Alex Reads Tarot, uma popular influenciadora do TikTok conhecida por seu conteúdo sobre leitura de cartas de tarot, revelou ter se convertido ao cristianismo. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais no final de junho, a criadora de conteúdo, que contava com cerca de um milhão de seguidores, anunciou a… (Continue lendo clicando aqui)
Igreja cancela culto por causa do jogo Brasil e divide opiniões
A decisão da Igreja Batista da Praia do Canto (Igreja da Praia), em Vitória (ES), de não realizar um culto em razão de um jogo da seleção brasileira gerou intensa repercussão e debate nas redes sociais. A medida, que suspendeu o encontro religioso para que os fiéis pudessem assistir à partida, levantou discussões sobre os limites entre a prática religiosa e as manifestações culturais no país.
O pastor local, Usiel Carneiro de Souza, explicou a decisão em um comunicado, defendendo-a como uma interpretação da compreensão de culto e da dinâmica comunitária da igreja. Ele rebateu as críticas que viam a suspensão como uma desvalorização do momento religioso, apresentando uma visão particular sobre o significado da reunião cristã.
O pastor Usiel Carneiro de Souza detalhou sua perspectiva sobre o que o culto não é. Ele afirmou que o culto não é um encontro com Deus, pois com Ele nos encontramos diariamente e a qualquer momento, e não é um momento sagrado em si, já que a vida e cada ser humano são sagrados.
“Talvez alguém considere um absurdo que a igreja suspenda um culto por causa de futebol. Bem, isso revela o que é o culto para essa pessoa e o que ele é para nós. Comecemos pelo que ele não é!”, afirmou. “Ele não é um encontro com Deus pois com Ele nos encontramos todo dia e a toda hora. Ele não é um momento sagrado porque sagrada é a vida e cada ser humano. Então, o que ele é? Ele é um encontro entre nós para juntos aprendermos e nos animarmos à fé e às boas obras.”
O líder religioso também mencionou a possibilidade de flexibilização dos encontros e incentivou a participação em outras reuniões. Ele completou o comunicado com um convite para que, nesta quarta-feira específica, os fiéis torcessem pela seleção brasileira e se divertissem, indicando a não realização do culto.
Repercussão e opiniões divididas
Nas redes sociais da igreja, a decisão dividiu opiniões. Comentários críticos expressaram surpresa e desaprovação, como um internauta que questionou a natureza da ministração em uma igreja que cancela culto por futebol, e outro que ironizou: “Primeiro as coisas do mundo, depois as de Deus”.
Por outro lado, houve forte apoio à medida. Fiéis defenderam a decisão como prudente e contextualizada. Um comentário elogiou a atitude, afirmando que é melhor cancelar um culto com participantes desatentos do que realizá-lo sem o devido engajamento. Outro fiel parabenizou o pastor pela coragem, declarando que a igreja é comunidade independentemente do local, dia ou horário. Houve também quem propusesse uma leitura reflexiva, sugerindo que o desafio da geração é o equilíbrio entre comunidade e fundamento.
Visão de outros líderes religiosos
O tema também foi debatido entre líderes evangélicos. O pastor Thiago Barbosa, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Espírito Santo (OPBB-ES), compreendeu que o futebol possui um papel afetivo e cultural significativo no Brasil, e que lideranças enfrentam dilemas legítimos nesses momentos. Ele defendeu a autonomia de cada igreja para tomar essa decisão, considerando a sabedoria da liderança local. Barbosa mencionou que algumas igrejas optaram por transferir o culto para outro dia ou ajustar horários como forma de contornar a queda na presença, considerando essas alternativas válidas. Pessoalmente, ele afirmou que em sua igreja o culto seria mantido no horário habitual.
