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Documentos mostram que Lagoinha Global exigia prestação detalhada das finanças das igrejas locais

André Valadão (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
André Valadão (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Informações obtidas pelo Metrópoles contrastam com declarações de André Valadão após vir à tona uma doação de R$ 19 milhões feita por Fabiano Zettel à Lagoinha Belvedere

Documentos e comunicações internas obtidos pelo Metrópoles indicam que a Lagoinha Global mantinha mecanismos de acompanhamento das finanças de suas igrejas locais. A informação ganhou destaque após a divulgação de que Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, destinou R$ 19 milhões à Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, unidade onde atuava como pastor e presidente.

Após a repercussão do caso, o pastor André Valadão, líder da Lagoinha Global, afirmou publicamente que as igrejas possuem estruturas administrativas e financeiras próprias e que não tinha conhecimento da dimensão dos valores movimentados por Zettel.

Segundo os documentos mencionados pela reportagem, porém, a estrutura central da denominação solicitava informações financeiras detalhadas das unidades. Entre os dados exigidos estavam notas fiscais, extratos bancários e planilhas utilizadas na administração cotidiana das igrejas.

Como funcionava a prestação de contas

De acordo com o material obtido pelo Metrópoles, as igrejas locais precisavam registrar os valores arrecadados durante os cultos, discriminando as diferentes formas de recebimento, como cartão, Pix e dinheiro em espécie.

Também havia exigência de envio de documentos relacionados às despesas das unidades, desde contratos de aluguel até compras de materiais utilizados no funcionamento das igrejas. A reportagem afirma ainda que havia previsão de multa para unidades que deixassem de fornecer determinadas informações.

Os documentos também descrevem um sistema de registro das receitas de cada culto. A chamada “ata de registro” reunia informações sobre a igreja, o culto, a data, o horário e os valores arrecadados. O documento deveria ser assinado pelo pastor responsável, pelo tesoureiro e pelo diácono.

A reportagem também aponta que havia repasses financeiros das igrejas locais para a estrutura da Lagoinha Global e para as respectivas regionais. Segundo os documentos citados, o percentual correspondia a 15% da receita bruta das unidades.

O que André Valadão afirmou

Em manifestação nas redes sociais, Valadão explicou que as unidades da Lagoinha possuem estruturas jurídicas, administrativas e financeiras próprias.

“A Lagoinha hoje está presente em muitas cidades e países. Cada igreja possui sua própria estrutura jurídica, administrativa e financeira. Cada unidade tem sua presidência local, sua contabilidade, suas contas, suas receitas, suas despesas, e a responsabilidade pela administração de tudo. A Lagoinha Global não administra contas bancárias das igrejas locais, não movimenta seus recursos, não participa da gestão financeira de cada igreja. Nosso papel é de cobertura ministerial, discipulado, visão e alinhamento espiritual”.

Valadão também declarou que tinha conhecimento de que Zettel realizava obras e investimentos na unidade de Belvedere, mas afirmou que desconhecia a dimensão dos valores envolvidos.

“O que não tínhamos conhecimento era da dimensão dos valores e das movimentações que agora aparecem nas investigações em todas as matérias que estão sendo divulgadas”.

Em outra declaração, afirmou:

“A Lagoinha Global não recebeu qualquer parte desses recursos feitos nessa obra”.

À reportagem, o pastor também teria afirmado que os recursos de Zettel eram apresentados como investimentos em infraestrutura, e não como doações.

Caso envolve R$ 19 milhões destinados à Lagoinha Belvedere

Fabiano Zettel era pastor e presidente da Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte. A unidade recebeu R$ 19 milhões em recursos atribuídos a ele para obras e estruturação do templo.

Segundo Valadão, Zettel comunicava à liderança da Lagoinha Global que estava realizando investimentos e melhorias no imóvel. A dimensão das obras, segundo o pastor, era visível.

A situação ganhou repercussão no contexto das investigações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, cunhado de Zettel.

Valadão afirmou que Zettel foi afastado de suas atividades pastorais depois que surgiram informações públicas relacionadas ao caso. Posteriormente, em março deste ano, após a prisão de Vorcaro, as atividades da Lagoinha Belvedere foram encerradas.

