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Pastor deixa a prisão mas será deportado do Quirguistão

O Rev. Pavel Shreider no início do julgamento no Tribunal Distrital de Birinchi May (Pervomaisky), Bishkek, Quirguistão, em 17 de abril de 2025. | Vera Shreider-Forum 18
O Rev. Pavel Shreider no início do julgamento no Tribunal Distrital de Birinchi May (Pervomaisky), Bishkek, Quirguistão, em 17 de abril de 2025. | Vera Shreider-Forum 18

Em 25 de março, o Supremo Tribunal do Quirguistão ordenou a libertação do pastor Pavel Shreider da prisão, alterando sua sentença para uma multa equivalente a três meses de salário. Ele tem agora até 30 dias para pagar a multa antes de ser deportado.

Shreider, de 66 anos, é o pastor da agora extinta Igreja Adventista do Sétimo Dia da Verdadeira e Livre Reforma. A igreja, que não tem nenhuma ligação com os Adventistas do Sétimo Dia dos Estados Unidos, surgiu durante o regime soviético como parte do movimento reformista do país.

A igreja não solicitou o registro estatal. Isso é passível de multa, liquidação ou prisão. Um relatório do Forum18 de 2024 constatou que muitas pequenas igrejas evitam o registro porque “muitas pessoas não querem se identificar perante o regime como fundadoras de uma comunidade religiosa”.

No início de 2024, a polícia secreta do Comitê de Segurança Nacional (CSN) prendeu Shreider e vários membros da igreja por seu envolvimento em atividades religiosas ilegais. Mais tarde naquele ano, em setembro, enquanto estava sob custódia, Shreider foi transferido para a unidade médica da prisão para receber tratamento para lesões cerebrais.

“Recebi socos na cabeça, no peito e chutes nas costas por cinco policiais”, escreveu ele em uma queixa de novembro. “[Eles] me bateram com um cano de ferro para me forçar a confessar que cometi crimes.”

Shreider agora aguarda deportação. O Conselho de Segurança Nacional revogou seu passaporte russo e ele terá que pagar uma multa que cobrirá os custos da deportação.

“Eles estão mantendo-o sob vigilância”, disse uma pessoa próxima a Shreider ao Forum 18. “Ele não pode ficar aqui [no Quirguistão].”

Entretanto, as autoridades não ordenaram a deportação da esposa de Shreider, mas ela irá embora com ele, afirmou a família dele.

O Quirguistão ocupa a 40ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, que classifica os países mais perigosos para ser cristão.

Folha Gospel com informações de ICC

Por que a Páscoa é tão perigosa para os cristãos perseguidos?

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

A Páscoa é uma das celebrações mais significativas do calendário cristão. Ela recorda a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, o centro da fé cristã. No entanto, para milhões de cristãos que vivem sob perseguição religiosa, esse período se torna também um momento de alto risco, marcado por ataques, ameaças e violência crescentes.

Durante a Semana Santa, especialmente no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão e no Domingo de Páscoa, extremistas costumam aproveitar a grande concentração de fiéis reunidos nas igrejas para realizar ataques. Em diversos países, igrejas adotam medidas de segurança ou até cancelam cultos para preservar vidas.

O que é a Páscoa?

A Páscoa nasce como um memorial instituído por Deus quando o povo de Israel é liberto da escravidão no Egito (Êxodo 12). Na Nova Aliança, a celebração ganha significado pleno em Jesus Cristo: 

  • Ele celebra a Páscoa com os discípulos (Mateus 26; Lucas 22).
  • É identificado como o Cordeiro Pascal (1Coríntios 5.7). 

Assim, para os cristãos, a Páscoa representa libertação, redenção e nova vida

A celebração não se resume a um único dia, mas um período composto por três momentos centrais da fé.  

Domingo de Ramos marca a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e dá início à Semana Santa, quando igrejas ao redor do mundo recebem mais fiéis para celebrações e vigílias.  

Sexta‑Feira da Paixão relembra a crucificação de Cristo, um dia de reflexão profunda, em que muitas comunidades se reúnem para cultos especiais.  

Já o Domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Jesus, o ápice da fé cristã, e reúne o maior número de pessoas nas igrejas. 

O ataque de Páscoa em massa mais recente (Jos, Nigéria, 2026)

No dia 29 de março de 2026, durante o Domingo de Ramos, homens armados invadiram a comunidade cristã de Angwan Rukuba, na região de Jos, estado de Plateau.

