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Justiça nega pedido da Igreja da Lagoinha para isenção de imposto do festival Vira Brasil

Vira Brasil 2025 no Allianz Parque (Foto: Reprodução/SBT)
Vira Brasil 2025 no Allianz Parque (Foto: Reprodução/SBT)

Decisão judicial obriga instituição religiosa a recolher ISS sobre bilheteria de festival gospel com ingressos de até R$ 3.850 realizado em arena paulista

A Justiça de São Paulo rejeitou a solicitação da Igreja da Lagoinha para obter isenção tributária sobre a venda de ingressos de um festival gospel realizado na arena do Palmeiras na virada para 2025. A cobrança refere-se ao Imposto Sobre Serviços (ISS) da apresentação que reuniu milhares de pessoas na capital paulista, em decisão judicial noticiada pela Folha.

O município exige o pagamento de R$ 254,4 mil pelo evento Vira Brasil 2025. A igreja, que conta com mais de 600 templos e cerca de 120 mil fiéis, havia alugado o Allianz Parque, atualmente chamado de Nubank Parque, pelo montante de R$ 1,456 milhão. O festival reuniu cerca de 35 mil pessoas e teve transmissão televisiva pelo SBT, contando com 15 atrações musicais, incluindo nomes como Eli Soares, Ana Nóbrega e Tiffany Hudson.

Alegações de imunidade e comercialização

A polêmica em torno do evento envolveu os preços das entradas, que alcançaram R$ 3.850 no setor VIP, com valores mínimos partindo de R$ 275. A instituição religiosa acionou o Poder Judiciário alegando que possui direito à imunidade de impostos garantida pela Constituição Federal para atividades ligadas às suas finalidades essenciais.

A defesa da igreja argumentou que o festival funcionou como uma celebração coletiva para fomento da doutrina.

“buscou incentivar espiritualmente seus fiéis, além de divulgar, celebrar e fomentar a doutrina cristã”

Em outra passagem da petição judicial, a entidade reforçou a natureza do encontro na arena esportiva.

“é evidente o caráter religioso e espiritual”

A Prefeitura de São Paulo rebateu a tese ao destacar que a cobrança de ingressos e a presença de patrocinadores descaracterizam a atividade essencial do templo.

“O festival de música gospel teve intuito comercial e lucrativo, contrariando as suas finalidades institucionais”

A administração municipal também contestou a exclusão de parte do público devido aos valores elevados das entradas.

“Viver e anunciar o evangelho não é condizente com a elitização e a mercantilização do acesso à fé.”

Decisão do magistrado

O juiz Fabrício Fernandes acatou os argumentos da municipalidade e validou a cobrança tributária. Na sentença, o magistrado indicou que as provas anexadas ao processo confirmaram a exploração comercial da atividade, mencionando o contrato de exibição com a emissora de televisão, os patrocínios privados, a arrecadação da bilheteria e a divisão dos setores de ingressos.

A Igreja da Lagoinha ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores. O escritório de advocacia responsável pela representação legal da igreja foi procurado por telefone e correio eletrônico na quarta-feira, mas não enviou pronunciamento até a publicação da reportagem.

Estudante morre durante programa de treinamento missionário no Spurgeon College

Benjamin Speidel, 20, estudante que morre durante programa de treinamento missionário no Spurgeon College. (Foto: Reprodução)
Benjamin Speidel, 20, estudante que morre durante programa de treinamento missionário no Spurgeon College. (Foto: Reprodução)

O recém-chegado estudante Benjamin Speidel sofreu uma parada cardíaca enquanto participava de uma caminhada em Kansas City, segundo as autoridades locais

O recém-chegado estudante de 20 anos, Benjamin Speidel, faleceu no último sábado após sofrer uma parada cardíaca durante uma caminhada de treinamento missionário intensivo promovida pelo Spurgeon College, em Kansas City, nos EUA. A fatalidade ocorreu em uma área florestal e foi confirmada oficialmente por autoridades policiais e pela própria instituição de ensino, segundo o Christian Post.