Em sua manifestação, Valadão declarou ainda:

“A Lagoinha não compactua com a ilegalidade, não tem interesse em impedir que os fatos sejam esclarecidos”.

Lagoinha diz que recursos da obra tinham tratamento específico

Em resposta às informações, a Lagoinha Global afirmou que os repasses regulares à estrutura da denominação são relacionados a contribuições, dízimos e ofertas.

Sobre os recursos destinados à obra da unidade de Belvedere, a instituição afirmou que eles não foram apresentados como provenientes dessas receitas, mas como valores destinados especificamente à construção e estruturação da igreja.

A Lagoinha Global também declarou que não participou da captação ou movimentação desses recursos e não recebeu percentual sobre eles. Segundo a instituição, diante das informações posteriormente divulgadas, seu setor de compliance determinou uma auditoria para verificar os valores, a aplicação dos recursos e os procedimentos adotados.

O episódio coloca em discussão a relação entre a autonomia financeira das igrejas locais e os mecanismos de prestação de contas existentes dentro da estrutura da Lagoinha Global. Os documentos citados pelo Metrópoles mostram a existência de exigências detalhadas de acompanhamento financeiro, enquanto Valadão sustenta que as unidades possuem administração própria e que a liderança global não tinha conhecimento da dimensão dos valores movimentados por Zettel.

Petição pede renúncia da arcebispa de Canterbury após premiação de clérigo muçulmano

Hafiz Muhammad Tahir Mehmood Ashrafi, retratado ao lado de sua esposa, recebendo a homenagem da Arcebispa de Canterbury no 25º aniversário do 11 de setembro de 2026. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Hafiz Muhammad Tahir Mehmood Ashrafi, retratado ao lado de sua esposa, recebendo a homenagem da Arcebispa de Canterbury no 25º aniversário do 11 de setembro de 2026. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Críticas à gestão da arcebispa de Canterbury ganham força após a entrega de um prêmio a um clérigo que já elogiou Osama bin Laden

Uma petição online que exige a renúncia da arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, ultrapassou a marca de 3.700 assinaturas. O movimento ganhou tração após a líder da Igreja da Inglaterra conceder o Prêmio Hubert Walter de Reconciliação e Cooperação Inter-religiosa ao clérigo Hafiz Muhammad Tahir Mehmood Ashrafi no dia 11 de setembro de 2026, data que marcou o 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro.

A escolha do premiado gerou indignação devido ao histórico do clérigo, que em 2007 teria se referido a Osama bin Laden com um título de honra islâmico, algo interpretado por críticos como um endosso ao mentor dos ataques. Embora o representante de Ashrafi conteste a interpretação de suas declarações passadas, a Igreja da Inglaterra decidiu retirar o prêmio cerca de uma semana após a entrega.

Questionamentos sobre diligência e falhas de proteção

A criadora da petição, Emma Ash, sustenta que o episódio expõe lacunas profundas nos processos de avaliação e responsabilidade institucional. Segundo a organizadora, a controvérsia sobre a premiação se soma a uma série de preocupações preexistentes em relação à gestão da arcebispa, especialmente no que diz respeito ao tratamento de denúncias de abuso e falhas de salvaguarda durante o período em que ela atuou como bispa de Londres.

O documento cita casos específicos que teriam ocorrido sob sua liderança anterior, incluindo o contexto da morte do padre Alan Griffin, em 2020. Griffin foi alvo de investigações internas mesmo sem acusações formais, um processo descrito por apoiadores como o resultado de alegações falsas de natureza sexual que culminaram em sofrimento prolongado.

A petição destaca o relato de Michelle Burns, ex-membro da equipe de salvaguarda da Diocese de Londres, sobre os danos causados por falhas estruturais. “Mais pessoas morrerão. Mais pessoas ficarão doentes. E eles já estão com sangue em suas mãos”, pontuou a peticionária ao manifestar a insatisfação com a condução dos casos pela alta hierarquia da igreja.

