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Frequência às igrejas nos EUA cresceu em cerca de 8 milhões de pessoas

Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)

O número de norte-americanos que frequentam cultos cristãos cresceu de forma expressiva, registrando um aumento de cerca de 8 milhões de pessoas que passaram a comparecer às igrejas pelo menos duas vezes ao ano. Esse crescimento, impulsionado principalmente pelas gerações Millennials e Gen X, marca uma mudança relevante no cenário religioso do país, embora o comportamento mude bastante dependendo do gênero e da idade.

Os dados revelam que o índice de pessoas que raramente ou nunca frequentam cultos caiu 4 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. Mas o que exatamente está motivando esse retorno e por que alguns grupos específicos, como os homens da Geração Z, estão caminhando no sentido oposto?

O papel das gerações no aumento da frequência

O avanço na frequência presencial foi liderado de forma clara por duas faixas etárias. Entre os membros da Geração X, a participação semanal ou mais frequente saltou de 49% para 54%. Já os Millennials registraram um aumento de 39% para 42% no mesmo período.

Por outro lado, a Geração Z apresentou um comportamento de recuo. A frequência desse grupo jovem caiu de 46% para 42%, consolidando-se como a única geração a registrar queda no engajamento religioso na pesquisa realizada no início de 2026.

O desafio do engajamento masculino nas igrejas

O relatório também acende um alerta sobre a participação dos homens nos cultos. Mais da metade dos homens cristãos não frequenta a igreja ao menos uma vez por mês, e um em cada cinco afirma que nunca comparece às celebrações religiosas.

Além disso, a preferência pelo modelo de participação varia de acordo com o gênero:

  • Cerca de 20% dos homens que frequentam a igreja preferem participar de forma remota.
  • Entre as mulheres, o índice de participação remota é maior, atingindo 30%.

Alta satisfação espiritual entre os participantes ativos

Apesar das disparidades de frequência, a percepção de quem participa ativamente das atividades religiosas é altamente positiva. Os fiéis que frequentam os cultos pelo menos uma vez a cada seis meses avaliaram a saúde espiritual de suas congregações com uma nota média de 8 de 10, sendo que a nota máxima (10 de 10) foi a resposta mais comum.

A pesquisa avaliou a qualidade das igrejas com base em cinco critérios essenciais:

  • Incentivo ao crescimento espiritual contínuo.
  • Oportunidades para o desenvolvimento de relacionamentos de apoio mútuo.
  • Aprofundamento na compreensão da Bíblia.
  • Engajamento em serviços comunitários.
  • Liderança pastoral que exemplifica as disciplinas espirituais.

As mulheres expressaram maior satisfação do que os homens em todas as gerações e em todos os cinco critérios avaliados. Na outra ponta da escala, os homens da Geração Z registraram os menores níveis de satisfação de todo o estudo.

Diferenças entre denominações e a conexão com a liderança

O estudo apontou comportamentos semelhantes entre diferentes denominações. No entanto, protestantes tradicionais e católicos romanos apresentaram uma frequência comparativamente mais fraca aos cultos, mesmo demonstrando uma forte identificação com suas respectivas fés.

Um fator determinante para o contentamento dos fiéis é o papel dos líderes religiosos. Mais de 80% dos participantes altamente satisfeitos com suas congregações concordam firmemente que os líderes locais desempenham um papel ativo em ajudá-los a se engajar com a leitura bíblica.

Um cenário religioso em transição nos Estados Unidos

Os dados mostram um panorama de contrastes na vida religiosa norte-americana. Embora os padrões de comparecimento nacional demonstrem oscilações e variações demográficas importantes, os cidadãos que mantêm uma rotina ativa de participação relatam um crescimento espiritual significativo e demonstram forte contentamento com o suporte oferecido por suas comunidades de fé.

Confederação Brasileira de Voleibol proíbe atletas trans em competições femininas

Jogo de vôlei feminino. (Foto: Reprodução)
Jogo de vôlei feminino. (Foto: Reprodução)

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma mudança profunda em suas regras de elegibilidade, restringindo a participação em competições femininas exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino. A nova política impede que mulheres transgênero disputem os principais torneios organizados pela entidade no país.

