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Gabriela Rocha se torna a cantora mais ouvida do Brasil

Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)
Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)

A cantora gospel Gabriela Rocha alcançou o posto de maior nome da música brasileira na última meia década, ultrapassando artistas pop como Anitta e Luísa Sonza. A artista, que acumula 27 milhões de seguidores nas redes sociais e números expressivos no YouTube, demonstrou a força da mensagem religiosa em seu alcance massivo. Sua presença no programa “Encontro com Patrícia Poeta”, exibido pela TV Globo, não só atraiu uma grande audiência, mas também chamou atenção pelo assédio de fãs e funcionários da emissora nos bastidores, evidenciando seu carisma.

Os números de Gabriela Rocha são impressionantes, com 6 bilhões de visualizações no YouTube, quase 10 milhões de inscritos em seu canal oficial e uma média mensal de 5 milhões de ouvintes nas plataformas de streaming. Questionada sobre a liderança, a cantora expressou humildade. “Eu quero ser um bom mordomo com aquilo que Deus me deu. A voz não é minha, foi Ele quem me deu”, declarou, atribuindo sua conexão com o público à sua autenticidade e imperfeições.

O sucesso de Gabriela Rocha representa uma transformação significativa para a indústria musical, elevando o gênero de adoração (worship) para além do ambiente religioso, tornando-se trilha sonora do cotidiano de muitos brasileiros. A cantora revelou que sua maior satisfação não vem dos rankings, mas sim dos testemunhos de restauração emocional e espiritual que recebe. “Pessoas com o coração quebrado sendo restauradas pelo amor de Deus é o que me deixa feliz”, compartilhou.

Com uma mensagem clara e consistente mantida no topo das paradas por cinco anos, Gabriela Rocha consolida seu impacto na cultura pop brasileira, abrindo caminho para uma nova fase na música nacional, onde a espiritualidade assume um papel central.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel

Silas Malafaia rebate Helena Raquel sobre acusações de abuso em igrejas evangélicas

Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)
Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)

O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para refutar as afirmações da pastora Helena Raquel, que recentemente ganhou notoriedade ao defender que mulheres vítimas de violência e abuso não deveriam ser silenciadas no ambiente eclesiástico. A declaração de Raquel, feita durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora, desencadeou um amplo debate entre lideranças evangélicas, influenciadores cristãos e membros de diversas denominações.

Malafaia, embora sem nomear diretamente Raquel em boa parte de sua manifestação, rotulou como “acusações genéricas” as críticas direcionadas às igrejas evangélicas e seus pastores em relação a casos de violência doméstica e abuso sexual. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) se posicionou de forma enfática, declarando que não concorda com a ideia de que as igrejas estariam protegendo agressores ou incentivando o silêncio de vítimas.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, questionou o pastor. “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores de pesquisa, de esquerdopatas e gente que nos odeia. Eu não aceito.”

Para reforçar sua argumentação, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião realizada em 9 de março de 2026, na qual, segundo ele, mais de mil obreiros foram instruídos sobre como proceder em casos de pedofilia e agressão contra mulheres dentro da igreja. O material foi apresentado como um contraponto às críticas que circulam nas redes sociais.

“Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Então, os senhores não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a criança, violência contra a mulher”, alertou. Em seguida, Malafaia orientou sobre a necessidade de denúncias imediatas às autoridades competentes.

“Foi meu marido pego abusando do meu filho de 3 anos? Ele vai ser excluído e a senhora vai lá na delegacia. Não tenta botar pano quente nisso aí não.” Sobre violência doméstica, o posicionamento foi similarmente direto: “Ah, o marido tá espancando a mulher. O que que eu faço? Vai na delegacia”, afirmou.

Silas Malafaia sustentou que qualquer pastor ou membro que tente ocultar crimes dessa natureza está equivocado e deve ser responsabilizado. “Se tem algum pastor encobrindo pecado de pastor que é pedófilo ou que encobre violência, tá errado. Se tá cobrindo membros que cometem isso, tá errado. Tem que ser denunciado.”

O líder religioso também buscou ressaltar o histórico papel da igreja evangélica na recuperação de indivíduos em situações de vulnerabilidade e em comportamentos destrutivos. “Uma marca da igreja evangélica tem centenas e centenas de milhares de testemunhos disso que eu vou falar. Homens que chegam na igreja violentos, perversos, beberrões, vagabundos, que ao serem transformados pelo poder do evangelho passam a ser homens de bem, que cuidam da família, que tratam bem a esposa”, disse.

Segundo Malafaia, crimes como abuso sexual e agressão contra mulheres são fenômenos sociais presentes em todos os âmbitos da sociedade e não devem ser atribuídos exclusivamente ao meio religioso. “Pedofilia e espancamento de mulher, desde que o pecado entrou no mundo, o pecado tá aí. Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do poder judiciário, legislativo, executivo, pastores, padres e vai por aí afora.”

O pastor argumentou ainda que existe uma tentativa de criar preconceito contra igrejas evangélicas e líderes cristãos. “O jogo é colocar um bloqueio, um preconceito na sociedade contra pastores e a igreja evangélica. Essa é a verdade. A coisa é mais profunda do que vocês possam imaginar nesse jogo para nos denegrir.”

A fala de Helena Raquel que gerou a polêmica ocorreu durante sua ministração no evento Gideões, quando ela apelou para que mulheres vítimas de violência doméstica, abuso psicológico e opressão não se calassem em suas comunidades religiosas. Ela criticou a orientação dada por alguns líderes religiosos, que sugeriam apenas “orar e suportar”. As declarações foram recebidas com aplausos por parte do público e suscitaram debates sobre acolhimento e denúncia de casos de violência familiar.