Eles atiraram indiscriminadamente contra moradores reunidos em uma área conhecida da comunidade na Nigéria. O ataque resultou em pelo menos 30 mortos confirmados. Após o atentado, o governo decretou toque de recolher de 48 horas.

Qual foi o ataque de Páscoa mais letal já registrado? (Sri Lanka, 2019)

Em 21 de abril de 2019, o Sri Lanka sofreu o pior ataque de Páscoa já registrado: 259 mortos e 500 feridos. O atentado foi realizado por sete homens-bomba em três igrejas e três hotéis.

Outros ataques significativos relacionados à Páscoa 

Entre 2013 e 2019, diversos países registraram episódios de violência contra cristãos durante o período da Páscoa.  

  • Um oficial muçulmano avançou com um veículo contra uma passeata cristã, matando 13 pessoas (Nigéria, 2019).
  • Agressões a pastores e invasões de igrejas (Índia, 2018).
  • Extremistas armados atacaram uma congregação durante o culto (Paquistão, 2018).
  • Um cristão foi baleado após o culto de Páscoa e veículos de uma igreja foram incendiados (Nepal, 2017).
  • Mais de 40 mísseis atingiram uma área residencial cristã na Síria, matando mais de 20 pessoas – muitas delas crianças (Síria, 2015).
  • Uma sequência de ataques atingiu igrejas e ceifou dezenas de vidas durante o período pascal (Paquistão, entre 2013 e 2015).

Esses episódios revelam que, em muitos lugares, celebrar a Páscoa continua sendo um ato de fé que pode custar a própria vida.

O legado de fé dos mártires da Igreja Perseguida

Cristãos que vivenciam ataques violentos são marcados pelo resto da vida. Mas, surpreendentemente, essa experiência pode transformar de maneira positiva sua forma de viver. Verl perdeu um terço da família no ataque de 2019 no Sri Lanka, mas continua a falar sobre quão bom Deus ainda é.

“Perder alguém machuca. Mas eles não foram mortos, foram semeados, afinal, o sangue dos mártires é a semente da igreja. Meu filho, irmã e cunhado morreram, mas serão ressuscitados com Jesus naquele dia. Deus é bom. Deus é grande. Meu filho foi meu por 13 anos, mas ele é do Senhor para sempre”.

Girija, uma cristã dedicada, sofreu ferimentos graves e faleceu uma semana após o ataque de 2019 no Sri Lanka. Ela costumava ler a Bíblia todos os dias para a família. Apesar de ter partido, seu testemunho de fé impactou seu marido, Prashant.

Antes da explosão, Prashant prometeu para a esposa que algum dia iria à igreja, mas não houve tempo para cumprir sua palavra:

“Foi o desejo final dela. Quando estou na igreja, dói porque lembro que perdi a oportunidade de adorarmos ao Senhor juntos, como família.”

Agora, Dukashini, filha de Girija e Prashant, realiza a leitura. Hoje, ele não apenas ouve, mas acredita nas Escrituras. Eles frequentam a igreja regularmente, uma resposta às orações de Girija.

Como a Portas Abertas apoia sobreviventes de ataques de Páscoa?

Além da ajuda prática para as famílias atingidas pelos ataques, a Portas Abertas, por meio de seus colaboradores e parceiros locais, acompanhou, visitou, orou e enviou cartões de encorajamento.  

Além da ajuda espiritual, famílias cristãs foram apoiadas pela Portas Abertas, como a de Prashant, que precisou criar sozinho quatro filhos com idades entre três e 16 anos e recebeu ajuda para conseguir um tuktuk – um pequeno táxi de três rodas comum na Ásia – para trabalhar. O apoio foi essencial para a sobrevivência deles.  

Outras famílias receberam da Portas Abertas caixas de cuidado, contendo: 

  • materiais de arte;
  • geleias;
  • biscoitos;
  • objetos diversos;
  • cartões de encorajamento; 
  • e uma cópia do livro Permanecendo Firme Através da Tempestade na língua local.  

“Nenhum cristão perseguido deve se sentir sozinho. Vamos continuar ao lado deles o quanto precisarem”, declarou Sunil, colaborador no Sri Lanka.