O jovem participava da semana de preparação do programa Fusion, uma atividade de estilo recrutamento militar voltada a novos alunos. Socorristas foram acionados para atender a uma emergência médica por volta das 19h40 no Lago do Condado de Wyandotte. O gabinete do xerife local informou que, embora as tentativas de reanimação tenham sido imediatas, a morte foi confirmada no hospital, acrescentando que não há suspeitas de crime na ocorrência.

A família do estudante compartilhou a notícia em uma publicação oficial, expressando que o jovem estava engajado naquilo que mais amava fazer.

“Esta é a coisa mais difícil que já tivemos de compartilhar. E não há uma maneira simples ou eloquente de dizer as palavras, mas na noite de sábado, nosso filho e irmão, Benjamin, desmaiou devido a uma parada cardíaca em uma caminhada e foi para o Senhor.”

Os pais, Peter e Maria Speidel, ressaltaram que acreditam que nada poderia ter evitado o ocorrido, baseando-se tanto em relatos médicos quanto nos depoimentos de quem estava presente.

“Por isso, como família, somos gratos por ele estar fazendo o que sempre fez: seguindo Jesus de maneira atenciosa dia após dia.”

Repercussão na comunidade acadêmica

A liderança do Midwestern Baptist Theological Seminary (MBTS), ao qual o colégio é vinculado, prestou condolências e disponibilizou suporte psicológico para estudantes e funcionários afetados pelo trauma. O presidente da instituição, Jason K. Allen, manifestou profundo pesar pela perda precoce.

“Tudo indica que ele era um jovem promissor que amava o Senhor. Como pai de três estudantes universitários, simplesmente não consigo imaginar o que a família Speidel está passando. Imploro por suas orações por eles e por toda a comunidade do campus.”

Speidel também atuava de forma ativa na Igreja Batista de Lenexa, onde integrou recentemente um programa de mentoria espiritual para formandos do ensino médio. O pastor Chad McDonald relembrou a dedicação do jovem ao longo do último semestre.

“Seu amor e compromisso com Cristo eram evidentes. Ele queria entregar sua vida a serviço de Cristo e ver outros encontrarem a esperança do evangelho. Ele professou a Cristo e viveu Cristo.”

O reitor do Spurgeon College, Sam Bierig, também expressou sua tristeza pela interrupção brusca dos planos do aluno, cuja cerimônia de homenagem póstuma está agendada para o dia 24 de agosto.

“Estou profundamente entristecido com o falecimento repentino de Benjamin Speidel. Choro por seus pais e irmãos. Este é, sem dúvida, um grande golpe para nossas equipes missionárias e para toda a comunidade do Spurgeon College.”

Fundador da Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará

Fundador da Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará. (Foto: Reprodução)
Fundador da Igreja de Lúcifer é morto a tiros no Ceará. (Foto: Reprodução)

Criador do templo religioso que respondia por diversos crimes na Justiça cearense foi executado antes de passar por audiência de instrução do caso

O fundador da denominada Igreja de Lúcifer no Ceará foi morto em um ataque a tiros. Identificado como Paulo, o homem que criou o espaço religioso no início de 2024 era réu na Justiça e aguardava o andamento de um processo criminal em liberdade, conforme apontam registros obtidos pelo UOL.

A trajetória jurídica do acusado teve um ponto crítico em 15 de março de 2025, quando ele foi detido em flagrante em seu próprio estabelecimento comercial. Na data, policiais militares foram acionados para prestar apoio a um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que relatava sofrer ameaças no local.

Ao chegarem ao bar, os agentes solicitaram a redução do volume do som ambiente. A intervenção resultou em insultos proferidos pelo comerciante contra duas mulheres e contra a própria equipe policial. O proprietário também teria oferecido dinheiro aos policiais para evitar a prisão, o que gerou investigações pelos crimes de ameaça, desacato, corrupção ativa e conduta homofóbica.