O abaixo-assinado reforça que a autoridade moral exigida pelo cargo foi seriamente comprometida. A expectativa dos signatários é que o comando da instituição enfrente um escrutínio maior sobre como as denúncias de sobreviventes e os erros institucionais são tratados pela liderança atual da Igreja da Inglaterra.

Série de ataques deixa ao menos nove mortos em comunidades rurais na Nigéria

Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)
Cristãos durante culto na Nigéria (Foto: World Watch Monitor)

Violência recorrente na região de Plateau atinge fiéis e trabalhadores em um fim de semana marcado por tragédias e insegurança generalizada

Pelo menos nove pessoas foram mortas em uma série de ataques realizados por criminosos em comunidades rurais do estado de Plateau, na Nigéria, durante o último fim de semana. Entre as vítimas está um pastor, executado na manhã de domingo enquanto se dirigia a um culto religioso na área de Dorowa Babuje, situada na região de Barkin Ladi, conforme noticiado por meios locais.

A ofensiva violenta teve início na noite de sábado, quando cinco passageiros que viajavam a trabalho como diaristas foram assassinados a caminho de Gana-Ropp. Líderes comunitários relataram a recuperação dos corpos e reforçaram o apelo por intervenções imediatas das forças de segurança. “Nós evacuamos os cadáveres de cinco pessoas de Gana-Ropp. Eram passageiros que viajavam como trabalhadores”, relatou o líder juvenil local, Ukasha Garaba.

Outras localidades também foram alvos de ações violentas. Em Riyom, uma mulher foi morta em Baten Wereng, enquanto outra vítima perdeu a vida em Ratyidi. Além disso, relatos indicam que ataques foram registrados nas fazendas de Dorowa Maranba e no eixo de Kantoma, onde animais foram levados ou mortos na madrugada de domingo.

Críticas à eficácia da segurança pública

Organizações comunitárias expressaram indignação diante da recorrência dos episódios. Representando o grupo étnico Berom, Rwang Tengwong exigiu uma resposta rigorosa das autoridades. “Nós condenamos esses ataques nos termos mais fortes e pedimos às agências de segurança que reforcem urgentemente sua presença nas comunidades afetadas. O assassinato de pessoas inocentes deve parar”, declarou o porta-voz.

O cenário de insegurança no estado de Plateau, localizado no cinturão médio nigeriano, persiste há mais de duas décadas. Embora o governo tenha estabelecido a força-tarefa chamada Operation Safe Haven em 2010, composta por diversos ramos das forças armadas e polícia, os residentes continuam vivendo sob constante temor. Lideranças locais apontam que as medidas adotadas até o momento foram insuficientes para interromper os ciclos de violência, que já resultaram em milhares de mortes e no deslocamento forçado de dezenas de milhares de habitantes ao longo dos anos.

Pesquisa aponta que oito em cada dez religiosos rejeitam política na igreja

Urna eletrônica e a Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução/IA)
Urna eletrônica e a Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução/IA)

Pesquisa indica que a grande maioria dos brasileiros rejeita discussões políticas dentro de igrejas e templos religiosos

Um levantamento inédito realizado pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em parceria com a Quaest revela um distanciamento entre a base de fiéis e as lideranças no que diz respeito à política. Conforme os dados, oito em cada dez brasileiros posicionam-se contra a introdução de temas eleitorais nos espaços de culto, um sentimento compartilhado de forma equilibrada entre católicos e evangélicos. O estudo, que compõe a série de reportagens “Fiel da balança”, da Folha de S.Paulo, ouviu 15 mil pessoas em todo o país.

A resistência popular é expressiva: nove em cada dez entrevistados rejeitam a presença de candidatos dentro de suas instituições religiosas. Mesmo com o cenário de desaprovação, a prática de tentativa de orientação de voto por parte de pastores foi registrada, com 11% dos consultados afirmando terem recebido indicações de apoio ao então presidente Jair Bolsonaro em 2022, enquanto 5% relataram ter sido direcionados a Luiz Inácio Lula da Silva.