O pastor e professor Luciano Estevam abordou o assunto sob uma ótica teológica e missionária. Citando a primeira carta aos Coríntios, ele explicou que, na lógica missionária, a igreja deve abrir mão de tudo que possa impedir o recebimento do evangelho. Paulo ensina a adaptação na linguagem, postura e práticas para que o evangelho seja compreendido. Estevam ressaltou que a flexibilidade não compromete a essência da fé e que tudo feito para a glória de Deus, edificação dos crentes e salvação dos perdidos é lícito. Para ele, o ponto central é garantir que a mensagem cristã permaneça acessível sem perder sua essência, focando no objetivo final.
Fonte: Comunhão
Davi Passamani aciona a Justiça para pedir intervenção na administração da Igreja Casa
O cantor e pastor Davi Vieira Passamani moveu uma ação judicial em Goiás contra a Casa Ministério Cristão, a Igreja Casa, empresas associadas ao catálogo Casa Worship e indivíduos ligados à atual administração dessas entidades. A petição, protocolada na Justiça do Estado de Goiás em 25 de junho de 2026, solicita a destituição da diretoria, intervenção judicial, administração provisória, restituição de valores, reconhecimento de confusão patrimonial e responsabilização civil. O processo, registrado sob o número 5579469-60.2026.8.09.0051, tramita na 4ª UPJ das Varas Cíveis e Ambientais de Goiânia.
Davi Passamani figura como autor na ação, enquanto Mariana Lovaglio Dantas Moura, Áthila Moura Barbosa, Giovanna de Almeida Lovaglio, Igreja Casa, CW Produções Ltda, Musical Produções Gospel Ltda e Casa Ministério Cristão aparecem no polo passivo. A petição inicial detalha que Davi foi o fundador da Casa Ministério Cristão, presidindo a entidade de setembro de 2017 a dezembro de 2023, e é descrito como pastor, cantor gospel e figura central na criação e consolidação da igreja.
As informações são do site Fuxico Gospel.
Conforme a versão apresentada à Justiça, Davi renunciou à presidência em 26 de dezembro de 2023, alegando questões familiares, mas afirma ter mantido seu vínculo como membro, fundador e líder espiritual da igreja. A ação judicial alega que, após sua saída, uma reorganização interna teria levado a um controle familiar da estrutura da igreja.
A petição informa que Giovanna de Almeida Lovaglio, ex-esposa de Davi, assumiu a presidência após sua renúncia. Posteriormente, em assembleia de dezembro de 2024, Mariana Lovaglio Dantas Moura teria sido eleita presidente da Casa Ministério Cristão, com Áthila Moura Barbosa ocupando a tesouraria. O documento também aponta a criação, em outubro de 2024, de um novo CNPJ para a Igreja Casa, com o mesmo endereço e funções similares à Casa Ministério Cristão, o que, segundo Davi, configuraria uma nova estrutura.
Um dos aspectos mais críticos da ação refere-se aos direitos econômicos do catálogo Casa Worship. Segundo a petição, uma sentença arbitral de dezembro de 2024 teria reconhecido a Casa Ministério Cristão como titular da marca Casa Worship e recebedora das receitas futuras do catálogo. A CW Produções Ltda seria o veículo operacional para recebimento e tratamento tributário desses valores.
A tese de Davi Passamani é que a CW Produções Ltda não poderia reter as receitas de forma definitiva nem substituir economicamente a Casa Ministério Cristão. A ação sustenta que a Casa Ministério Cristão deveria ser beneficiária de 90% das receitas futuras provenientes da exploração do catálogo, marca, conteúdos e atividades correlatas, com exceção de uma cessão de 10% para honorários advocatícios.
A ação compara demonstrações contábeis da Casa Ministério Cristão entre 2023, 2024 e 2025, indicando uma queda expressiva de receita e uma alteração no resultado financeiro da entidade após a saída de Davi da presidência. Os números apresentados mostram uma receita bruta de R$ 5.585.624,98 e superávit de R$ 1.480.505,08 em 2023, decrescendo para R$ 2.025.328,71 com déficit de R$ 124.191,86 em 2024, e R$ 288.462,52 com déficit de R$ 448.880,46 em 2025.