Um com eles: um espírito, uma fé

Ao sabermos o que nossos irmãos enfrentam em todo o mundo, precisamos colocar em prática o que Paulo nos ensina em Efésios 4. Somos um corpo, unidos pela fé. Somos confrontados e encorajados pelos testemunhos dos sobreviventes e familiares das vítimas de ataques ocorridos no mês da Páscoa.

Essas histórias nos motivam a continuar depositando nossa plena confiança em Deus, que é nosso refúgio e auxílio em meio às adversidades. E, da mesma forma que recebemos consolo, aliviar aqueles que estão em tribulações. Mas como fazer isso?

Interceda

  • Ore por força e proteção para os cristãos que celebram a Páscoa sob risco.
  • Louve a Deus pelos que foram alcançados pela mensagem da cruz onde parecia impossível.
  • Peça que o testemunho da ressurreição lembrado na Páscoa fortaleça e renove a fé deles.
  • Clame por um encontro com Cristo que transforme os que hoje perseguem.

Contribua

Durante o mês da Páscoa, doe para os projetos de ajuda emergencial da Portas Abertas e ajude aqueles que seguem a Jesus custe o que custar onde a necessidade é mais urgente.

Fonte: Portas Abertas

Ressurreição de Jesus: os argumentos que afastam a hipótese de fraude

Túmulo de Jesus Cristo vazio (Foto: Canva Pro)
Túmulo de Jesus Cristo vazio (Foto: Canva Pro)

A ressurreição de Jesus como um evento histórico tem sido um ponto central de debate e reflexão ao longo dos séculos. Enquanto figuras como Luiz Felipe Pondé, em sua análise sobre o “Jesus histórico”, tendem a dissociar a figura do homem que viveu na Terra do Cristo da fé, argumentando que o primeiro foi um mestre carismático que morreu sem ressurreição, outros acadêmicos, notadamente Nicholas Thomas Wright, defendem uma perspectiva distinta.

N.T. Wright, conhecido por sua rigorosa abordagem exegética, questiona a ideia de que a narrativa da ressurreição foi uma invenção posterior para consolidar o cristianismo, propondo que sua natureza problemática a torna mais plausível como um acontecimento real.

O que poderia ter levado o movimento cristão a ganhar força se os relatos sobre a ressurreição contêm elementos que, à primeira vista, parecem contraproducentes? Essa é a pergunta que Nicholas Thomas Wright, historiador e bispo anglicano, propõe para análise. Ele sugere que, se a intenção fosse criar uma narrativa convincente para a época, os evangelistas teriam evitado certos detalhes que minavam a credibilidade do testemunho inicial. Essa abordagem desafia a interpretação de que a crença na ressurreição foi uma mera “construção social”.

O testemunho feminino e a fragilidade da “construção social”

Uma das evidências apresentadas por N.T. Wright para sustentar a historicidade da ressurreição é o protagonismo das mulheres como primeiras testemunhas. No contexto cultural e legal do primeiro século, o testemunho feminino não possuía validade em tribunais judaicos. Se os seguidores de Jesus tivessem arquitetado uma história para obter aceitação, seria improvável que atribuíssem o papel principal de sua “prova” a um grupo com tão pouca credibilidade social e jurídica.

Essa escolha narrativa, segundo Wright, enfraquece a tese de que os relatos foram criados para persuadir as massas. A inclusão de mulheres como as primeiras a presenciar o evento sugere uma fidelidade aos acontecimentos, mesmo que estes fossem desafiadores para a aceitação da mensagem.

Desafios culturais e teológicos à ressurreição

Wright também aborda as dificuldades que a mensagem da ressurreição enfrentou em diferentes contextos culturais. Para os gregos e romanos, a ideia de uma ressurreição corporal era vista com forte desprezo. Sua valorização da vida espiritual contrastava com a rejeição do corpo físico, tornando a concepção de um indivíduo ressuscitado algo impensável.

Por outro lado, dentro do pensamento judaico, embora houvesse crença na ressurreição, esta era concebida como um evento coletivo, restrito ao juízo final. A afirmação de que um único indivíduo havia ressuscitado no meio da história representava um desvio radical da ortodoxia judaica, tornando a mensagem cristã profundamente contracultural em ambos os cenários.