Malafaia, em concordância com a declaração da pastora Marinês Coimbra, afirmou: “No reino de Deus, confronto se faz às claras, correção se faz com verdade, justiça se faz com fatos. Insinuação não é coragem, é sombra, e sombra não combina com a luz do evangelho.”

O episódio se insere em um contexto de discussões crescentes no meio evangélico brasileiro sobre temas como autoridade pastoral, violência doméstica e o papel social da igreja, cada vez mais presentes no debate público.

A repercussão das declarações também se deu em paralelo à divulgação de dados do estudo “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, que apontou que 42,7% das mulheres evangélicas relataram ter sofrido violência doméstica ao longo da vida, e 38,7% nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Jornalista Peninha indiciado por crime de discriminação religiosa contra evangélicos

Jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. (Foto: Reprodução/redes sociais)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou o jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, por crime de discriminação religiosa contra evangélicos em maio deste ano.

A investigação policial se concentrou em declarações feitas pelo comunicador em um vídeo divulgado em janeiro. Nele, Eduardo Bueno teria sugerido que pessoas evangélicas não deveriam ter o direito ao voto, além de se referir ao grupo religioso de forma depreciativa.

A apuração do caso foi conduzida pela… (Leia a íntegra clicando aqui)

Pastor é condenado por pregar João 3:16 perto de clínica de aborto na Irlanda

Pastor Clive Johnston, de 78 anos, foi condenado por pregar versículo bíblico em zona de acesso seguro na Irlanda. (Foto: Christian Post)
Pastor Clive Johnston, de 78 anos, foi condenado por pregar versículo bíblico em zona de acesso seguro na Irlanda. (Foto: Christian Post)

Um pastor aposentado, de 78 anos, foi condenado por violar uma zona de acesso seguro a clínicas de aborto após realizar um sermão com base no versículo bíblico João 3:16. A decisão foi proferida por um juiz de distrito na quinta-feira, em audiência no Tribunal de Magistrados de Coleraine, na Irlanda do Norte.

Clive Johnston foi considerado culpado de duas acusações sob a Lei de Zonas de Acesso Seguro a Serviços de Aborto. O incidente ocorreu em julho de 2024, quando ele realizou um serviço ao ar livre nos arredores da zona de exclusão em frente ao Hospital Causeway, em Coleraine. O pastor, que é avô de sete netos, pode enfrentar um registro criminal e multas significativas, conforme informações do The Christian Institute, organização que tem apoiado seu caso.

Johnston, que já presidiu a Associação de Igrejas Batistas na Irlanda, está avaliando suas opções legais e a expectativa é de que apele da decisão. Ele negou ter assediado alguém e classificou a condenação como um “dia sombrio para a liberdade cristã”.

“Realizamos um pequeno serviço de domingo ao ar livre perto de um hospital. Não fizemos qualquer referência à questão do aborto. E, no entanto, a lei das zonas de exclusão é tão ampla que a realização de um serviço de domingo foi considerada uma infração criminal. E, aos 78 anos, pela primeira vez na vida, me encontro condenado por um crime”, declarou.

Ele acrescentou que, embora concorde com a punição para quem causa problemas, incita violência ou assedia pessoas, ele não estava agindo dessa forma, como evidenciado por vídeos policiais e aceito por todos os envolvidos no caso.

João 3:16 é amplamente conhecido e afirma “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Antes da audiência judicial, Simon Calvert, vice-diretor do The Christian Institute, ressaltou que João 3:16 é um versículo famoso que não tem nenhuma relação com aborto. Ele acusou a polícia e o Ministério Público de “excederem seus limites”, afirmando que pregar o Evangelho não deve ser confundido com protestos contra o aborto.

“Temos uma liberdade incrível neste país para compartilhar a mensagem cristã. É por isso que assumimos este caso”, disse Calvert. “Processar o Pastor Johnston por pregar ‘Deus amou o mundo’ perto de um hospital em um domingo tranquilo é uma nova e chocante tentativa de restringir a liberdade de religião e a liberdade de expressão em uma parte do mundo onde os serviços evangélicos ao ar livre fazem parte da cultura”.

A condenação levanta preocupações sobre a aplicação da legislação de zonas de acesso seguro e seu impacto na liberdade de expressão e prática religiosa.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Conselho evangélico pede retratação à TV pública por reportagem tendenciosa na Espanha

Cena do programa da TV3 na Catalunha, Espanha. (Foto: Reprodução)
Cena do programa da TV3 na Catalunha, Espanha. (Foto: Reprodução)

O Conselho Evangélico da Catalunha (CEC) manifestou publicamente seu descontentamento com a reportagem do programa 30 Minuts, exibido pela emissora pública catalã TV3 no último domingo, 26 de abril. Segundo o CEC, o conteúdo apresentou uma visão parcial e distorcida do protestantismo na Catalunha, especialmente ao generalizar práticas específicas de setores neopentecostais como representativas de todas as igrejas evangélicas da região.

Em nota assinada pelo seu secretário-geral, Guillem Correa, o CEC destaca que igrejas pentecostais, carismáticas e históricas expressaram insatisfação, pois não se identificam com as imagens e práticas retratadas. A principal crítica recai sobre a associação de expressões advindas de movimentos neopentecostais, com inspiração americana, como características do protestantismo em sua totalidade. A organização enfatiza que tais grupos não representam o protestantismo catalão e solicita uma retratação formal da emissora pública.