O balanço patrimonial de 2025 teria registrado R$ 0,00 em caixa e um passivo circulante de R$ 1.107.853,74. Simultaneamente, Davi alega que relatórios da ADA/Warner indicam uma geração líquida de R$ 1.345.633,94 em royalties do catálogo Casa Worship entre janeiro e agosto de 2025, valores que, segundo a ação, não teriam ingressado regularmente na contabilidade da Casa Ministério Cristão.
Em pedido de tutela de urgência, Davi solicita a destituição das atuais diretorias da Casa Ministério Cristão e da Igreja Casa, além de sua nomeação como administrador provisório por 12 meses. Ele também pede que a Justiça determine à Warner Music Brasil Ltda. o depósito judicial de valores em aberto referentes ao catálogo Casa Worship, incluindo royalties, distribuição digital e monetização, exigindo também relatórios mensais de arrecadação desde dezembro de 2024 e demonstrativos financeiros, sob pena de multa diária de R$ 20.000,00.
Adicionalmente, a petição requer a indisponibilidade cautelar de ativos financeiros e bens ligados à CW Produções Ltda. e aos demais envolvidos. É importante notar que a ação apresenta a versão e os pedidos da defesa de Davi Vieira Passamani, sem que haja, até o momento, decisão final de mérito ou manifestação dos réus sobre as alegações apresentadas, estando os pontos sujeitos à análise judicial.
Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel
STJ mantém condenação e Igreja Universal terá de devolver R$ 204 mil a fiel
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação que obriga a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) a devolver R$ 204 mil a uma fiel do interior de São Paulo. A decisão encerra mais uma etapa da disputa judicial ao negar recurso apresentado pela instituição religiosa, preservando o entendimento das instâncias inferiores de que houve vício no consentimento da doadora.
O caso envolve uma mulher que, segundo os autos, realizou diversas doações à igreja entre 2017 e 2018, totalizando R$ 204.500. A autora da ação afirmou que enfrentava um período de extrema fragilidade emocional, agravado pela morte de familiares e por problemas pessoais, contexto que teria sido explorado para incentivá-la a entregar praticamente todo o seu patrimônio.
Na ação, a fiel sustentou que foi induzida a acreditar que, ao realizar as contribuições financeiras, receberia bênçãos espirituais e prosperidade. Ela também alegou que chegou a vender bens e contrair empréstimos para cumprir orientações recebidas durante cultos religiosos.
Justiça reconheceu vulnerabilidade da fiel
Ao analisar o processo, a Justiça paulista concluiu que as doações não decorreram de uma manifestação plenamente livre de vontade. As decisões apontaram que a mulher se encontrava em situação de vulnerabilidade psicológica e emocional, circunstância que comprometeu sua capacidade de decidir de forma autônoma.
Com base nesse entendimento, os magistrados reconheceram a existência de vício de consentimento, fundamento jurídico que permite anular um negócio quando a manifestação de vontade ocorre sob influência capaz de comprometer a liberdade da decisão.
Em razão disso, a Igreja Universal foi condenada a restituir integralmente os valores recebidos da fiel.
STJ rejeitou recurso da Igreja Universal
Inconformada com a condenação, a Igreja Universal recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, buscando reverter a decisão.
Entretanto, o recurso não foi acolhido. A Corte entendeu que a pretensão da igreja exigiria reanálise das provas produzidas durante o processo, procedimento que não é permitido em recurso especial, conforme estabelece a Súmula 7 do STJ.
Na prática, isso significa que o tribunal superior não revisou o mérito da discussão sobre os fatos, mas manteve a decisão das instâncias inferiores por considerar inviável rediscutir as provas apresentadas no processo.
Com isso, permaneceu válida a determinação para que a instituição devolva os R$ 204,5 mil à autora da ação.
Igreja alegou liberdade religiosa e validade das doações
Durante o processo, a defesa da Igreja Universal sustentou que as ofertas foram realizadas espontaneamente pela fiel, dentro do exercício da liberdade religiosa e da livre manifestação de sua fé.