Movimentos messiânicos e o padrão de dispersão

Outro ponto levantado por Wright é o padrão histórico dos movimentos messiânicos do primeiro século. Diversos líderes surgiram na época alegando serem o Messias, mas sua execução geralmente resultava na rápida dispersão de seus seguidores. O caso de Jesus, no entanto, apresenta uma anomalia: seus discípulos não se dispersaram; pelo contrário, o movimento cresceu e se consolidou.

Essa persistência e crescimento pós-crucificação, contrariando o padrão observado em outros movimentos semelhantes, é apresentada como um indicativo da força da crença na ressurreição, que transcendeu a derrota aparente da crucificação.

Wright e a ameaça da ressurreição

N. T. Wright é descrito não como um crente fundamentalista, mas como um pensador crítico. Ele argumenta que a pergunta crucial não é quem desejava a ressurreição de Jesus, mas sim quem se sentia ameaçado por ela.

Sua visão sugere que aqueles que se beneficiam de uma ordem onde os poderosos e inescrupulosos detêm a última palavra se sentiriam abalados por uma realidade onde tal poder é desafiado.

A referência a Oscar Wilde na peça “Salomé”, onde o rei Herodes proíbe Jesus de ressuscitar, ilustra essa ideia.

Na peça, o rei Herodes, ao ouvir que Jesus havia ressuscitado, diz: “Eu o proíbo de ressuscitar. Achem esse homem e digam isso a ele”. Na cena seguinte, Herodes, com raiva, pergunta: “Onde está esse homem?”. O centurião responde: “Ele está em toda parte, mas é difícil encontrá-lo”.

A ânsia de Herodes em impedir o evento reflete o temor que uma narrativa de ressurreição pode gerar em estruturas de poder estabelecidas, evidenciando que a crença em um evento que desafia a morte e a injustiça representa uma força subversiva para aqueles que se sentem ameaçados por ela.

Texto baseado no artigo do doutor em sociologia pela USP, Valdenei Ferreira, escrito para a Folha de S.Paulo

Televangelista Paula White compara Trump a Jesus durante almoço de Páscoa, gerando críticas

A televangelista Paula White-Cain, ladeada pelo presidente Donald Trump e pelo pastor sênior da Primeira Igreja Batista de Dallas, Robert Jeffress, discursa durante um almoço privado de Páscoa na Casa Branca em 1º de abril de 2026. ( Captura de tela/YouTube)
A televangelista Paula White-Cain, ladeada pelo presidente Donald Trump e pelo pastor sênior da Primeira Igreja Batista de Dallas, Robert Jeffress, discursa durante um almoço privado de Páscoa na Casa Branca em 1º de abril de 2026. ( Captura de tela/YouTube)

A televangelista Paula White provocou uma onda de indignação ao comparar o presidente Donald Trump a Jesus Cristo durante um almoço privado de Páscoa na Casa Branca com outros líderes cristãos na quarta-feira.

Em declarações que repetidamente insinuavam ter recebido uma revelação especial do Espírito Santo, White-Cain afirmou que Deus lhe disse para dizer a Trump o quanto ela era grata a ele, de acordo com imagens da cerimônia que foram publicadas pela Casa Branca no YouTube antes de serem retiradas do ar.

“Senti que estava transmitindo o coração de Deus para todos nós, que somos gratos pelo maior defensor da fé que já vimos em um presidente. E o honramos por sua convicção corajosa e inabalável e por sua defesa da liberdade religiosa, aqui na América e em todo o mundo”, disse ela.

Após afirmar que Trump tornou possível o culto a Deus novamente nos Estados Unidos, White-Cain disse que “a força de uma nação vem de Deus Todo-Poderoso”, antes de atribuir as vitórias de Trump tanto a Deus quanto a ele próprio.

“Mas a verdade é que você está aqui por causa de Deus e por sua própria causa”, disse ela a Trump, que a agradeceu discretamente enquanto Robert Jeffress, pastor sênior da Primeira Igreja Batista de Dallas, dava um tapinha em seu braço e dizia: “Amém, isso é muito verdade”.

White-Cain, que trabalha no Escritório de Assuntos Religiosos da Casa Branca e é conselheira espiritual de Trump há muito tempo, comparou sua trajetória política ao sofrimento e à ressurreição de Cristo, mesclando a mensagem do Evangelho com o sucesso temporal de Trump.