A dinâmica das lideranças e o papel das redes sociais

Para a antropóloga Lívia Reis, coordenadora da pesquisa, a influência política no ambiente religioso não ocorre de maneira uniforme ou por submissão direta. A especialista destaca que, embora o voto não seja homogêneo, a igreja funciona como uma rede de confiança onde informações circulam, inclusive via grupos de WhatsApp.

“Não se trata de o pastor mandar e o fiel obedecer. Na pesquisa, os evangélicos aparecem mais engajados religiosamente do que outros grupos, e a igreja é uma rede de confiança.”

Além da pressão presencial, o debate tem migrado para o ambiente digital. O levantamento aponta que, embora apenas uma minoria participe de grupos religiosos nas redes sociais, aqueles que estão presentes testemunham alta circulação de conteúdos políticos. Aproximadamente 48% dos usuários veem frequentemente posts políticos no Facebook e 34% no WhatsApp dentro de comunidades religiosas.

Perspectivas e mudanças nas estratégias de campanha

O cenário atual indica uma mudança na forma como a religião é utilizada na arena pública. Se antes a estratégia se limitava ao púlpito, hoje o foco se expande para a defesa de valores morais, frequentemente reverberados por influenciadores cristãos e políticos em grandes atos públicos.

A pesquisadora Brenda Carranza observa que a atuação política nas igrejas está se tornando mais focada em pautas identitárias do que em indicações diretas de candidatos das próprias denominações.

O impacto dessa interferência tem gerado consequências práticas, como o desligamento de membros que se sentem desconfortáveis com a politização de seus altares. Para muitos fiéis, como aponta a análise do Iser, a vivência da fé deve permanecer desvinculada de alianças partidárias, mantendo a esfera da espiritualidade como um domínio independente das escolhas eleitorais.

Edir Macedo e TV Record são condenados por falas homofóbicas em programa natalino

Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)
Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)

Tribunal aumenta indenização por danos morais coletivos após declaração considerada homofóbica em especial de Natal transmitido pela emissora

O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) condenou o bispo Edir Macedo e a TV Record ao pagamento de R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos. A decisão, tomada na última terça-feira (15), reavaliou os recursos das partes e elevou os valores fixados anteriormente, mantendo o entendimento de que uma fala proferida durante um especial natalino em 2022 configurou estímulo à intolerância contra a população LGBTQIA+.

A sentença de segunda instância ampliou a condenação individual de Edir Macedo, que passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, enquanto a da Record subiu de R$ 300 mil para R$ 500 mil. O montante será revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O processo foi iniciado por entidades como o Nuances, a Aliança Nacional LGBTI+, a ABRAFH e o Ministério Público Federal.

Durante a transmissão de 24 de dezembro de 2022, o líder religioso associou a homossexualidade a comportamentos negativos ao afirmar que ninguém nasce homossexual. O conteúdo, que chegou a ser retirado do ar por determinação judicial, foi alvo de críticas de representantes das organizações autoras da ação.

“A fala não foi feita numa conversa privada, que por si só não afastaria sua gravidade. Ela foi transmitida pela TV Record, uma das maiores concessionárias de televisão de grande audiência com alcance nacional, na véspera de Natal, por um líder religioso que ocupa posição de enorme influência social”

A defesa da TV Record argumentou que a emissora não poderia ser responsabilizada pelo conteúdo, visto que o programa foi transmitido ao vivo, impedindo a edição prévia da fala. Representantes da empresa sustentaram que o material foi removido prontamente assim que a ordem judicial foi efetivada.

Por outro lado, a defesa de Edir Macedo afirmou que o discurso foi retirado de contexto. De acordo com os advogados, a mensagem pretendia promover o acolhimento e o respeito, fundamentando-se em passagens bíblicas. “Onde está o chamado para alguém discriminar uma pessoa homossexual? Onde está a hostilidade? Onde está o estímulo à violência? Isso não está na sentença. A sentença identifica outra coisa: um significado implícito”

A Igreja Universal do Reino de Deus reforçou que é contra qualquer tipo de discriminação e que o bispo prega o respeito a todas as orientações sexuais. Os advogados do religioso declararam que pretendem recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para reverter a decisão. Ainda cabe recurso por parte da emissora e do bispo contra o novo posicionamento do TRF4.