Um vislumbre de uma realidade diversa e ampla

Embora a reportagem tenha buscado oferecer um panorama do movimento evangélico, o foco recaiu predominantemente sobre duas igrejas. A matéria inicia com uma visita a uma igreja evangélica em Girona, com forte presença latino-americana, mas onde também há participação ativa de catalães. Inicialmente, são abordados testemunhos pessoais e o desenvolvimento de um culto pentecostal, mas o programa se aprofunda na visita controversa a Valência do líder Guillermo Maldonado, figura central do El Rey Jesús International Ministry, sediado em Miami.

A grande maioria das igrejas evangélicas na Catalunha não endossa suas ações, e o relatório o identifica como um ponto de entrada desse fenômeno na Europa, destacando sua proximidade com Donald Trump e apresentando o movimento evangélico como força motriz do crescimento global da direita reacionária.

Insatisfação entre igrejas históricas

O Consell explicou em seu comunicado que as igrejas pentecostais, carismáticas e históricas mais representativas da Catalunha demonstraram seu descontentamento com a imagem tendenciosa dos movimentos carismático e pentecostal como um todo.

As igrejas informaram ao CEC que não se identificam com o neopentecostalismo apresentado nem com a imagem transmitida de seu ministério.

Petição online e críticas de especialista

Uma petição lançada na plataforma Change.org, direcionada à gestão da TV3, ao programa 30 Minuts e a órgãos reguladores como o Conselho Audiovisual da Catalunha, já reuniu mais de 2.500 assinaturas. A petição argumenta que o programa comete um “erro conceitual e terminológico” ao apresentar o protestantismo através da lente do neopentecostalismo, sem refletir sua diversidade histórica, teológica e organizacional.

Os promotores criticam a omissão de vozes evangélicas críticas a esses movimentos, resultando em uma visão “parcial, simplista e sensacionalista”, incompatível com o papel de serviço público de mostrar o pluralismo religioso. Eles exigem uma correção e critérios mais precisos para reportagens sobre o protestantismo na Catalunha.

Josep Lluis Carod Rovira, ex-vice-presidente do governo da Catalunha, filólogo, autor e professor de história do protestantismo, também criticou o programa, classificando os níveis de ignorância religiosa no país como “aterradores”. Ele lamentou que uma emissora pública não cumpra os requisitos mais básicos e ressaltou a importância de distinguir movimentos que são mais “evangélicos” do que “evangelizadores” para não serem tidos como representativos de todo o protestantismo.

Carod Rovira alertou que anos de esforços para normalizar um protestantismo sério e comparável ao europeu podem ser prejudicados por transmissões como essa, lembrando de eventos como a comparação de Trump com Jesus Cristo e as denúncias de comportamento “blasfemo e sacrílego” de seus assessores espirituais. Ele contrapôs essa imagem ao trabalho diário e discreto dos protestantes catalães, fundadores do Instituto Bíblico Evangélico da Catalunha, publicações em catalão e apoio à diversidade política democrática, aspectos que, segundo ele, não foram mostrados na TV3.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Organizações evangélicas alertam que quase 1 milhão de crianças podem ser separadas de seus pais se as deportações em massa de Trump continuarem

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em Inglês) tentando deportar um imigrante ilegal sem documentos. (Foto: ICE)

Mais de um milhão de cidadãos americanos podem ser separados de seus cônjuges ou filhos sob as políticas de imigração do governo Trump, de acordo com um novo relatório apoiado por organizações evangélicas que examina as possíveis consequências das deportações em massa.

A Associação Nacional de Evangélicos (NAE, na sigla em inglês) e seu braço humanitário, a agência evangélica de reassentamento de refugiados World Relief, publicaram um relatório na segunda-feira estimando o impacto que a promessa de campanha do presidente Donald Trump de deportar 1 milhão de imigrantes ilegais por ano terá sobre os cônjuges e filhos de imigrantes ilegais que são cidadãos americanos.

Intitulado “Unidos, Separados: Como as Políticas de Imigração dos EUA Estão Separando Famílias”, o documento prevê os efeitos da suspensão de todos os vistos de imigrante para 75 países, estimando que até 910.000 crianças cidadãs americanas poderão ser separadas de um ou ambos os pais até o final do mandato de Trump, com 665.000 delas previstas para serem separadas de ambos os pais.

As organizações estimaram o número de imigrantes ilegais afetados pelas políticas do governo, partindo do pressuposto de que ele cumprirá a promessa do presidente, totalizando 4 milhões de deportações até o final de seu mandato, no início de 2029.

“Este estudo parte desse objetivo e seleciona aleatoriamente a remoção de indivíduos sem documentos, sem qualquer viés de seleção com base no número de anos que viveram nos EUA, seu setor de trabalho ou ocupação, seu país de nascimento ou seu estado ou cidade de residência nos EUA”, afirma o relatório.

“A remoção dessas pessoas por meio de detenção e eventual deportação inclui aquelas que podem ter tido algum tipo de proteção temporária, incluindo liberdade condicional ou Status de Proteção Temporária (TPS), proteções que foram encerradas para muitos dos seus titulares.”

A população de imigrantes vulneráveis ​​à deportação no estudo exclui aqueles com pedidos de asilo e imigrantes ilegais trazidos ao país quando crianças, que são protegidos da deportação pelo programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA).

Pesquisadores estimam que 519.000 crianças cidadãs americanas não têm nenhum familiar cidadão americano morando com elas.