“Jesus nos ensinou muitas lições através de Sua morte, sepultamento e ressurreição. Ele nos mostrou que grande liderança e grande transformação exigem grande sacrifício. E, Sr. Presidente, ninguém pagou o preço como o senhor pagou. Quase lhe custou a vida”, disse ela.

“Você foi traído, preso e falsamente acusado. É um padrão que nosso Senhor e Salvador nos mostrou. Mas não terminou aí para Ele, e não terminou aí para você”, continuou ela.

“Deus sempre teve um plano. No terceiro dia, Ele ressuscitou, derrotou o mal, venceu a morte, o inferno e a sepultura. E porque Ele ressuscitou, todos nós sabemos que podemos ressuscitar. E, senhor, por causa da Sua ressurreição, o senhor ressuscitou. Porque Ele foi vitorioso, o senhor foi vitorioso.”

White-Cain, uma multimilionária que enfrentou acusações de ser uma “falsa profetisa”, foi aplaudida pela plateia ao concluir afirmando acreditar que o Senhor lhe disse para informar ao presidente que “por causa da Sua vitória, você será vitorioso em tudo o que fizer”.

Os comentários de White-Cain provocaram reações extremamente negativas de muitos nas redes sociais, incluindo cristãos, alguns dos quais os consideraram uma tentativa sacrílega de elevar Trump à condição de figura messiânica e, ao mesmo tempo, politizar a Páscoa. Alguns também criticaram os outros líderes cristãos que continuaram a participar da cerimônia.

Rich Raho, um teólogo católico romano, condenou as declarações de White-Cain como “blasfemas” e questionou por que o bispo Robert Barron, um católico romano da Diocese de Winona-Rochester e membro da Comissão de Liberdade Religiosa da Casa Branca, permaneceria em silêncio.

“É impressionante ver um bispo americano ali no palco enquanto Paula White compara Trump a Jesus Cristo”, disse Raho.

O comentarista cultural cristão Jon Root disse : “A herege e líder do Escritório de Fé da Casa Branca, Paula White, comparou a perseguição política do presidente Trump à perseguição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo no almoço de Páscoa. Uma loucura.”

“A principal conselheira espiritual de Trump, Paula White, ensina hoje que Trump foi falsamente acusado e ressuscitou… como Jesus Cristo”, disse Taylor Marshall, um popular autor e podcaster católico romano, que também descreveu as declarações como “insanidade”.

“Nossa, aquele vídeo da Paula White causou uma reação muito negativa na comunidade cristã. Não é de admirar que a Casa Branca tenha removido o vídeo do YouTube”, disse o radialista cristão Erick Erickson.

White-Cain, que tem laços com Trump desde 2002, já causou polêmica no passado com comentários que parecem confundir obediência a Deus com apoio a Trump.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Nicarágua tem aumento das violações da liberdade religiosa, diz relatório

Cristão segura cartaz contra a perseguição religiosa na Nicarágua (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Cristão segura cartaz contra a perseguição religiosa na Nicarágua (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) divulgou um novo relatório alertando para a deterioração da liberdade religiosa na Nicarágua.

O relatório apontou um aumento significativo nas supostas violações da liberdade religiosa, passando de 222 casos em 2024 para 309 casos no ano passado. O grupo afirmou que muitas violações provavelmente não estão sendo denunciadas devido a um “clima de medo” criado pelo governo.

Muitos líderes religiosos na Nicarágua estão sujeitos a “medidas de precaução” que os obrigam a se apresentar semanalmente à polícia e a solicitar permissão para realizar diversas atividades religiosas.

Alguns pastores também foram detidos pela polícia por períodos consideráveis. Além disso, há relatos de que o governo nicaraguense proibiu a entrada de visitantes estrangeiros com Bíblias no país.

Um pastor, Efrén Antonio Vílchez López, foi condenado a 23 anos de prisão sob acusações que grupos de direitos humanos consideram “forjadas”. Seu verdadeiro “crime” seria criticar o atual governo da Nicarágua.

Segundo a organização Portas Abertas, a Nicarágua é o 32º país que mais persegue cristãos no mundo, e a situação se deteriorou significativamente desde 2018, quando ocorreram uma série de protestos antigovernamentais.

A líder Anna Lee Stangl, Diretora de Advocacia e da Equipe das Américas da CSW, afirmou: “Há vários anos, a CSW vem documentando uma deterioração contínua da situação da liberdade de religião ou crença e de outros direitos humanos na Nicarágua. 2025 não foi diferente.