A instituição também argumentou que não houve qualquer coação ou irregularidade na realização das doações, defendendo que as contribuições ocorreram por iniciativa da própria frequentadora.
Esses argumentos, contudo, não convenceram os magistrados responsáveis pelo julgamento do caso nas instâncias ordinárias.
Decisão reforça entendimento sobre proteção ao consentimento
Especialistas observam que a decisão não estabelece qualquer proibição às doações feitas por membros de instituições religiosas. O entendimento judicial ficou restrito às circunstâncias específicas do processo, nas quais foi reconhecido que a autora estava em condição de vulnerabilidade suficiente para comprometer sua capacidade de manifestação livre da vontade.
O caso chama atenção por envolver um dos princípios fundamentais do direito civil: a necessidade de que qualquer ato de disposição patrimonial seja realizado de forma consciente, voluntária e sem influência indevida.
Com a negativa do recurso pelo STJ, a condenação permanece válida, encerrando mais um capítulo da disputa judicial entre a fiel e a Igreja Universal.
Projeto de lei sobre “terapias de conversão” gera reação de líderes cristãos e preocupa igrejas no Reino Unido
Um projeto de lei apresentado pelo governo do Reino Unido para proibir práticas conhecidas como “terapias de conversão” voltadas à orientação sexual e à identidade de gênero tem provocado forte reação entre organizações cristãs, que afirmam que a proposta poderá afetar a liberdade religiosa, o aconselhamento pastoral e até mesmo a atuação de pais na educação dos filhos.
O chamado Conversion Practices Draft Bill, divulgado pelo governo britânico, prevê a criminalização de práticas consideradas abusivas destinadas a mudar ou reprimir a orientação sexual ou a identidade de gênero de uma pessoa. Caso seja aprovado pelo Parlamento, o texto prevê penas que podem chegar a cinco anos de prisão, além de multas e outras medidas de proteção às vítimas.
Segundo o governo, a proposta busca preencher lacunas na legislação atual, que já pune crimes como coerção, violência e abuso, mas não trata especificamente das chamadas práticas de conversão. O projeto também prevê ordens judiciais para proteger pessoas consideradas em risco dessas práticas e afirma preservar o direito a conversas abertas, liberdade de expressão e atendimento médico e psicológico legítimos.
Líderes cristãos afirmam que texto pode atingir pais e pastores
Apesar das garantias apresentadas pelo governo, entidades cristãs demonstraram preocupação com a redação da proposta. Organizações como a Christian Concern argumentam que o texto utiliza definições amplas, capazes de incluir atividades tradicionalmente exercidas por igrejas e famílias cristãs.
Para Paul Huxley, diretor de comunicação da Christian Concern, o projeto representa uma mudança significativa no cenário jurídico britânico.
“Pastores devem esperar o mesmo tipo de tratamento se forem acusados de práticas de conversão. Esse projeto impedirá que as pessoas tenham acesso ao apoio que procuram enquanto buscam essa mudança. Ele será usado para punir pastores e pais por apoiarem pessoas de maneiras normais e responsáveis.”
Segundo a entidade, embora o texto apresente exceções para profissionais da saúde que atuem dentro dos padrões estabelecidos pela profissão, não há uma proteção equivalente para pais ou líderes religiosos que ofereçam aconselhamento baseado em suas convicções bíblicas.
Preocupação com aconselhamento pastoral e oração
Outro ponto levantado por organizações cristãs diz respeito às atividades pastorais desenvolvidas dentro das igrejas.
Andrea Williams, diretora-executiva da Christian Concern, afirmou que o projeto poderá produzir um efeito inibidor sobre o trabalho pastoral.
Segundo ela, a proposta “risks criminalising the gospel” (“corre o risco de criminalizar o Evangelho”), ao colocar sob suspeita práticas como oração, discipulado e aconselhamento espiritual quando relacionados a questões de sexualidade e identidade de gênero.