“Nesses casos, os pais enfrentam um dilema angustiante: pedir para trazer seus filhos cidadãos americanos consigo, mesmo para situações em que provavelmente enfrentariam maus-tratos, violência, extrema pobreza, restrições à liberdade religiosa e outras condições que os fizeram fugir de seus países; ou permitir que seus filhos sejam criados por amigos, parentes ou sistemas de acolhimento familiar administrados pelo Estado”, diz o relatório.

Entretanto, estima-se que 272 mil cidadãos americanos serão separados de seus parceiros, e 150 mil cônjuges e filhos de cidadãos americanos permanecerão separados no exterior.

As estatísticas do relatório mostram que existem 5,5 milhões de famílias com status migratório misto nos EUA (famílias que têm membros vulneráveis ​​à deportação, enquanto outros não), com 12,5 milhões de cidadãos americanos vivendo em tais lares. Estima-se que 8% dos cristãos e 6% dos cristãos evangélicos vivam em lares com status migratório misto.

Estima-se que existam 4 milhões de crianças nos EUA que vivem com pelo menos um dos pais em situação de vulnerabilidade à deportação, além de 1,2 milhão de filhos adultos cidadãos americanos na mesma situação. Outros 1,2 milhão de cidadãos americanos vivem com cônjuges que também estão em situação de vulnerabilidade à deportação.

O relatório argumenta que as políticas que resultam na separação de famílias contradizem os ensinamentos bíblicos sobre a importância da família.

“Na World Relief, acreditamos que, exceto em casos graves onde a segurança e o bem-estar de uma criança estejam em risco, as famílias devem permanecer unidas”, disse Myal Greene, presidente e CEO da World Relief, em um comunicado . “Quando nossas leis ou políticas separam famílias, seja intencionalmente ou por negligência, não podemos ficar em silêncio. Como cristãos, temos uma dupla responsabilidade: honrar a lei e interceder por leis melhores. Aqueles que Deus colocou em famílias, que ninguém separe.”

O presidente da NAE, Walter Kim, ofereceu uma avaliação semelhante.

“Quando as políticas públicas resultam na separação de cônjuges e filhos, elas minam algo sagrado e exigem uma reflexão moral cuidadosa”, disse ele. “Desde as primeiras páginas das Escrituras, vemos que Deus estabelece a família como a instituição fundamental para o florescimento humano, muito antes do estabelecimento do governo.”

“Durante anos, a Igreja defendeu o trio atemporal do órfão, da viúva e do estrangeiro como aqueles que merecem nossa compaixão”, disse Philip Connor, pesquisador principal do relatório. “Ao removermos estrangeiros em uma escala tão massiva, estamos essencialmente criando centenas de milhares de órfãos e viúvas. Existem maneiras melhores de lidar com essas questões sem separar famílias.”

Espera-se que a Suprema Corte dos EUA tome uma decisão sobre se uma ordem executiva assinada por Trump, que limita a cidadania por nascimento para filhos de imigrantes ilegais, é constitucional.

Os oponentes argumentam que isso viola a 14ª Emenda à Constituição dos EUA, que afirma: “Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição são cidadãos dos Estados Unidos”.

Entretanto, o governo Trump argumentou que a 14ª Emenda tinha como objetivo garantir que os escravos libertos e seus filhos recebessem cidadania plena após a Guerra Civil e “não concedia cidadania aos filhos de visitantes temporários ou imigrantes ilegais que não têm tal lealdade”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Campanha vai capacitar 100 mil fiéis para levar o Evangelho durante a Copa do Mundo FIFA 2026

A campanha, chamada “Vitória Além da Taça”, do Ministério Cru, vai capacitar cristãos para evangelizar durante a Copa do Mundo 2026 (Foto: Ministério Cru)
A campanha, chamada “Vitória Além da Taça”, do Ministério Cru, vai capacitar cristãos para evangelizar durante a Copa do Mundo 2026 (Foto: Ministério Cru)

O ministério evangelistico Cru lançou uma iniciativa nacional ligada à Copa do Mundo da FIFA de 2026 , com o objetivo de capacitar 100.000 cristãos e 10.000 igrejas nos Estados Unidos para organizarem encontros para assistir aos jogos e usarem o torneio como um cenário para conversas sobre fé.

A campanha, chamada “Vitória Além da Taça”, foi anunciada na segunda-feira, com os organizadores afirmando que a iniciativa visa incentivar os fiéis a convidarem amigos, vizinhos e colegas de trabalho para suas casas ou igrejas durante o torneio de um mês de duração, que começa em 11 de junho e termina em 19 de julho.

A iniciativa está sendo liderada pela Cru em parceria com organizações como Fellowship of Christian Athletes, Alpha USA e I Am Second.

Heather Reddy, diretora executiva da Vitória Além da Taça, afirmou que os organizadores veem a Copa do Mundo como um raro evento global capaz de unir pessoas de diferentes origens culturais.

“Com tantas pessoas interagindo com a Copa do Mundo, seja assistindo com amigos, conferindo os resultados ou até mesmo comparecendo a um jogo em uma das cidades-sede dos Estados Unidos, a oportunidade de impacto do Evangelho é grande demais para ser desperdiçada”, disse Reddy ao anunciar a campanha.

A Copa do Mundo da FIFA de 2026, sediada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, deverá atrair uma das maiores audiências da história do esporte. Os organizadores da campanha de divulgação cristã citaram estimativas de que até 5 bilhões de pessoas em todo o mundo poderão acompanhar o torneio por meio de transmissões e cobertura online.