“Embora, de certa forma, o regime tenha mudado suas estratégias – libertando presos políticos para prisão domiciliar em vez de forçá-los ao exílio, por exemplo – seu objetivo principal permanece o mesmo: controlar, cooptar ou eliminar qualquer pessoa que considere uma ameaça à sua autoridade e sobrevivência.”

“A comunidade internacional deve fazer mais para apoiar e fortalecer as vozes independentes no país, incluindo as de grupos religiosos, e, tendo em vista a própria falta de resposta da Nicarágua às comunicações internacionais, deve considerar responsabilizar outros Estados que apoiam o regime.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Páscoa é cancelada na Síria após violência contra cristãos

Cristãos na Síria (Foto: CSW)
Cristãos na Síria (Foto: CSW)

Cristãos na Síria foram forçados a cancelar as celebrações da Páscoa deste ano após um surto de violência sectária durante o fim de semana.

O problema começou na cidade de Suqaylabiyah, supostamente quando dois homens muçulmanos de uma cidade vizinha começaram a importunar mulheres cristãs. Quando os cristãos se indignaram e os expulsaram da cidade, eles voltaram com dezenas de homens em motocicletas, alguns armados.

A multidão violenta teria destruído um santuário local dedicado a Maria e atacado lojas, casas e carros. Alguns membros das forças de segurança teriam participado do ataque.

O atual governo da Síria, apesar de ser dominado por um grupo dissidente da Al-Qaeda, prometeu respeitar os direitos das minorias no país. No entanto, devido à grande quantidade de grupos armados em um país que sofreu mais de uma década de guerra civil, tem tido dificuldades para cumprir essa promessa.

Nessa ocasião, as forças governamentais intervieram com sucesso e frustraram novas tentativas da multidão de atacar a cidade.

No entanto, em consequência da violência, as igrejas Católica, Ortodoxa Grega e Ortodoxa Siríaca confirmaram que as celebrações da Páscoa que haviam planejado não acontecerão mais.

Em um comunicado, a organização Cristãos Sírios pela Paz afirmou: “Conclamamos os sírios de todos os segmentos [grupos religiosos e étnicos] a permanecerem unidos e rejeitarem o sectarismo e a divisão, e apelamos ao governo sírio para que lance uma iniciativa séria de diálogo nacional e acelere o processo de responsabilização e justiça de transição.”

“Encorajamos também as autoridades sírias a promulgarem as leis necessárias para criminalizar o sectarismo e o discurso de ódio.”

O conflito mais amplo no Oriente Médio levou ao cancelamento das celebrações da Páscoa em Israel, onde os cristãos foram submetidos a restrições mais rigorosas pelo governo israelense.

Mervyn Thomas, presidente fundador da Christian Solidarity Worldwide, condenou a violência.

“Encorajamos as autoridades sírias a intensificarem os seus esforços no combate ao extremismo e ao discurso de ódio, e a responsabilizarem todos os envolvidos nos ataques a Suqaylabiyah, especialmente aqueles que fazem parte das suas fileiras”, afirmou.

“Instamos também a comunidade internacional a instar o governo sírio a cumprir a sua obrigação de proteger todos os cidadãos e a produzir melhorias mensuráveis ​​nos direitos humanos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Treze cristãos são presos durante reunião religiosa na Eritreia

Cristãos de joelhos orando em um país que sofre perseguição religiosa. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos de joelhos orando em um país que sofre perseguição religiosa. (Foto: Portas Abertas)

Treze cristãos foram presos pela polícia da Eritreia enquanto participavam de uma reunião de fé em um local não divulgado. A ação ocorreu no dia 15 de março e, segundo informações da organização Portas Abertas, os detidos foram levados para a 5ª delegacia da capital, Asmara.

De acordo com relatos obtidos por parceiros locais, entre os presos está um cristão que já havia passado 15 anos encarcerado no centro de detenção de Mitire e havia sido libertado há menos de um ano — o que evidencia a continuidade das prisões por motivos religiosos no país.

Prisões sem acusação e sem julgamento

Segundo o histórico da Eritreia, os cristãos detidos dificilmente serão formalmente acusados ou levados a julgamento. As prisões por motivos de fé no país costumam ocorrer de forma arbitrária, sem qualquer processo legal.