A permanência do homem na prisão foi de curta duração. Em audiência de custódia realizada em 16 de março de 2025, o juiz Henrique Botelho Romcy determinou a soltura do investigado mediante o pagamento de fiança e o cumprimento de medidas cautelares pelo período de seis meses.

A denúncia contra o fundador do templo avançou, tornando-o réu pelos crimes de injúria racial, ameaça, desacato e corrupção ativa em 30 de junho de 2025. O andamento processual previa a realização de uma audiência de instrução programada para 4 de dezembro de 2026, etapa na qual ocorreriam os depoimentos das vítimas, das testemunhas de defesa e acusação, além do interrogatório do réu.

Antes das ocorrências policiais, o homem utilizava as redes sociais para divulgar as atividades da instituição religiosa, fundada oficialmente em janeiro de 2024. Por meio do Instagram, ele compartilhava registros de cerimônias, eventos externos e convites para atrair novos membros à organização.

Pesquisa aponta que apenas metade dos adolescentes nas igrejas confia no evangelho na Coreia do Sul

Jovens cristãos adorando a Deus durante culto. (Foto: Instagram/Dunamis Movement)
Jovens cristãos adorando a Deus durante culto. (Foto: Instagram/Dunamis Movement)

Uma nova pesquisa revelou que apenas 53% dos estudantes de ensino fundamental e médio que frequentam a escola dominical na Coreia do Sul declaram crer no evangelho com convicção. O estudo aponta para uma disparidade de gênero preocupante, além de destacar o papel insubstituível que o ambiente familiar desempenha no desenvolvimento espiritual dos jovens.

De acordo com dados divulgados pelo christiandaily.com, a pesquisa do Pastoral Data Research Institute (PDRI) — conhecido na Coreia como Mokdeyeon — mostra que a confiança na mensagem cristã cai para menos da metade entre o público feminino, registrando apenas 48%, enquanto os rapazes apresentam um índice de 57%.

O impacto direto da família na convicção espiritual

Os dados da pesquisa “Tendência da Próxima Geração da Igreja Coreana 2026” deixam claro que a fé dos adolescentes não se desenvolve de forma isolada. Os jovens que descrevem uma relação de proximidade com os pais registram uma confiança de 59% no evangelho.

Esse número salta significativamente para 75% entre os adolescentes cujas famílias realizam cultos domésticos regulares. O PDRI enfatizou que o relacionamento saudável com os pais e a prática de adoração em casa são os fatores mais diretamente associados à firmeza da fé na juventude.

A lenta recuperação da frequência pós-pandemia

O levantamento, que consultou 3.308 pessoas — incluindo alunos, pais, professores e líderes ministeriais —, expõe um abismo persistente na frequência aos templos desde o início da pandemia da COVID-19.

Enquanto a participação dos adultos nos cultos presenciais recuperou-se para 94% em maio de 2026, a frequência na escola dominical estagnou em 81%, permanecendo inalterada desde janeiro de 2024. No recorte semanal, apenas 60% dos jovens frequentam a igreja com essa regularidade, em comparação com 75% dos adultos.

Entre os jovens que frequentam a igreja:

  • 43% participam exclusivamente do culto de adoração;
  • 30% frequentam o culto de adoração e o estudo bíblico da escola dominical;
  • 27% envolvem-se de forma integral nas atividades gerais e comunhão da igreja.

O que atrai e o que afasta os adolescentes da igreja

Apesar dos desafios de frequência, o nível de satisfação geral dos jovens com a vida eclesiástica permanece relativamente alto, situando-se em 64% (com uma nota média de 3,9 de 5).

As amizades lideram como o principal motivo de contentamento (41%), seguidas pelo pastor ou pastor auxiliar (36%) e pelos momentos de louvor e adoração (32%). Por outro lado, a insatisfação de 43% dos estudantes insatisfeitos foca nos programas e atividades oferecidos, enquanto as pregações e os pastores são apontados como o problema principal por 27% de cada grupo descontente. A satisfação específica com os professores da escola dominical ficou em 61%.