De acordo com o site Vitória Além da Taça, os participantes podem solicitar gratuitamente “kits de anfitrião” físicos ou digitais, destinados a ajudar na organização de encontros para assistir aos jogos. Os materiais incluem guias de planejamento, cartões de discussão, tabelas do torneio para imprimir, receitas de diferentes países e recursos de oração.

Os kits físicos estão disponíveis em inglês e espanhol para endereços de entrega nos EUA, enquanto os kits digitais são oferecidos em inglês, espanhol, português e francês.

Os encontros são oportunidades para construir relacionamentos e conversar, em vez de eventos evangelísticos formais, dizem os organizadores. O objetivo específico das sessões de exibição pode variar dependendo do anfitrião, mas a ideia é que os eventos conduzam as pessoas “em direção à esperança”.

A Cru também afirmou ter criado uma plataforma comunitária online por meio da Mighty Networks para conectar os participantes envolvidos na campanha em todo o país.

A campanha é o exemplo mais recente de ministérios cristãos organizando ações de evangelização em torno de grandes eventos esportivos internacionais, que frequentemente atraem grandes multidões e oferecem oportunidades para iniciar conversas sobre a fé. Igrejas e organizações cristãs já coordenaram iniciativas evangelísticas relacionadas aos Jogos Olímpicos e a Copas do Mundo da FIFA anteriores.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Assassinos fulani matam 11 cristãos no estado de Plateau, Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Em ataques a três aldeias ao longo de duas semanas, pastores fulani mataram 11 cristãos e feriram outros cinco em um condado no estado de Plateau, na Nigéria.

No domingo (3 de maio), fulanis mataram cinco cristãos na aldeia de Fan, no condado de Barkin Ladi, por volta das 21h, disse o morador Bot James.

“Homens armados muçulmanos da etnia fulani mataram cinco cristãos em um novo ataque à vila de Fan, uma comunidade cristã na área de Barkin Ladi, no estado de Plateau”, disse James ao Christian Daily International-Morning Star News. “As vítimas foram emboscadas e atacadas quando retornavam para suas casas após trabalharem na região.”

O líder comunitário local, Rwang Tengwong, corroborou o relato em um comunicado à imprensa divulgado em Jos na segunda-feira (4 de maio), afirmando que todos os moradores da vila de Fan são cristãos.

“As vítimas foram emboscadas, alvejadas e mortas pelos atacantes Fulani quando retornavam para suas casas após suas atividades comerciais diárias na região”, disse Tengwong.

Na aldeia de Kassa, predominantemente cristã, em Barkin Ladi, dois cristãos foram mortos em 27 de abril; um deles foi identificado como Gyang Choji Kim. Em 19 de abril, na aldeia de Hurum, também predominantemente cristã, em Barkin Ladi, quatro cristãos foram mortos e outros cinco ficaram feridos, segundo a moradora Florence Yohanna.

“Que Deus tenha misericórdia e nos livre do bando armado de fulanis”, disse Yohanna. “Minha aldeia, Hurum, na Área de Governo Local de Barkin Ladi, no estado de Plateau, foi atacada novamente por pastores fulanis; quatro cristãos foram mortos.”

Tengwong disse que o ataque à aldeia de Hurum, no distrito de Gashish, ocorreu por volta das 22h.

“Homens armados fulani invadiram a aldeia e abriram fogo contra os moradores, matando quatro cristãos e ferindo outros cinco”, disse ele.

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, mais cristãos foram mortos na Nigéria do que em qualquer outro país entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025. Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé durante esse período, 3.490 – 72% – eram nigerianos, um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior. A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Com milhões de habitantes espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os fulanis, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de diversas linhagens que não sustentam visões extremistas, mas alguns fulanis aderem à ideologia islâmica radical, conforme observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença (APPG) do Reino Unido em um relatório de 2020 .

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar cristãos e símbolos importantes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria afirmaram acreditar que os ataques de pastores contra comunidades cristãs na região central do país são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tem dificultado a criação de seus rebanhos.

Na região Centro-Norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no Nordeste e Noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, sobretudo cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de ataques, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, de acordo com o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou o WWL. O Lakurawa é afiliado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

Folha Gospel com informações de Chistian Daily

Igrejas evangélicas brasileiras enfrentam preconceito na Espanha

Bandeira da Espanha entre as torres de uma igreja (Foto: Folha Gospel/ Canva IA)
Bandeira da Espanha entre as torres de uma igreja (Foto: Folha Gospel/ Canva IA)

crescente presença de igrejas evangélicas com origem no Brasil na Espanha, impulsionada em grande parte por imigrantes latino-americanos, tem sido acompanhada por um cenário de preconceito e discriminação. Essas congregações, contudo, desempenham um papel fundamental como espaços de apoio e integração para a comunidade estrangeira na capital espanhola, onde a imigração tem crescido significativamente.

Na capital espanhola, o bairro de San Blas, conhecido por seu passado operário, abriga a igreja evangélica pentecostal brasileira Deus é Amor. Em contraste com a tranquilidade das ruas residenciais, a fachada colorida da igreja atrai fiéis de diversas nacionalidades aos domingos. Para muitos imigrantes latino-americanos, o templo representa mais do que um local de adoração, funcionando como um ponto de acolhimento e suporte familiar.

A paraguaia “irmã Clara”, que vive na Espanha desde 2019, descreve o ambiente como um lugar onde “somos todos família”, destacando a preocupação mútua entre os membros.

expansão das igrejas evangélicas no país não se limita a Madri. O Observatório de Pluralismo Religioso aponta que uma nova igreja evangélica abre a cada quatro dias na capital, totalizando 1.187 templos. Nos últimos cinco anos, 455 novas congregações foram inauguradas, um acréscimo de 62%. Em Barcelona, a presença evangélica praticamente dobrou em duas décadas, segundo dados da Dirección General de Asuntos Religiosos de la Generalitat.