Nos últimos 24 anos, milhares de cristãos foram presos nessas condições, sem direito a defesa judicial. Alguns chegam a ser libertados, mas apenas após longos períodos de detenção.

Perseguição religiosa é política de Estado

A repressão religiosa na Eritreia se intensificou a partir de 2002, quando o governo proibiu diversas expressões religiosas. Desde então, apenas algumas tradições são oficialmente permitidas, enquanto outras — especialmente reuniões em igrejas domésticas — passaram a ser alvo constante de ações policiais.

Autoridades continuam monitorando e interrompendo encontros religiosos considerados ilegais, prendendo participantes e, em alguns casos, submetendo cristãos a maus-tratos por manterem sua fé.

O país aparece entre os mais críticos para a liberdade religiosa, ocupando a 5ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que classifica nações onde cristãos enfrentam maior nível de hostilidade.

Comunidades afetadas e famílias separadas

As prisões frequentes impactam não apenas os detidos, mas também suas famílias, que ficam sem suporte enquanto aguardam por informações ou eventual libertação.

Diante desse cenário, organizações que acompanham a situação destacam a necessidade de apoio espiritual e humanitário aos cristãos presos e seus familiares, além de apelos por mudanças nas políticas do país.

Fonte: Portas Abertas

Lauren Daigle lança música para série bíblica Casa de Davi

Cantora Lauren Daigle (Foto: Reprodução)
Cantora Lauren Daigle (Foto: Reprodução)

A cantora Lauren Daigle lançou no dia 27 de março sua nova música, “You Lead Me”, faixa que integra a trilha sonora da segunda temporada da série bíblica House of David (Casa de Davi). O lançamento marca mais um passo da artista na conexão entre música cristã contemporânea e produções audiovisuais.

A canção já está disponível nas plataformas digitais e foi apresentada como parte oficial da trilha da série, que retrata a história do rei Davi.

Antes do lançamento, a música havia sido anunciada como um novo projeto da cantora voltado ao universo de produções bíblicas. Com a estreia, a faixa passa a representar um dos destaques musicais da nova temporada da série.

Conhecida por sucessos no cenário gospel internacional, Daigle tem ampliado sua atuação para além dos álbuns e apresentações ao vivo, participando também de projetos ligados ao entretenimento religioso. A inclusão de “You Lead Me” em uma produção bíblica reforça essa tendência de integração entre música e narrativa audiovisual cristã.

A série House of David busca retratar a trajetória de um dos personagens mais conhecidos da Bíblia, e a escolha da artista para compor parte da trilha sonora indica a aposta em nomes consolidados da música cristã para alcançar público global.

O lançamento também evidencia o alcance da cantora, que se mantém como uma das vozes mais influentes da música gospel contemporânea, com presença crescente em diferentes formatos de mídia.

Fonte: Comunhão

Governo Trump é processado por promover cultos cristãos em órgãos federais

Donald Trump discursa após EUA atacar o Irã (Foto: Reprodução)
Donald Trump discursa após EUA atacar o Irã (Foto: Reprodução)

A administração Trump foi alvo de um processo judicial movido pela organização Americans United for Separation of Church and State. A ação judicial questiona o manejo de registros relacionados a encontros de oração cristã, que teriam sido promovidos por oficiais durante o governo.

A organização entrou com medidas legais contra o Departamento de Defesa e o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A alegação central é que as agências teriam retido ilegalmente informações públicas referentes a serviços de oração cristã mensais, organizados pelos então Secretários Pete Hegseth e Lori Chavez-DeRemer.

“O papel do governo federal é servir ao público, não fazer proselitismo”, declarou Rachel Laser, presidente e CEO da Americans United. Segundo ela, os secretários teriam abusado de…

Leia a notícia completa em Tribuna Gospel clicando aqui.

Robert Morris, fundador da Gateway Church, é libertado da prisão

O fundador da Gateway Church, Robert Morris, sendo levado para a prisão em 2 de outubro de 2025 após se declarar culpado de cinco acusações de atos obscenos ou indecentes com uma criança. (Foto: YouTube)
O fundador da Gateway Church, Robert Morris, sendo levado para a prisão em 2 de outubro de 2025 após se declarar culpado de cinco acusações de atos obscenos ou indecentes com uma criança. (Foto: YouTube)

Robert Morris, fundador da Igreja Gateway, foi libertado da prisão do Condado de Osage, em Oklahoma, na manhã de terça-feira, 31 de março, após cumprir uma sentença de seis meses por abusar sexualmente de Cindy Clemishire durante vários anos, a partir da década de 1980, quando ela tinha 12 anos.