Com essa decisão, fatores como a identidade de gênero autodeclarada, o sexo registrado em documentos civis ou a realização de tratamentos hormonais deixam de ser suficientes para garantir a inscrição de uma atleta na categoria feminina. A medida busca alinhar o vôlei brasileiro às recentes diretrizes internacionais adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Entenda a nova regra de elegibilidade da CBV

A mudança na política nacional acompanha decisões tomadas por entidades internacionais que regulam o esporte. A CBV fundamentou sua decisão na Política de Proteção da Categoria Feminina adotada pelo COI, além das diretrizes estabelecidas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

De acordo com Radamés Lattari, presidente da CBV, a medida é uma forma de equiparar os campeonatos nacionais ao cenário internacional. Trata-se de uma guinada em relação às normas de 2017, quando a confederação permitia a participação de atletas transgêneros seguindo as diretrizes olímpicas vigentes na época. No entanto, o cenário mudou globalmente após novas revisões científicas baseadas em aspectos médicos, jurídicos e de direitos humanos.

Como funciona o teste genético do gene SRY

Para comprovar a elegibilidade na categoria feminina, as atletas passarão por uma triagem do gene SRY (Sex-determining Region Y), associado ao desenvolvimento sexual masculino. Para competir, a atleta deve apresentar um resultado SRY-negativo, ressalvadas condições excepcionais que serão analisadas por especialistas.

O presidente do Conselho de Saúde do Voleibol da CBV, João Olyntho, explicou que o processo de coleta é pouco intrusivo e altamente preciso. Caso uma jogadora se recuse a realizar o teste, ela não sofrerá punição disciplinar, mas ficará impedida de disputar as competições que exigem a comprovação de elegibilidade.

O impacto no vôlei nacional e a transição histórica

A mudança impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, pioneira ao se tornar a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino no Brasil. Atualmente, Tifanny defende o Osasco São Cristóvão Saúde. A nova determinação é reflexo de um movimento internacional que se consolidou entre o final de 2025 e o início de 2026, com a aprovação de regras restritivas por parte da FIVB e do COI.

Quais competições serão afetadas pela mudança

As restrições já têm cronograma definido e serão aplicadas nas principais competições nacionais organizadas pela CBV. A regra entra em vigor para os seguintes torneios:

  • Superliga A e B da temporada 2026/2027;
  • Supercopa 2026;
  • Copa Brasil 2027;
  • Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (categoria adulta);
  • CBVP Challenger 2027.

Cabe destacar que as competições estaduais, que são organizadas por federações locais, não serão automaticamente afetadas por esta decisão da CBV. A política de elegibilidade permanecerá vigente para as próximas temporadas, garantindo a conformidade contínua com os critérios estabelecidos pelas federações globais.

Marcha para Jesus reúne milhares de cristãos em Buenos Aires após nove anos

Marcha para Jesus reúne milhares de cristãos em Buenos Aires, Argentina. (Foto: Reprodução)
Marcha para Jesus reúne milhares de cristãos em Buenos Aires, Argentina. (Foto: Reprodução)

Grande mobilização evangélica reuniu dezenas de milhares de fiéis na capital argentina em feriado nacional marcado por orações pelo futuro do país

As ruas de Buenos Aires voltaram a receber a Marcha para Jesus após nove anos de ausência, reunindo dezenas de milhares de fiéis em uma manifestação pública de fé e oração pela Argentina. O evento ocorreu nesta segunda-feira (17), aproveitando um feriado nacional na capital do país. A mobilização é considerada um dos principais eventos religiosos da cidade nos últimos anos, conforme informações divulgadas pelo Evangélico Digital.

Os participantes iniciaram a caminhada às 13h na Avenida de Mayo, na altura da rua Perú, no centro da capital argentina. O grupo seguiu em direção à Plaza de los Dos Congresos, localizada em frente ao Congresso Nacional. Famílias, idosos e crianças acompanharam o trajeto portando bandeiras da Argentina ao longo de todo o percurso.