A importância de retiros e adoração no crescimento da fé

Quando questionados sobre o que mais impulsiona o crescimento espiritual, os adolescentes apontaram os retiros de verão e inverno em primeiro lugar (42%), seguidos de perto pelo louvor (39%), sermões (28%) e a comunhão com colegas (25%).

Diante desses resultados, o PDRI sugere que as comunidades locais devem focar no fortalecimento dos ministérios de louvor e na organização de retiros estruturados, envolvendo os pais logo no início do ano para incentivar a participação dos filhos. Em um cenário de declínio nas taxas de natalidade e rápidas transformações sociais, entender a real situação da fé dos jovens torna-se urgente para a igreja sul-coreana.

Judeus são alvo de 63% dos crimes de ódio religioso nos EUA, afirma FBI

Placas contra antissemitismo. (Foto: Reprodução)
Placas contra antissemitismo. (Foto: Reprodução)

Dados oficiais do FBI apontam queda no total de ocorrências em relação ao ano anterior mas registram o terceiro pior índice da história do país

A minoria judaica nos Estados Unidos, que representa cerca de 2% da população local, foi o alvo de 63% de todos os crimes de ódio motivados por religião no país em 2025. O dado consta do relatório anual sobre estatísticas de violência sectária divulgado pelo FBI.

Ao todo, as autoridades policiais registraram 1.528 ocorrências de caráter antissemita de um montante de 2.408 episódios de intolerância religiosa no período. Esse volume de ataques contra cidadãos de fé judaica equivale a aproximadamente 14% de todos os crimes de ódio computados em território norte-americano, independentemente da motivação. A comunidade muçulmana aparece na segunda posição desse levantamento, com 205 registros de agressões ou ameaças.

Redução geral não apaga marcas históricas de hostilidade

Embora o número de casos contra judeus tenha apresentado queda na comparação com as 1.938 ocorrências mapeadas em 2024, o ano de 2025 se consolidou como o terceiro período mais violento para esse grupo desde o início dos registros históricos. O recuo acompanhou uma tendência de diminuição geral na criminalidade motivada por preconceito nos Estados Unidos, que caiu de 11.679 denúncias para 10.881 casos.

Impacto do cenário geopolítico e mortes confirmadas

Analistas associam a manutenção do alto patamar de hostilidade aos desdobramentos do ataque do grupo Hamas contra Israel ocorrido em 7 de outubro de 2023. Os senadores Jacky Rosen, democrata de Nevada, e James Lankford, republicano de Oklahoma, que coordenam uma frente parlamentar bipartidária de combate ao antissemitismo, alertaram que os índices permanecem superiores aos observados antes daquele conflito.

“Este relatório mostra a sombria realidade para os judeus americanos”, afirmaram os parlamentares, acrescentando que o país enfrenta uma crise que exige “ação coletiva”.

O ano de 2025 também marcou a retomada de ataques antissemitas com vítimas fatais pela primeira vez desde 2019. Em maio daquele ano, dois servidores da Embaixada de Israel foram assassinados a tiros em Washington, D.C. Poucas semanas depois, um ataque com artefatos incendiários contra um ato público em Boulder, no Colorado, causou a morte de uma pessoa idosa.

A depredação de patrimônio e a intimidação lideram as tipificações de delitos. O detalhamento estatístico aponta que, de 1.685 infrações antijudaicas identificadas, 920 envolveram vandalismo ou destruição de templos e propriedades privadas. A organização não governamental Anti-Defamation League, conhecida pela sigla ADL, reportou ainda 162 agressões físicas diretas e 505 episódios de coação psicológica.

Em um levantamento paralelo que abrange também incidentes de natureza não criminal, a entidade identificou um total de 6.274 atos hostis contra judeus, o que representa uma média de 17 episódios diários. O dirigente máximo da instituição, Jonathan Greenblatt, ponderou que o recuo estatístico de 33% frente ao ano anterior não minimiza a dimensão do cenário enfrentado pelas vítimas.