O Gabinete do Xerife do Condado de Osage informou que Morris, que também recebeu uma sentença suspensa de 10 anos e terá que se registrar como agressor sexual, saiu da prisão às 00h11 (horário de verão central nos EUA).

Morris foi indiciado em março de 2025 por cinco acusações de atos libidinosos ou indecentes com uma criança por um júri de vários condados em Oklahoma, em conexão com suas ações contra Clemishire, agora com 55 anos, que relatou que Morris começou a abusá-la sexualmente em 25 de dezembro de 1982, quando ela tinha 12 anos, e continuou com o abuso por quatro anos e meio depois disso. Na época, Morris era um evangelista itinerante.

Ele se declarou culpado em outubro passado para assumir a responsabilidade, de acordo com seu advogado, Bill Mateja.

“Ele simplesmente assumiu a responsabilidade por seu crime cometido em meados da década de 1980 e se declarou culpado. Ele se declarou culpado porque queria assumir a responsabilidade por sua conduta. Embora acredite que já tenha assumido a responsabilidade perante Deus há muito tempo — e que a Igreja Gateway tenha sido uma manifestação dessa aceitação — ele prontamente aceitou a responsabilidade perante a lei em virtude de sua declaração de culpa”, disse Mateja ao The Christian Post em um comunicado após a sentença do fundador da igreja em Southlake, Texas.

Morris, que também foi condenado a pagar US$ 270.000 em restituição, ainda enfrenta um processo por difamação movido por Clemishire e pela Igreja Gateway.

Em seu processo por difamação, que foi suspenso aguardando uma revisão por mandado de segurança , Clemishire e seu pai, Jerry Lee Clemishire, estão buscando mais de US$ 1 milhão em indenização, alegando que Morris e os líderes da Igreja Gateway deturparam publicamente o abuso que ela sofreu, descrevendo-o como um “relacionamento” consensual com uma “moça” em vez de agressão sexual contra uma criança, após o abuso ter sido divulgado em 2024.

O pedido de revisão por mandado de segurança foi protocolado em 14 de novembro pelos advogados da Igreja Gateway e seus anciãos independentes, John D. “Tra” Willbanks, Kenneth W. Fambro II e Dane Minor. O pedido surgiu após a juíza Emily Tobolowsky, do Tribunal Distrital do Condado de Dallas, rejeitar uma moção da igreja e dos anciãos para extinguir o processo movido pelos Clemishires, citando a doutrina da abstenção eclesiástica , que estabelece que os tribunais não têm jurisdição sobre assuntos religiosos.

Em 11 de novembro, Tobolowsky também concedeu a moção dos Clemishires para adiamento e produção limitada de provas, a fim de se oporem às moções da Igreja Gateway e dos anciãos para extinguir seu processo judicial com base na Lei de Participação Cidadã do Texas ( TCPA, na sigla em inglês), em audiência pública. A TCPA é uma lei de 2011 que protege os cidadãos de processos judiciais que visam restringir seus direitos garantidos pela Primeira Emenda. A ordem de Tobolowsky sobre a produção de provas levou a Igreja Gateway e os anciãos independentes a solicitarem ao tribunal de apelações, por meio de um mandado de segurança, a suspensão de sua decisão de 11 de novembro, que concedeu a moção dos Clemishires para adiamento e produção limitada de provas.

Ron Breaux, sócio da Haynes Boone e advogado da Gateway Church, insistiu em uma declaração ao The Christian Post após a suspensão do processo que a Gateway Church não deveria fazer parte do processo de difamação movido pelos Clemishires.

“Como afirmamos desde o início, ninguém na atual liderança da Gateway tinha conhecimento do comportamento criminoso de seu ex-pastor, e eles se esforçaram para liderar a igreja com integridade e responsabilidade durante tempos difíceis”, disse ele. “Essas ações — guiadas pela fé, oração e um compromisso inabalável com a comunidade da igreja — são protegidas pela Primeira Emenda contra questionamentos seculares.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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