Williams argumenta que o cristianismo ensina transformação espiritual para todas as áreas da vida e teme que esse princípio passe a ser interpretado como prática ilegal caso o projeto seja aprovado.
Entre os exemplos citados pela organização estão pastores que oram com pessoas que desejam viver de acordo com os ensinamentos bíblicos, pais que orientam seus filhos conforme suas convicções religiosas e igrejas que ensinam a compreensão cristã sobre casamento e sexualidade.
Governo afirma que alvo são práticas abusivas
O governo britânico, por sua vez, afirma que a proposta não pretende restringir a liberdade religiosa nem impedir conversas consensuais sobre fé ou sexualidade.
Segundo a ministra da Igualdade, Olivia Bailey, o objetivo é combater práticas abusivas motivadas pela ideia de que pessoas LGBT precisam ser “corrigidas” ou “curadas”.
Ela declarou que “ninguém deve sofrer abuso simplesmente por ser quem é”, acrescentando que “lacunas legais deixaram pessoas LGBT vulneráveis a essas práticas prejudiciais, razão pela qual precisamos legislar”.
O texto prevê que apenas condutas abusivas destinadas a alterar ou reprimir a orientação sexual ou a identidade de gênero sejam criminalizadas.
Debate divide sociedade britânica
A proposta tem dividido opiniões no Reino Unido.
Organizações de defesa dos direitos LGBT comemoraram a apresentação do projeto, classificando-o como um avanço histórico na proteção de pessoas vulneráveis. Para esses grupos, práticas de conversão causam danos psicológicos e emocionais e não devem ser permitidas, independentemente de ocorrerem em ambientes religiosos ou não.
Já entidades cristãs e grupos ligados à liberdade religiosa defendem que o texto precisa ser alterado para garantir que atividades como oração voluntária, aconselhamento pastoral, discipulado e orientação dos pais não sejam interpretadas como crime.
Projeto ainda será analisado
O projeto divulgado pelo governo é um texto preliminar e ainda passará por um período de consulta pública e análise parlamentar antes de eventual votação.
Até lá, representantes de igrejas, organizações religiosas, entidades de direitos humanos e grupos de defesa da população LGBT deverão apresentar sugestões e questionamentos sobre o conteúdo da proposta.
O debate promete continuar intenso nos próximos meses, envolvendo temas como liberdade religiosa, direitos dos pais, proteção de pessoas LGBT e os limites da atuação do Estado em questões de fé e aconselhamento espiritual.
Folha Gospel com informações de The Christian Today e Christian Daily
Igreja Presbiteriana dos EUA registra queda de quase 27.000 membros e fechamento de 128 igrejas

De acordo com um novo relatório, a Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), a maior denominação presbiteriana dos Estados Unidos, perdeu mais de 26.000 membros e 128 congregações em 2025.
Um “Resumo Narrativo” das estatísticas divulgadas antes da 227ª Assembleia Geral da PCUSA foi enviado por e-mail ao The Christian Post na segunda-feira, mostrando um declínio de 26.845 membros de 2024 para 2025, sendo que o número oficial de membros da denominação era de 1.019.003 no final do ano passado.
O resumo fazia parte do Relatório Estatístico Anual, preparado pelo Gabinete de Estatísticas e Registos em colaboração com os Serviços de Investigação.
Embora a denominação tenha continuado seu declínio de décadas, o relatório descreveu 2025 como seu “período de menor crescimento em uma década”. O número de membros caiu cerca de 2,6% no ano passado, bem abaixo da queda média anual de 4,6% observada nos 10 anos anteriores.
Em relação ao perfil demográfico dos membros, o relatório constatou que 60% tinham mais de 55 anos, incluindo 35% com 71 anos ou mais. Em contrapartida, apenas 4% dos membros tinham 18 anos ou menos.
A denominação também informou ter 8.304 congregações no final de 2025, o que representa 128 a menos do que em 2024. Quase todas essas perdas envolveram dissoluções de igrejas.