Pastor relata perseguição religiosa e tortura por autoridades do Partido Comunista na China

Pastor chinês Ding Shuqi durante depoimento sobre perseguição religiosa. (Foto: Reprodução)
Pastor chinês Ding Shuqi durante depoimento sobre perseguição religiosa. (Foto: Reprodução)

Relato inédito expõe a realidade da repressão contra cristãos e o uso de métodos de tortura física em centros de detenção chineses

O pastor Ding Shuqi, líder da Early Rain Covenant Church, utilizou o Museu da Bíblia, em Washington, para denunciar o cerceamento das liberdades religiosas promovido pelo Partido Comunista Chinês (PCC). Em sua primeira aparição pública desde que chegou aos Estados Unidos no ano passado, o religioso detalhou a rotina de vigilância, prisões arbitrárias e o sofrimento enfrentado por fiéis que se recusam a subordinar suas crenças ao controle estatal.

Histórico de detenção e métodos de coerção

O testemunho de Ding recordou a operação de 2018 que resultou na sua primeira prisão, período no qual permaneceu cinco meses detido sob acusações de operar negócios ilegais. O pastor descreveu as condições desumanas no cárcere, onde era identificado apenas por um número e submetido a isolamento prolongado. Durante o confinamento, foi forçado a manter uma posição de estresse físico conhecida como “o dragão segurando o pilar”, que consiste em permanecer agachado com mãos e pernas acorrentadas.

“Eu não tinha advogado, não tinha contato com minha família e não tinha Bíblia”, relatou sobre os meses de tortura em que era vigiado constantemente por outros detentos.

A perseguição não cessou com sua liberdade condicional. O pastor informou que membros de sua igreja continuam sendo alvo de batidas policiais, interrupções em cultos domésticos e prisões por atividades simples, como grupos de leitura religiosa. Atualmente, outros líderes da congregação, como Dai Zhichao, Li Yingqiang e Jia Xuewei, enfrentam processos judiciais sob a acusação de incitar a subversão do poder estatal, podendo receber penas de até 20 anos de prisão.

Apelo por direitos fundamentais

Ao abordar o cenário atual, Ding enfatizou que a opressão não é um caso isolado, mas uma política deliberada do Estado chinês contra o movimento de igrejas domésticas. O líder religioso alertou a comunidade internacional que a liberdade de crença é a base para a garantia de todos os outros direitos humanos e convocou líderes mundiais a pressionarem o governo de Xi Jinping pelo fim das violações.

O evento, organizado por coalizões voltadas à liberdade religiosa, antecede a visita oficial do presidente chinês a Washington. Familiares de detentos, incluindo o pastor Wang Yi, que cumpre pena de nove anos desde 2019, articulam junto ao governo americano medidas para a libertação de prisioneiros de consciência no país.

Pastor batista é assassinado por militares em Mianmar

Bandeira de Mianmar (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Mianmar (Foto: Canva Pro)

Violência estatal em Mianmar resulta na morte de mais um pastor batista na região de Chin

O assassinato do reverendo Dal Thawn Tuang, de 49 anos, marca o terceiro caso de execução de um líder religioso em apenas três meses e meio no estado de Chin. O pastor foi atingido por três disparos no peito, abdômen e coxa enquanto retornava de deveres religiosos na última segunda-feira, próximo à ponte Kapte, conforme relatórios da International Christian Concern.

A natureza dos ferimentos, confirmada por exames físicos, indica uma ação deliberada e não um evento acidental. O falecimento do religioso, que dedicou 22 anos de sua vida à Igreja Batista de Lamzang, gerou comoção na comunidade local, que o homenageou como um servo fiel de Deus durante seu funeral, realizado na quarta-feira.

Escalada de conflitos e perseguição religiosa

O cenário de instabilidade em Mianmar tem provocado um rastro de destruição contra a comunidade cristã, com mais de 340 igrejas e propriedades atingidas desde o golpe de Estado de 2021. Organizações de defesa dos direitos humanos apontam que, entre 2022 e 2025, 149 cristãos foram mortos e 218 permanecem presos.