“Por trás de cada um desses números há uma pessoa que foi alvo simplesmente por ser judia, seja por vandalismo, intimidação ou violência”, declarou.

De acordo com o executivo, o antissemitismo se sustenta como uma das matrizes de preconceito mais duradouras e perigosas na sociedade contemporânea. Cabe destacar que o relatório do FBI é alimentado voluntariamente pelas forças policiais locais, contando com a participação de 16.791 delegacias americanas em 2025, o que equivale a 85,9% dos órgãos credenciados, sugerindo que o panorama real da violência pode apresentar subnotificação.

A sobrevivência do cristianismo corre risco na Síria

Pessoas fazendo orações na Igreja Greco-Católica Melquita de São Miguel, em Aleppo. (Foto: Ajuda à Igreja que Sofre)
Pessoas fazendo orações na Igreja Greco-Católica Melquita de São Miguel, em Aleppo. (Foto: Ajuda à Igreja que Sofre)

Alerta global indica que a violência contínua e a pressão social extrema ameaçam extinguir a população cristã sobrevivente em território sírio

A sobrevivência do cristianismo na Síria enfrenta uma ameaça sem precedentes devido à instabilidade na transição de poder e à persistência de conflitos armados no país. Após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, facções armadas continuam a disputar o controle de territórios, inviabilizando a consolidação de um Estado inclusivo. O diagnóstico consta em um relatório enviado à Organização das Nações Unidas pelo Centro Europeu para a Lei e a Justiça (ECLJ).

Antes do início da guerra civil, a população cristã em solo sírio era de aproximadamente dois milhões de cidadãos. Atualmente, esse contingente encolheu para uma faixa entre 300 mil e 500 mil pessoas. Esse declínio severo é impulsionado por uma espiral de falta de segurança, fuga do país e avanço da islamização nas políticas públicas e nos currículos de ensino.

Embora o grupo HTS, uma dissidência da al-Qaeda que assumiu o protagonismo político, tenha prometido construir uma Síria inclusiva e respeitosa com as minorias, episódios de violência sectária continuam a ocorrer. No ano passado, um atentado suicida contra uma igreja resultou na morte de 25 fiéis. O país também registrou o massacre de centenas de alauitas, conflitos entre drusos e beduínos em Suwayda e combates entre forças governamentais e curdos em Aleppo após impasses eleitorais.

A organização apontou que a comunidade não pleiteia vantagens em relação aos demais grupos.

“Os cristãos não buscam um status de privilégio, mas simplesmente uma participação igualitária na vida nacional. No entanto, eles enfrentam uma pressão social crescente: pregações islâmicas em bairros cristãos, a islamização gradual de certas políticas públicas e currículos escolares, restrições ao álcool e uma retórica que retrata os cristãos como fouloul — apoiadores do antigo regime.”

A governabilidade e a composição do parlamento atual também são alvos de críticas das entidades internacionais. Um terço dos assentos da assembleia legislativa foi preenchido por indicação direta do presidente Ahmed al-Sharaa, sem consulta popular direta. Esse modelo de distribuição de poder gerou descontentamento e culminou nos choques armados em Aleppo. Para os defensores de direitos humanos, a punição dos responsáveis por crimes violentos ocorridos na transição não pode ser seletiva.

A entidade alertou que o cenário atual ultrapassou a esfera do preconceito religioso habitual.

“Além da própria discriminação, a própria sobrevivência do cristianismo na Síria está agora em jogo. As escolas cristãs estão se tornando cada vez mais vulneráveis, as famílias no exílio continuam a perder suas propriedades, e os ataques terroristas, a violência, os sequestros e a impunidade generalizada geraram um profundo sentimento de abandono.”

Para interromper a saída em massa dessa população histórica, especialistas apontam que as estratégias globais precisam ser reformuladas.