A PCUSA informou ter lançado 11 “congregações recém-organizadas” no ano passado, mas também teve 12 congregações que foram “dispensadas e transferidas para outras denominações”, de acordo com o resumo.
Nas últimas décadas, a PCUSA (Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos) viu um declínio acentuado em seu número de membros, caindo de mais de 2,5 milhões em 2000 para pouco mais de 1 milhão no ano passado.
Um dos fatores que contribuíram para o declínio foi a direção teologicamente liberal da denominação, que levou centenas de congregações a se desfiliarem em sinal de protesto.
Em 2010, por exemplo, quando a Assembleia Geral da PCUSA votou a favor de permitir que órgãos regionais ordenassem homossexuais não celibatários, cerca de 300 congregações optaram por deixar a denominação em resposta, formando a ECO: Uma Ordem de Aliança de Presbiterianos Evangélicos, de orientação teológica conservadora.
De acordo com números divulgados em 2012, a PCUSA (Psicologia Presbiteriana dos Estados Unidos) ficou abaixo da marca de 2 milhões de membros em 2011. Na época, o então secretário-geral da PCUSA, Gradye Parsons, afirmou que isso se devia a “pelo menos dois desafios”.
“A primeira e principal necessidade é continuar a intensificar nossos esforços para viver a Grande Comissão e compartilhar as boas novas de Jesus Cristo”, afirmou Parsons. “A segunda é conectar-se com o número crescente de pessoas ‘espirituais, mas não religiosas’.”
Em maio de 2025, a Agência Unificada Interina da PCUSA relatou que a denominação perdeu quase 49.000 membros em 2024, passando de aproximadamente 1,094 milhão em 2023 para aproximadamente 1,045 milhão.
O reverendo Tim Cargal, que supervisionou o relatório, disse ao Presbyterian News Service no ano passado que, no ritmo atual de declínio, a PCUSA terá menos de 1 milhão de membros até o final de 2025.
“Como todos os números ‘marcantes’, esse certamente atrairá muita atenção, e com razão”, explicou Cargal na época. “No entanto, os prejuízos líquidos não contam toda a história.”
“As tendências sociais mais amplas nos Estados Unidos apontam para um declínio na participação religiosa em todas as denominações e tradições de fé, mas mesmo nesse contexto, a PCUSA continua a atrair pessoas para a comunidade cristã.”
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Filho de pastor é preso após falsa acusação de familiares da esposa no Sudão
Um jovem cristão foi detido na capital do Sudão, Khartoum, após ser alvo de uma falsa acusação orquestrada pela família muçulmana de sua esposa. O caso ganhou destaque após um apelo da missão brasileira “MAIS” (Missão em Apoio à Igreja Sofredora), que apoia o pai do detido, um pastor local. A perseguição familiar se intensificou devido à oposição à união do casal, com a esposa sendo mantida em cárcere privado em uma tentativa de forçá-la a se divorciar.
Um líder da MAIS detalhou a situação em um vídeo divulgado na internet, descrevendo a acusação como um pretexto para o encarceramento. A família islâmica radical da esposa é apontada como responsável pela ação, visando a separação do casal.
A missão humanitária está empenhada em ações para a libertação do jovem e sua segurança, solicitando apoio em três frentes: orações pela fé e bem-estar do detido, intercessão pela esposa mantida em cativeiro e contribuições financeiras para cobrir os custos de fiança e retirada do país, estimados em cerca de 5 mil dólares, equivalentes a mais de 25 mil reais.
“Neste momento pare e ore por esse irmão. É parte da nossa família, nesse momento está encarcerado e precisa da nossa intercessão. Participe conosco, estamos juntos porque não são eles, somos nós”, enfatizou o líder da MAIS, reforçando a necessidade de união e intercessão.
O Sudão figura na 4ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, indicando seu alto índice de dificuldade para cristãos. Desde o golpe militar de 2021, o regime islâmico tem endurecido a restrição à liberdade religiosa, com a imposição de líderes conservadores e a aplicação de leis islâmicas para justificar conversões forçadas e punições.