O pastor Gilberto Miranda de Moraes, líder da Igreja Deus é Amor na Espanha e natural do Rio Grande do Sul, conduz cultos que mesclam português e espanhol. As pregações abordam temas como fé, vida conjugal e prosperidade financeira, com momentos de oração por fiéis que enfrentam dificuldades de saúde, financeiras ou crises de fé.

Em âmbito nacional, estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas sejam fiéis a essas igrejas na Espanha. O percentual de adeptos que se declaram pertencentes a grupos evangélicos saltou de 0,2% em 1998 para 2% em 2018. Igrejas como a Universal do Reino de Deus, Batista da Lagoinha, Mais de Cristo, Comunidade Evangélica Internacional Zona Sul, Cristã Maranata e Verbo da Vida também marcam presença, disputando espaço com congregações de outros países latino-americanos.

O professor Chema Alejos associa essa expansão à forte imigração, especialmente de latino-americanos, que buscam proximidade cultural e um espaço de apoio ao se mudar para um novo país. A Espanha abriga aproximadamente 4 milhões de imigrantes latino-americanos, muitos deles vivendo em situação irregular, o que intensifica debates sobre regularização e deportação.

Sandra, equatoriana residente em Madri desde 2016, relata o senso de comunidade vivenciado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde os membros se apoiam mutuamente na busca por emprego e moradia. No entanto, o acolhimento encontra barreiras fora dos templos. A pregadora dominicana Josefa Nava, de 78 anos, já foi multada por evangelizar em espaços públicos, algo que, segundo ela, não ocorreria com membros da igreja católica.

Marcelo de Moura, brasileiro e cooperador da Deus é Amor em Madri, narra ter sofrido rejeição de colegas de trabalho após sua conversão, devido a mudanças percebidas em seu comportamento e discurso. O pastor Gilberto Miranda atribui essas experiências a uma persistente ideia de “superioridade europeia” e a uma visão de “terceiro mundo” em relação a imigrantes.

A relação histórica entre protestantismo e a sociedade espanhola, consolidada como reduto católico e com um passado de perseguições a protestantes desde o século XV, agrava as tensões. Durante o franquismo, práticas evangélicas foram proibidas. A liberdade religiosa só foi plenamente restabelecida com a transição democrática.

Kenny Clewett, cofundador da Hello World, organização que apoia migrantes, aponta que a composição dos evangélicos na Espanha inclui grupos historicamente marginalizados, como a comunidade cigana. Ele descreve a sociedade espanhola como racista, o que leva à exclusão e diminuição de grupos não brancos. Essa dinâmica se reflete em estruturas institucionais, onde migrantes e ciganos têm baixa representação em espaços de decisão.

Apesar da curiosidade de alguns espanhóis não evangélicos, a sociedade tende a impor um afastamento, especialmente no que diz respeito à autoridade espiritual exercida por pessoas não brancas.

Com informações de O Globo

Rússia danifica igreja na Ucrânia com segundo atentado a bomba

Igreja destruída na Ucrânia (Foto: Reprodução)
Igreja destruída na Ucrânia (Foto: Reprodução)

Uma bomba russa danificou, em 25 de abril, pela segunda vez, um prédio de igreja no leste da Ucrânia, o mesmo local onde os dois filhos do pastor foram sequestrados durante um culto, torturados e mortos em 2014.

Uma bomba guiada, provavelmente uma KAB-500S-E, carregando entre 500 e 1.500 kg de explosivos, explodiu muito perto da Igreja Pentecostal da Transfiguração do Senhor em Sloviansk, região de Donbas, às 6h da manhã, causando o desabamento de metade do telhado, além de 80% das portas e todas as janelas.

“A explosão foi tão poderosa que dobrou uma grande parte do telhado e estourou todas as janelas e portas”, disse Mikhail Pavenko ao Christian Daily International. Seu tio, Alexander Pavenko, é pastor na igreja de Sloviansk. “Era uma daquelas bombas planadoras que podem ser lançadas a dezenas de quilômetros de distância. Ela caiu bem perto da igreja, e a onda de choque e os estilhaços causaram bastante estrago.”

Mikhail Pavenko, nascido na Ucrânia e residente em Seattle, nos EUA, desde 1996, além de capelão voluntário em seu país natal, ainda não havia falado com seu tio, mas outros parentes confirmaram o ocorrido.

Não houve relatos de feridos. O mesmo edifício sofreu danos em 2014, quando um bombardeio de artilharia estourou as janelas de um dos lados, no mesmo local.

O atentado ocorre após outro atentado recente contra uma igreja batista em Zaporíjia.

Após o bombardeio em Sloviansk, cerca de 170 fiéis chegaram no final daquele dia para remover os escombros e realizar um culto no dia seguinte, um domingo.

As greves agravam as queixas do pastor da igreja. O pastor Alexander Pavenko perdeu dois filhos, Ruvim e Albert, também pastores, depois que paramilitares apoiados pela Rússia, chamados Exército Ortodoxo Russo, os sequestraram do prédio durante um culto pentecostal em 8 de junho de 2014. Relatos da época afirmavam que os perpetradores os torturaram e mataram, deixando seus restos mortais carbonizados em uma vala comum ao lado dos diáconos da igreja Viktor Brodarsky e Volodymyr Velychko.