Ato de adoração e presença de autoridades

Ao chegarem à praça, os participantes realizaram um momento focado em orações e cânticos. Líderes de diversas igrejas evangélicas subiram ao palco para interceder pela situação econômica, pelas famílias, pelos governantes e pelo futuro da nação. Entre as autoridades presentes estava o prefeito de Buenos Aires, Jorge Macri, acompanhado de sua esposa, María Belén Ludueña, que receberam orações dos religiosos durante o evento.

A programação também contou com depoimentos públicos de personalidades do esporte e da música, como o jogador de futebol do Racing Club, Adrián “Maravilla” Martínez, e o cantor Rodrigo Tapari. A mobilização teve caráter internacional com a participação de representantes do movimento vindos do Brasil, México e Venezuela.

Atuação social e histórico do movimento

Os organizadores aproveitaram a oportunidade para destacar os trabalhos de assistência social promovidos pelas igrejas evangélicas locais. Essas instituições mantêm atividades contínuas em abrigos, presídios, refeitórios comunitários e centros voltados à recuperação de dependentes químicos, oferecendo apoio a populações em extrema vulnerabilidade social.

O último evento semelhante de grande porte na cidade havia sido realizado em 2017, durante o aniversário de 500 anos da Reforma Protestante. A Marcha para Jesus é uma iniciativa global que começou em 1987 em Londres, na Inglaterra, idealizada por organizações como a Pioneer, Ichthus e Juventude com Uma Missão (JOCUM). Desde então, o movimento se expandiu globalmente como uma forma de manifestação pública da fé cristã.

Prefeitura de Salvador concede isenção de IPTU e taxas a templos religiosos

Evangélicos durante culto (Foto: Reprodução)
Evangélicos durante culto (Foto: Reprodução)

Medida baseada na Constituição Federal beneficia diversas instituições e também assegura a imunidade tributária para um imóvel desapropriado pelo Estado.

Diversos templos religiosos de Salvador obtiveram o reconhecimento da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da dispensa da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD), em decisão divulgada nesta terça-feira pela Prefeitura de Salvador através do Diário Oficial do Município.

A lista de beneficiados abrange variadas denominações religiosas atuantes na capital baiana. Entre as instituições contempladas pela medida estão a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, o Ministério Batista Consolo em Jerusalém, a Igreja Mundial do Poder de Deus e a Igreja Tabernáculo Evangélico de Deus.

A imunidade de impostos para locais de culto encontra amparo no artigo 150 da Constituição Federal. O entendimento jurídico foi ampliado recentemente por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023, que passou a englobar também as organizações assistenciais e beneficentes associadas a esses templos.

Além das decisões voltadas às igrejas, a administração municipal também formalizou a imunidade tributária do IPTU e a não cobrança de TRSD para um imóvel sob domínio do Estado da Bahia. O terreno em questão foi desapropriado por meio de decreto governamental para viabilizar a construção de um logradouro público.

Bruna Karla nega boatos de separação e critica disseminação de fake news

Cantora Bruna Karla. (Foto: Reprodução)
Cantora Bruna Karla. (Foto: Reprodução)

A cantora gospel se pronunciou publicamente para desmentir boatos sobre crise conjugal e cobrou postura ética de influenciadores cristãos em desabafo

A cantora gospel Bruna Karla desmentiu publicamente os boatos sobre uma suposta crise em seu casamento de quase duas décadas. Em pronunciamento veiculado nesta terça-feira, a artista manifestou indignação com a rápida propagação de notícias falsas e pediu que seus seguidores evitem consumir conteúdos de páginas de fofoca, conforme esclarecido em suas redes sociais oficiais.

Durante o desabafo, a cantora criticou a postura de internautas religiosos que consomem e compartilham boatos sem verificação prévia.

