadas retornem voluntariamente, em segurança e com dignidade.”
Caso contrário, é provável que os ciclos de violência, deslocamento e desapropriação persistam, observa a ETP.
Enquadramento de mídia
O relatório afirma que a mídia nigeriana e de outros países omitem rotineiramente a referência à identidade religiosa dos agressores e das vítimas em ataques que podem ter motivação religiosa, contribuindo para a percepção errônea de que a violência é mera insegurança rural.
“Esta questão tem implicações significativas tanto para a compreensão pública quanto para a análise de políticas públicas. Os conjuntos de dados que dependem fortemente de reportagens da mídia inevitavelmente herdam as limitações e omissões presentes nessas fontes”, afirma o relatório. “O resultado é que as estatísticas de vítimas e as análises de conflitos podem subestimar a dimensão religiosa da violência nas regiões afetadas.”
Uma avaliação precisa, portanto, exige não apenas a contagem de incidentes e fatalidades, mas também o exame de padrões de vitimização, ataques a comunidades específicas, deslocamento e destruição de instituições religiosas, quando esses fatores forem relevantes para a compreensão da natureza do conflito, afirma a ETP.
O relatório observa que as vítimas de sequestro na Nigéria são frequentemente torturadas e submetidas à fome durante o cativeiro, e que mulheres e meninas enfrentam um risco adicional de violência sexual.
“Meninos e jovens não costumam ser recrutados para servir como crianças-soldado, mas frequentemente são espancados, torturados, forçados a trabalhar ou mantidos em cativeiro para resgate em condições severas”, relatou a ETP. “Sequestradores usam vídeos de reféns para pressionar as famílias a pagar resgates, forçando muitas famílias a vender tudo o que possuem, deixando-as na miséria, e algumas acabam em campos de deslocados internos.”
Os dados sobre sequestros na Nigéria não são abrangentes nem totalmente confiáveis, afirma o relatório. Os sequestros relatados costumam ser mais frequentes em ataques realizados por grupos como Boko Haram, ISWAP e Lakurawa, já que esses incidentes têm maior probabilidade de serem documentados pelas autoridades governamentais e pelos serviços de segurança.
“Em contrapartida, acredita-se que os sequestros ligados à atividade militante Fulani em partes do Cinturão Médio, particularmente em Plateau, no sul de Kaduna e em Benue, sejam frequentemente subnotificados”, afirma o relatório. “O medo de represálias, o acesso limitado às autoridades e a desconfiança nas instituições governamentais frequentemente desencorajam as famílias a denunciar os incidentes. Embora os grupos jihadistas frequentemente visem comunidades muçulmanas e cristãs, muitos dos sequestros subnotificados no Cinturão Médio afetam desproporcionalmente as populações cristãs.”
Recomendações de Política
O relatório afirma que a prioridade política deve ser dada a uma campanha sustentada e baseada em inteligência para identificar, interromper e desmantelar as redes militantes Fulani no Cinturão Médio, juntamente com a continuidade das operações contra o Boko Haram, o ISWAP e outros grupos armados.
O documento afirma que as campanhas devem ter como alvo a liderança, o financiamento, o fornecimento de armas, o recrutamento, as comunicações, as rotas de transporte e os refúgios seguros, distinguindo as redes militantes dos civis fulani.
“A Nigéria deve ser apoiada e pressionada a investigar, processar e responsabilizar os culpados pela violência”, afirma o ETP. “Nos casos em que os esforços internos se mostrarem insuficientes, os parceiros internacionais devem considerar medidas adicionais para apoiar a proteção dos civis, a responsabilização e a segurança regional.”
O relatório recomenda que os governos dos EUA e da Nigéria, bem como os parceiros internacionais, priorizem o retorno voluntário, seguro, digno e sustentável das comunidades cristãs deslocadas às suas terras ancestrais.
“As iniciativas de retorno devem estar ligadas a medidas de segurança de longo prazo que impeçam novos deslocamentos e garantam que as populações afetadas possam reconstruir suas vidas em segurança”, afirma o documento. “O sucesso do retorno exige mais do que assistência humanitária. As forças de segurança devem assegurar e manter o controle das áreas afetadas, manter uma presença contínua nas comunidades vulneráveis, proteger as rotas de transporte, as fazendas, os mercados e os locais de culto, e impedir o ressurgimento de grupos armados.”
As autoridades devem estabelecer mecanismos transparentes para a restauração dos direitos de propriedade e da posse consuetudinária da terra, afirma a ETP, e a recuperação a longo prazo exigirá a reconstrução de casas, igrejas, escolas, clínicas, estradas, poços e infraestrutura agrícola, juntamente com o acesso a cuidados de trauma, restauração dos meios de subsistência e programas de reabilitação comunitária.
O relatório afirma que as agências de inteligência, antiterrorismo e de aplicação da lei dos EUA devem ampliar seu foco analítico para além do Boko Haram e do ISWAP, incluindo uma avaliação abrangente das redes militantes Fulani e de outros atores violentos que operam no Cinturão Médio.
Folha Gospel com informações de The Christian Post