Alexander Pavenko, que pregava uma mensagem de perdão em relação aos russos, também perdeu um terceiro filho, Yaroslav Pavenko, capelão da 26ª Brigada de Artilharia, que morreu atingido por fogo de artilharia enquanto entregava ajuda aos soldados que defendiam a Ucrânia em fevereiro de 2023. Ele deixou esposa e uma filha pequena.

Mikhail Pavenko tem três tios que atuam como pastores em Slavyansk e Kramatorsk, cidades perigosamente próximas da linha de frente da batalha.

“Meus tios são pastores em grandes igrejas”, disse ele. “Se os russos se aproximarem, eles [os pastores] precisam ir embora para sua própria segurança. Mas eles estão dizendo: ‘Estaremos com nosso povo até o fim’.”

Mikhail Pavenko disse que os russos lançavam bombas contra igrejas “praticamente todos os dias”, acrescentando: “Não há nada de sagrado para esses caras. É um exército verdadeiramente bárbaro que Putin montou.”

De acordo com o capelão, todo pregador ou capelão protestante representa uma ameaça para os russos.

“Eu sei que eles têm uma lista de ministros. Uma das primeiras coisas que fazem quando entram numa cidade é perseguir os protestantes, porque a igreja não fugiu; a igreja permaneceu e tomou partido pela liberdade e pela democracia.”

Com o rosto claramente marcado pela dor, Mikhail Pavenko relembrou as mortes brutais de seus primos em 2014.

“Eles mataram dois dos meus parentes, torturaram-nos, e dois diáconos também”, disse ele. “Acho que ficaram 11 crianças órfãs e duas viúvas.”

Pavenko disse que sabia da necessidade de perdoar os senhores da guerra sancionados pelo Estado russo que mataram seus primos, mas afirmou: “Eles fizeram uma coisa horrível, uma coisa realmente dolorosa”. Ele achava que alguns dos assassinos já haviam morrido no conflito, mas acrescentou: “Tenho certeza de que alguns ainda estão por aí”.

Pavenko disse que abril foi um mês “particularmente difícil” para os evangélicos ucranianos e outros protestantes. Ele lembrou que os invasores russos incendiaram uma igreja na cidade de Druzhkivka na Páscoa, “uma igreja que visitei uma vez”, e depois mataram um pastor e feriram uma mulher com um golpe em 16 de abril contra uma igreja em Zaporíjia.

“E essas são apenas as igrejas protestantes”, disse ele. “Eu acompanho blogs e canais do Telegram e converso com capelães e pastores regularmente; parece que acontece todos os dias.”

Em abril, ataques militares russos atingiram dois edifícios de igrejas ortodoxas, um em Kherson e outro na região de Donetsk, disse ele.

“Desde 2022, mais de 800 locais de culto e mais de 80 ministros de diversas confissões foram mortos”, disse ele. “São números impressionantes.”

Mikhail Pavenko afirmou que as igrejas estão sendo alvos deliberados com mais frequência do que antes. Luhansk, que está 99 % ocupada pela Rússia, tinha 150 igrejas protestantes de batistas, pentecostais e outras denominações carismáticas antes de 2014, disse ele, acrescentando que nenhuma restou em 2024.

“A única fé que os russos aceitam é a ortodoxia moscovita do patriarca deles, ou uma igreja completamente inferior a eles”, disse ele. “Como resultado, grande parte da população cristã fugiu das áreas ocupadas. Hoje, eles estão por toda a Ucrânia.”

Alguns deixaram o país, mas muitos encontraram refúgio na parte livre da região de Donbas.

“Então eu diria, absolutamente, que é deliberado”, disse Mikhail Pavenoko. “Os russos têm um objetivo chamado ‘Mundo Russo’, onde apenas a sua fé será praticada. Aliás, quando mataram dois dos meus primos em 2014, acusaram-nos de espalhar a ‘fé americana’ e de serem espiões americanos. Esse é um truque antigo que os soviéticos usavam nas décadas de 50 e 60.”

Os ucranianos são resilientes e a igreja está servindo tanto ao povo quanto aos militares, disse ele.

“Eles estão fazendo exatamente o que uma igreja deveria fazer. É um momento incrível, mas também um momento difícil”, disse ele. “Eu vou lá a cada seis meses e os vejo – é quase como se estivessem definhando aos meus olhos. É a angústia, o medo, e eles estão fazendo tudo o que podem para ajudar sua nação, orando e esperando por um milagre.”

A comunidade internacional corre o risco de se tornar insensível aos horrores da invasão à medida que a guerra continua, disse ele, “mas a realidade é que a guerra ainda está em curso, e os russos estão atacando hospitais e escolas”.

A propaganda russa se infiltrou em círculos conservadores nos Estados Unidos e espalhou narrativas falsas que as pessoas acreditaram com muita facilidade “por meio de figuras como Tucker Carlson e outros influenciadores”, disse ele. “Houve muita desinformação russa deliberada para pintar a Ucrânia como a nação que está matando protestantes, o que não é verdade. Eu trabalhei na linha de frente com capelães protestantes, capelães ortodoxos e católicos. Temos o mesmo objetivo.”

Pavenko participou de reuniões na Casa Branca com o Gabinete de Assuntos Religiosos para compartilhar estatísticas, fotos e histórias pessoais sobre “o que a Rússia está fazendo aos fiéis”. Ele acredita que as narrativas falsas sobre a guerra começaram a “perder força”.