O presidente da International Christian Concern, Shawn Wright, classificou o episódio como parte de uma tendência preocupante de violência. Em paralelo, lideranças do Burma Research Institute descrevem a situação como crimes contra a humanidade e crimes de guerra, instando instâncias internacionais a reconhecerem a gravidade da repressão sistêmica.

Relatos de fontes locais divergem sobre a autoria imediata dos disparos, mencionando a possibilidade de envolvimento de prisioneiros militares que escaparam de custódia na área de Tiddim. Independentemente da autoria específica, a região enfrenta um cerco militar que já resultou no deslocamento de populações inteiras e na destruição deliberada de infraestruturas religiosas, como observado na área de Thantlang, onde 21 das 22 igrejas locais foram devastadas.

Crescimento do cristianismo evangélico atrai jovens e minorias no Reino Unido

Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)

Uma nova onda de crescimento demográfico está transformando o cenário da fé cristã em território britânico

O cristianismo evangélico no Reino Unido apresenta um perfil mais jovem, etnicamente diverso e predominantemente masculino quando comparado à população geral. Os dados constam no… (Continue lendo clicando aqui)

Prática religiosa e leitura bíblica reduzem dificuldade em perdoar

Mãos dadas (Ilustração)
Mãos dadas (Ilustração)

Estudo revela conexão entre engajamento com a fé e a capacidade de superação pessoal

Pesquisas conduzidas pela American Bible Society (Sociedade Bíblica Americana) indicam que a prática ativa da fé cristã e a leitura frequente da Bíblia estão diretamente relacionadas a uma menor dificuldade no exercício do perdão, tanto para consigo mesmo quanto para com terceiros. As descobertas integram a sexta edição do relatório State of the Bible: USA 2026, com base em… (Continue lendo clicando aqui)

Metade dos evangélicos lê a Bíblia diariamente, revela pesquisa nacional

Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)
Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)

Estudo detalha como evangélicos brasileiros integram a prática da fé, o uso de tecnologias e a leitura das Escrituras na rotina diária

Uma análise inédita com quase 15 mil fiéis em todas as regiões do País aponta que a maioria absoluta mantém um ritmo constante de devoção. Segundo a Pesquisa Evangélica Nacional 2026, desenvolvida pelo Instituto Valentes Intel, 50,4% dos entrevistados realizam a leitura da Bíblia todos os dias. O levantamento também indica que 85,1% dedicam tempo à oração diariamente, enquanto 85,5% marcam presença em cultos semanalmente.

Para compor o retrato desse segmento religioso, o estudo utilizou uma base de 14.933 participantes, cujos dados foram ponderados pelo método Raking, tomando como base o Censo Demográfico 2022 do IBGE e a PNAD Contínua 2024. A investigação abrangeu diversos aspectos, como valores, comportamento, participação política e hábitos de consumo de mídia.

Preferência pelo formato físico e consumo digital

Apesar da forte presença de ferramentas tecnológicas, a Bíblia impressa mantém a preferência entre os leitores. Cerca de 68% dos participantes optam pelo formato físico, enquanto 25,5% utilizam aplicativos. Em contrapartida, o ambiente digital é amplamente utilizado para outros fins, com 66,3% dos evangélicos declarando consumir conteúdo cristão via internet todos os dias.

A metodologia buscou compreender a relação entre os fiéis e as transformações da sociedade contemporânea. Daniel Caldeira Portugal, CEO do Instituto Valentes Intel, ressalta a importância de analisar tais métricas para o fortalecimento das instituições. “Esta pesquisa oferece à igreja brasileira a oportunidade de se enxergar a partir de dados.”

A iniciativa pretende auxiliar lideranças e organizações a terem uma visão mais precisa sobre as necessidades e os comportamentos do público atendido. O trabalho técnico do instituto integra inteligência de dados, tecnologia e o conhecimento aprofundado da realidade evangélica brasileira.

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