“Proteger apenas a liberdade de culto, portanto, não é mais suficiente. Condições políticas, jurídicas, de segurança e econômicas devem ser estabelecidas para permitir que os cristãos permaneçam permanentemente em sua terra natal.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Ataque deixa 25 cristãos mortos durante enterro de vítima de ataque anterior na Nigéria

Sepultamento de vítimas de ataque no estado de Plateau, na Nigéria. (Foto: ICC)
Sepultamento de vítimas de ataque no estado de Plateau, na Nigéria. (Foto: ICC)

A nova onda de violência no estado de Plateau atingiu a comunidade de Bin Mper enquanto moradores enterravam outra vítima de um atentado anterior

Na madrugada de terça-feira, 18 de agosto de 2026, um ataque brutal na comunidade de Bin Mper, localizada no distrito de Kombun, no condado de Mangu, resultou na morte de pelo menos 25 cristãos e deixou outros três feridos. A investida armada ocorreu de forma trágica no momento em que os moradores realizavam o sepultamento de um jovem que havia sido assassinado em uma ofensiva anterior na mesma região do estado de Plateau, conforme dados de portais locais de notícias.

A sequência de investidas violentas gerou pânico generalizado entre as famílias de Bin Mper. Antes do massacre que vitimou as 25 pessoas, a área já havia sido alvo de uma ação criminosa que resultou no incêndio de residências, cabanas e na destruição completa de lavouras. Os feridos sobreviventes foram encaminhados para unidades hospitalares locais, onde seguem sob cuidados médicos.

Histórico de convivência pacífica

Durante a cerimônia de despedida das vítimas, o presidente da Associação Nacional da Juventude de Mwaghavul, Jonathan Kyesmang, lamentou a violência sofrida e enfatizou a postura pacífica da população local.

“Somos conhecidos por sermos um povo pacífico. Nosso povo viajou por todo o município de Mangu, no estado de Plateau, na Nigéria e na África, e vivemos pacificamente com pessoas de diferentes origens.”

O representante comunitário esclareceu que as ações violentas recentes não podem ser atribuídas de forma generalizada a todos os integrantes do grupo étnico Fulani que habitam a região de Plateau. Ele apontou ainda que o pano de fundo dos atentados envolve disputas territoriais e tentativas de expropriação de terras ancestrais pertencentes aos povos tradicionais do estado de Plateau. Historicamente, as comunidades Mwaghavul mantêm relações de coexistência harmônica com diversas etnias, como os Tiv, Idoma, Yoruba e Igbo.

A liderança reforçou o compromisso da comunidade com a transparência e a coexistência pacífica regional.

“Somos cidadãos responsáveis e continuaremos a dizer a verdade ao mundo inteiro. Nunca nascemos para atacar ninguém.”

Posicionamento das autoridades estaduais

O governo do estado de Plateau condenou publicamente a ação ocorrida em Bin Mper. Em nota oficial, a comissária de Informação e Comunicação do estado, Joyce Lohya Ramnap, manifestou solidariedade e apoio às famílias afetadas pelo crime.

A administração estadual, sob a liderança do governador Caleb Mutfwang, determinou o reforço imediato do patrulhamento e da vigilância no condado de Mangu. As forças policiais solicitaram que os cidadãos mantenham a calma e colaborem com informações que possam ajudar a identificar e capturar os autores do atentado. Até o momento, nenhuma organização ou suspeito foi oficialmente responsabilizado ou detido pelas forças de segurança.

Cenário de insegurança constante

A escalada de violência reflete um cenário crônico de insegurança enfrentado por produtores agrícolas e comunidades cristãs na região central da Nigéria. Nos últimos anos, esses grupos têm enfrentado ataques recorrentes, deslocamentos forçados e danos severos a templos religiosos e propriedades rurais.

Diante desse panorama de vulnerabilidade, Kyesmang fez um apelo público às autoridades locais por medidas de segurança efetivas. O líder comunitário cobrou ações concretas para proteger os cidadãos e evitar novos episódios de violência armada na região.