“Eu disse a eles: ‘Falem com o presidente Trump. Estes são os fatos.’ São os russos que estão cometendo o genocídio, e não o contrário.”

Pavenoko teme que a guerra esteja tendo um efeito traumático nas crianças, que afetará toda uma geração.

“A guerra impactou as crianças de uma forma muito profunda. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), obviamente. Imagine que você está dormindo e, às duas da manhã, a sirene de ataque aéreo toca e você precisa acordar seus filhos e correr para o porão. E você faz isso por quatro anos. É esse ciclo de medo constante.”

“Isso não acontece apenas na linha de frente – acontece em Kiev, Dnipro e Zaporíjia. Os ataques da Rússia são planejados para tornar a vida insuportável. É algo geracional, e acho que ainda nem arranhamos a superfície desse trauma.”

Colby Barrett, produtor de “A Faith Under Siege”, documentário sobre o sofrimento dos cristãos ucranianos no conflito, já havia filmado no prédio da igreja antes do segundo bombardeio e entrevistou o pastor. Ele está liderando uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar a custear as despesas estimadas em US$ 500.000 com os reparos.

O mais recente atentado demonstrou uma crescente hostilidade do Kremlin contra os cristãos pentecostais, tendo declarado uma suposta “Guerra Santa”, disse Barrett ao Christian Daily International. Ele classificou o ocorrido como um “aumento significativo da perseguição russa às igrejas”.

O produtor de cinema afirmou que o ataque é um bom exemplo do aumento da perseguição a igrejas por parte da Rússia em todo o país, tanto perto da linha de frente quanto na capital, Kiev.

Barrett explicou que o prédio da igreja havia sido uma instalação do Ministério da Cultura da era soviética, “uma espécie de monumento ao ateísmo”, e que ajuda a comunidade local fornecendo alimentos, água potável e suprimentos. O prédio parece mais “um ponto de distribuição de ajuda do que uma igreja”, atendendo às necessidades da comunidade.

“Não é uma igreja grande, mas teve 170 pessoas participando do culto no domingo”, disse ele. “Então, ainda tem cacos de vidro no chão, e eles continuam vindo para adorar. Eu já vi vídeos deles colocando uma nova estrutura no telhado, instalando compensado e coisas do tipo.”

Barrett disse que os batismos estão acontecendo em massa nas igrejas ucranianas, apesar do conflito. Ele admirou como centenas de batismos ainda ocorreram na Igreja Evangélica Spasinnya [Salvação] em Vyshneve, região de Kyiv, depois que dois mísseis Shahed atingiram um estacionamento próximo durante uma conferência de pastores que dedicava um salão de culto com capacidade para 4.500 pessoas em 28 de setembro.

“Isso apenas demonstra a resiliência que esses atentados estão tendo, o efeito oposto na fé”, disse ele.

Na semana passada, a Rússia atacou uma igreja batista na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, durante uma reunião de oração, matando pelo menos uma pessoa, um pastor, e ferindo pelo menos outras oito.

Barrett disse que os fiéis da igreja, após o ataque, “colocaram placas de madeira compensada, pintaram versículos bíblicos impressionantes nelas e voltaram a adorar. A fé e a resiliência dos crentes ucranianos são simplesmente difíceis de compreender.”

O bombardeio da igreja de Sloviansk foi tão intenso que estourou as janelas internas, acrescentou ele.

Barrett disse que o pastor Alexander Pavenko era tão “alegre e radiante” quando o conheceu para o documentário, e “agora ele está limpando cacos de vidro” e se perguntando como remover gesso com resíduos de bombas de roupas destinadas a pessoas em situação de rua.

O pastor Alexander Pavenko é “um grande pilar da comunidade”, segundo Barrett, que afirmou que os soldados ucranianos que guardam Sloviansk decidiram não sair a menos que a igreja deixe o local diante dos ataques russos. Nos territórios ocupados, as autoridades fecharam igrejas que não são controladas direta ou indiretamente pelo Kremlin.

“Existem algumas igrejas simbólicas que têm permissão para se registrar novamente, mas precisam ter um líder leal ao regime”, disse Barrett. “Todos os seus membros precisam ser registrados junto ao governo. Eles precisam registrar o prédio e não podem realizar cultos a menos que haja 30 passaportes russos presentes. Presumivelmente, se houver 30 pessoas com passaporte russo, pelo menos uma delas denunciaria os sermões contra o regime às autoridades.”

O Congresso dos EUA apresentou um projeto de lei bipartidário e bicameral, denominado ” Lei da Guerra da Rússia contra a Fé” , que sancionaria autoridades russas responsáveis ​​por ataques a locais religiosos.

A lei proposta exige que os secretários de Estado e da Defesa apresentem um relatório conjunto sobre os esforços russos para “perseguir, reprimir e violar as liberdades religiosas das comunidades de fé na Ucrânia e nos territórios ocupados pela Rússia”. Exige também que o presidente imponha sanções a estrangeiros envolvidos nessas ações.

“A Rússia persegue e mata pessoas de fé como política oficial em todos os lugares que invade”, disse o deputado Joe Wilson, copresidente do Grupo Parlamentar sobre a Ucrânia, em um comunicado à imprensa. “O criminoso de guerra Putin busca impedir a liberdade de culto de todos os fiéis e esmaga qualquer fé que não seja subserviente à sua igreja estatal e ao corrupto ex-agente da KGB, o Patriarca Kirill, ou que se submeta ao controle repressivo do Estado. Os fiéis nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia são alvos com particular ferocidade. É crucial que combatamos a guerra da Rússia contra a fé.”

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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