A guerra civil que assola o país desde 2023 contribuiu para um vácuo de poder, explorado por milícias que intensificaram a perseguição a cristãos sem receio de represálias. Relatos incluem o bombardeio e a invasão de igrejas, além do uso desses locais como bases por grupos armados. A discriminação contra cristãos é acentuada em âmbitos judiciais, profissionais e educacionais.
Convertidos do islamismo enfrentam um ambiente de constante medo, isolamento, violência e rejeição familiar. Igrejas são frequentemente fechadas à força, impedidas de registro e, em alguns casos, destruídas. A prisão de líderes religiosos e cristãos estrangeiros também se tornou uma ocorrência cada vez mais frequente no contexto do conflito.
Folha Gospel com informações de Missão MAIS
Cristão e esposa são atacados por evangelizar em Uganda
Um cristão que foi atacado após participar, juntamente com sua esposa, de uma ação evangelística no leste de Uganda, em 14 de junho, ainda está recebendo tratamento médico devido aos ferimentos, segundo fontes.
David Musobya, de 37 anos, havia viajado para Mayuge, no distrito de Mayuge, para participar de um culto noturno em uma igreja e, posteriormente, participou de evangelismo de rua, disse uma fonte que conversou com ele no hospital.
Enquanto ele e sua esposa voltavam para sua hospedagem no Centro Ikulwe, cerca de nove muçulmanos se aproximaram por volta das 19h e questionaram sua presença na área e a distribuição de materiais cristãos.
O grupo se opôs à pregação sobre Cristo e ao uso da cruz no culto, e uma altercação se seguiu, disse Musobya à fonte. Os agressores o atingiram na cabeça com objetos contundentes, de acordo com sua esposa, Elizabeth Nakato.
“Outros o agarraram, o empurraram para o chão, e ele foi pisoteado e chutado enquanto a agressão continuava com vários objetos”, disse Nakato. “Meu marido sofreu fraturas na perna esquerda e na mão direita.”
Os agressores rasgaram a Bíblia dele e o espancaram até que ele perdesse a consciência, disse ela, acrescentando: “Agradeço a Deus por os agressores não terem me atacado”.
Os agressores fugiram quando um caminhão de cana-de-açúcar que passava se aproximou, disse ela. Os ocupantes do veículo levaram Musobya para um centro médico em Mayuge, onde ele estava recebendo tratamento no momento da publicação desta notícia.
O pastor da igreja, Joseph Omala, disse que a igreja pretende denunciar o caso à polícia assim que Musobya receber alta do hospital.
Até o momento da publicação deste texto, as autoridades não haviam emitido nenhum comunicado oficial.
A Constituição de Uganda e outras leis garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões leste do país.
Folha Gospel com informações de Christian Daily
Grupos evangélicos mobilizam resposta humanitária após terremotos devastadores na Venezuela

Enquanto as autoridades venezuelanas continuam as operações de busca e resgate, organizações evangélicas ao redor do mundo ampliam sua resposta à crise humanitária causada por dois terremotos devastadores. Segundo os últimos dados divulgados pelo governo da Venezuela, o desastre deixou mais de 1.700 mortos e mais de 5 mil feridos, e milhares de famílias ainda sofrem com a destruição generalizada.
Nas horas imediatamente após os terremotos, os apelos à oração tornaram-se parte central da resposta humanitária, segundo o Christian Daily International. À medida que o número de mortos continuava a aumentar nos dias seguintes, organizações evangélicas de toda a América Latina começaram a emitir comunicados e a anunciar apoio humanitário.
A dimensão do desastre também foi destacada em um relatório da UNICEF , que estimou que 3,9 milhões de crianças e adolescentes vivem nas áreas mais atingidas pelos terremotos de magnitude 7,5 e 7,2. A UNICEF afirmou que as crianças estão entre os afetados e observou que os esforços de busca e resgate ainda estão em andamento, enquanto milhares de famílias lidam com a perda de suas casas e o acesso a serviços essenciais.