Folha Gospel com informações de ICC

Supremo Tribunal Federal abre ação penal contra Silas Malafaia por injúria

Pastor Silas Malafaia durante ato político na Avenida Paulista, em São Paulo em abril de 2025. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Pastor Silas Malafaia durante ato político na Avenida Paulista, em São Paulo em abril de 2025. (Foto: Reprodução/redes sociais)

Líder religioso vira réu por injúria contra o Alto Comando do Exército e afirma que o Supremo Tribunal Federal tenta silenciá-lo sem foro por prerrogativa

O Supremo Tribunal Federal instaurou uma ação penal contra o pastor Silas Malafaia pelo crime de injúria direcionado à cúpula do Exército. A decisão, tomada na terça-feira, decorre de denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, motivada por representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. O religioso reagiu à medida em declarações prestadas à coluna de Mônica Bergamo.

O pastor criticou a conduta do ministro relator do caso na corte, classificando a abertura do processo como uma tentativa de censura decorrente de motivações ideológicas e de fé.

“É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”

O processo judicial tem como origem um pronunciamento realizado por Malafaia em um carro de som na avenida Paulista, em 6 de abril de 2025. Na ocasião, o pastor questionou a postura dos generais de quatro estrelas e do Alto Comando do Exército, chamando-os de frouxos, covardes e omissos, além de afirmar que eles não honravam a farda. Embora a acusação inicial sugerisse calúnia, os ministros do Supremo entenderam que as falas configuraram ofensa à honra, aceitando a denúncia pelo crime de injúria.

Em sua defesa, o líder evangélico argumentou que suas críticas foram amplas e não miraram individualmente o comandante da força terrestre. Ele sustentou que a representação apresentada pela Procuradoria-Geral da República distorce o teor de suas declarações.

“O PGR apresenta a denúncia como se eu tivesse citado o comandante. E isso é uma inverdade”

Outro ponto contestado pelo pastor diz respeito à competência do tribunal para julgar o caso, uma vez que ele não possui foro por prerrogativa de função. Ele questionou o encaminhamento do processo ao tribunal e a associação das manifestações com investigações em andamento na corte.

“Em vez de me mandar para a primeira instância, me manda para o Supremo. Por quê? Se eu não tenho foro privilegiado”

A inclusão do episódio no inquérito que apura a disseminação de notícias falsas também foi rechaçada pelo réu, que classificou a medida como um pretexto para incriminá-lo.

“O que tem a ver com fake news? Era uma manifestação em ato público. O jogo é me incriminar. É perseguição política e religiosa.”

Pesquisa aponta que 82% dos pastores nos Estados Unidos consideram deixar o ministério

Pastor estressado (Foto: IA/Canva)
Pastor estressado (Foto: IA/Canva)

Pesquisa revela que problemas de convivência e falta de preparo para lidar com conflitos internos levam líderes espirituais a questionar sua vocação

Uma parcela expressiva de líderes religiosos nos Estados Unidos enfrenta dilemas profundos sobre a continuidade de suas trajetórias no ministério. Nos últimos cinco anos, mais de 80% dos pastores do país cogitaram deixar suas funções devido a tensões e problemas relacionados à cultura interna das igrejas. A constatação faz parte do Índice de Ressurreição da Cultura (CRI), levantamento conduzido com mil líderes espirituais e divulgado recentemente.

Entre os entrevistados que admitiram a possibilidade de renunciar, 74% apontaram o ambiente organizacional como o obstáculo mais crítico. Dificuldades em gerir equipes, problemas de relacionamento interpessoal e falhas estruturais despontam como fatores determinantes para a insatisfação geral nas instituições religiosas.

O estudo detalha que 63% dos pastores admitiram nunca ter recebido orientação formal sobre como oferecer avaliações e críticas construtivas de maneira eficaz. Além disso, 77% dos participantes indicaram que gostariam de ter tido mais treinamento voltado para a promoção e o desenvolvimento de ambientes saudáveis em suas comunidades.

O pastor Jared Fabac, que lidera a One City Church em Virginia Beach, destacou a carência de preparo prático na formação teológica tradicional.

“Os pastores não estão saindo porque perderam a fé. Eles estão saindo porque ninguém os ensinou a liderar uma equipe desestruturada, conduzir uma reunião difícil ou modelar uma cultura saudável. O seminário treina o sermão. Raramente treina o sistema.”

Desgaste emocional e pressões cotidianas afetam saúde dos líderes

A exaustão mental e o declínio do bem-estar também aparecem em outras sondagens do setor. Uma pesquisa publicada pelo Barna Group identificou que 52% dos pastores protestantes seniores nos Estados Unidos apontam a saúde física e mental como a área que mais necessita de suporte atual. O nível de satisfação plena com o trabalho despencou de 72%, em 2015, para 52% no início de 2026.

Conflitos internos e o esgotamento extremo também foram destacados em uma apuração realizada pela Lifeway Research com 730 ex-pastores protestantes. Desse grupo, 18% citaram desentendimentos nas congregações e 16% relataram estresse severo como razões para o desligamento, embora a alteração de chamado pessoal tenha sido a justificativa de 40% dos participantes.

Cenário semelhante de pressão e isolamento atinge o clero da Igreja da Inglaterra, conforme monitoramento contínuo do projeto Living Ministry. O levantamento britânico revelou que 40% dos clérigos se sentem isolados na rotina ministerial, enquanto quase 30% apresentam sintomas de depressão, impulsionados pela sobrecarga administrativa e financeira das paróquias. Apesar das adversidades, 72% dos religiosos ingleses ainda relatam encontrar um forte propósito espiritual na sua atuação cotidiana.

Tribunal de Justiça anula doação de terrenos públicos para igreja em Mato Grosso

Martelo e balança, símbolos da justiça
Martelo e balança, símbolos da justiça

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou, de forma unânime, a inconstitucionalidade da lei municipal que autorizou a doação de dois terrenos públicos para a Igreja Neopentecostal Nova Jerusalém – Ministério do Fogo, em Sorriso. A decisão do Judiciário atende a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e determina que a administração municipal retome os lotes, localizados no bairro Jardim Tropical.

A transferência das áreas, que somam aproximadamente 900 metros quadrados, havia sido oficializada pela Lei Municipal nº 2.247/2013, sancionada durante a gestão do ex-prefeito Dilceu Rossato. O julgamento reverte o repasse, apontando desvio de finalidade do patrimônio público.

Entenda o motivo da anulação pelo TJMT

Constou nos autos do processo que os lotes doados tinham, originalmente, uma destinação específica para o benefício da população local. A previsão inicial era de que a área fosse voltada para a construção de uma praça pública e de estruturas para a prática de atividades físicas dos moradores da região. Contudo, a legislação aprovada posteriormente alterou essa finalidade para viabilizar a edificação da sede da congregação religiosa.

A gestão da época argumentou em sua defesa que a doação contava com o aval formal da Câmara Municipal de Sorriso. No entanto, o relator do processo, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que o ato administrativo carecia de comprovação de interesse público primário. Segundo o magistrado, a destinação do patrimônio do município para benefício exclusivo de uma entidade religiosa fere diretamente os princípios constitucionais da impessoalidade e da laicidade estatal.

Histórico administrativo e os próximos passos

A legislação anulada foi sancionada durante o segundo mandato do ex-prefeito Dilceu Rossato, que administrou o município de Sorriso em dois períodos (de 2005 a 2009 e de 2013 a 2017). O voto do relator pela inconstitucionalidade foi acompanhado de forma unânime por todos os membros do Órgão Especial do TJMT em sessão realizada na última quinta-feira (13).

Com a invalidação definitiva da norma legal, a prefeitura de Sorriso agora deve adotar de forma imediata todas as providências administrativas e jurídicas necessárias para efetivar a retomada oficial dos imóveis ao patrimônio público municipal.

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