Segundo o UNICEF, Caracas e os estados de Aragua, Carabobo, Falcón, La Guaira e Miranda sofreram danos extensos, interrompendo o acesso à água potável, saúde, educação e outros serviços básicos. A agência da ONU afirmou estar trabalhando com as autoridades locais para fornecer água potável, assistência médica e apoio psicossocial às famílias afetadas. O UNICEF também observou que seu plano de resposta humanitária para a Venezuela em 2026 tinha apenas 35% do financiamento garantido antes dos terremotos.
A Aliança Evangélica Latina (AEL), por meio de sua comissão de assuntos humanitários e diálogo cooperativo, expressou profundo pesar pela tragédia e afirmou estar acompanhando de perto a situação em coordenação com as igrejas de toda a região.
Em sua declaração, a aliança expressou solidariedade às famílias dos falecidos, dos feridos e dos desaparecidos. Destacou também o papel das igrejas evangélicas da Venezuela como locais de refúgio, esperança e apoio prático durante a crise. A aliança convocou igrejas e fiéis de toda a Ibero-América a se unirem em oração pela recuperação da Venezuela, pelas comunidades afetadas e por todos os envolvidos nos esforços de resgate.
Da Guatemala, a Aliança Evangélica da Guatemala (AEG) emitiu uma declaração expressando sua “mais profunda solidariedade e apoio cristão” ao povo venezuelano. A organização exortou os cristãos a orarem pelas famílias enlutadas, pela recuperação dos feridos e pela proteção dos socorristas, equipes de emergência, equipes médicas, voluntários e autoridades governamentais que atuam no combate ao desastre. Encorajou ainda as igrejas guatemaltecas a continuarem orando pela Venezuela, citando o Salmo 46:1-2 : “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”.
Mensagens de apoio também vieram de outras partes da América Central. A Federação da Aliança Evangélica da Costa Rica (FAEC) expressou solidariedade ao povo venezuelano e conclamou igrejas, pastores e fiéis de toda a Costa Rica a permanecerem unidos em oração pelas vítimas, famílias afetadas e equipes de emergência.
A federação também afirmou estar preparada para apoiar futuros esforços de ajuda humanitária e que manterá contato com suas igrejas-membro para coordenar a assistência conforme surgirem novas oportunidades.
A Associação Teológica Latino-Americana (FTL Continental) também expressou solidariedade aos afetados e encorajou igrejas, organizações e indivíduos a transformarem a compaixão em ação, fornecendo apoio financeiro, suprimentos de socorro e assistência humanitária às comunidades atingidas. A associação também fez um apelo aos governos e organizações internacionais para que respondam de forma rápida e responsável à magnitude do desastre.
Enquanto as alianças evangélicas fortaleciam as iniciativas de oração e o apoio pastoral, grandes esforços de ajuda humanitária também começaram a tomar forma no terreno.
A Samaritan’s Purse, organização cristã internacional de ajuda humanitária liderada por Franklin Graham, anunciou o envio de equipes para responder à emergência na Venezuela. A organização está fornecendo assistência médica, acesso à água potável e outras formas de ajuda humanitária às comunidades afetadas.
Graham exortou os cristãos de todo o mundo a orarem pelas operações de resgate, pelos socorristas, pelos feridos e pelas famílias que sofrem a perda de entes queridos. A Samaritan’s Purse afirmou que sua missão é atender às necessidades físicas dos sobreviventes de desastres, compartilhando a esperança em Jesus Cristo.
Folha Gospel com informações de Christian Daily
Índia restringe verbas estrangeiras para financiar conversões religiosas
O governo da Índia implementou, em 22 de junho, duas novas notificações que vetam explicitamente o uso de verbas internacionais por organizações não governamentais (ONGs) para atividades de proselitismo.
A restrição, oficializada sob o Foreign Contribution Regulation Act (FCRA), impede que contribuições estrangeiras sejam… (Continue lendo clicando aqui).