“Crente que se alimenta de site de fofoca tem que se converter”

Ao detalhar a rotina familiar, a artista enfatizou que a relação com o marido é baseada na cumplicidade e que nunca cogitaram a separação ao longo dos quase 20 anos de união. Ambos compartilham as atividades domésticas e o trabalho ministerial de forma conjunta.

“Eu tenho quase 20 anos de casada e nunca a palavra separação entrou na minha casa. Nós somos melhores amigos um do outro, parceiros. Nosso ministério é junto, nossa casa, nossa família. Quem conhece a gente de perto sabe que é de verdade”

Alerta contra a desinformação digital

A velocidade com que informações inverídicas se espalham motivou o posicionamento público da cantora, preocupada com o impacto desses boatos sobre familiares e admiradores. Ela aproveitou para diferenciar o trabalho de apuração jornalística séria das publicações sensacionalistas.

“Hoje as fake news tomam uma proporção muito rápido. As pessoas falam o que quiserem, inventam o que quiserem e muitas pessoas que nos amam ficam preocupadas. Eu tô vindo aqui para te alertar contra fake news”

A cantora recomendou que o público busque fontes confiáveis e se apoie em ensinamentos religiosos para não ser enganado por boatos virtuais.

“Se alimente de coisas verdadeiras, de sites verdadeiros, da Palavra de Deus, principalmente, para você não cair em armadilha”

Posicionamento firme e novos projetos

Cansada de tolerar especulações infundadas sobre sua vida íntima, a artista comunicou que passará a adotar uma postura ativa de defesa pública de sua família.

“Eu tomei uma decisão. A partir de hoje, eu não vou mais ficar levando desaforo, ficar guardando e não me posicionar”

Ela também estendeu a advertência para outros profissionais do ecossistema cristão, sugerindo que evitem parcerias com mídias que propagam desinformação.

“Deus não precisa disso pra te fazer crescer e avançar. Vigia”

Enquanto os boatos circulavam na internet, a cantora afirmou que estava em sua residência na companhia do marido. Em paralelo, ela anunciou que o casal finaliza os preparativos para o lançamento de um projeto inédito voltado para o público de solteiros e noivos.

Quase 9 milhões de pessoas baixam o Evangelho de João por meio de aplicativo digital

Bíblia em inglês aberta no livro do evangelho do apóstolo João. (Foto: reprodução)
Bíblia em inglês aberta no livro do evangelho do apóstolo João. (Foto: reprodução)

A busca global por respostas espirituais no ambiente digital levou a um aumento histórico de acessos à Bíblia Sagrada em várias regiões do planeta

Uma expressiva mobilização digital resultou no download do Evangelho de João por quase 9 milhões de pessoas em um intervalo de apenas nove meses, impulsionada por mais de 750 milhões de buscas na internet em todo o mundo. O levantamento compreende o período entre 1º de outubro de 2025 e 30 de junho de 2026, revelando um forte interesse por conteúdos religiosos em plataformas virtuais, conforme dados divulgados pela The Pocket Testament League.

O acesso aos textos sagrados ocorreu por meio do aplicativo móvel Read Carry Share, que já superou a marca de 30 milhões de transferências globais desde sua estreia no final de 2020. O volume registrado no intervalo recente representa quase um terço do acumulado histórico da ferramenta, indicando uma aceleração no interesse do público.

O diretor-executivo da instituição, David Collum, ressaltou a relevância de cada acesso individual em meio aos grandes indicadores de tráfego na internet.

“Os números são extraordinários, mas o que mais importa é a pessoa por trás de cada busca. Cada pesquisa representa alguém procurando por algo. Temos uma oportunidade incrível de encontrar as pessoas nesses momentos com um simples convite para conhecer Jesus através de Sua Palavra.”

Demanda concentrada no Sul Global e em áreas de acesso restrito

A maior parte das transferências digitais concentrou-se em nações da Ásia Meridional, da África e do Oriente Médio. A Índia despontou como o principal mercado da iniciativa, registrando mais de 3,68 milhões de downloads do Evangelho de João, seguida de perto por Bangladesh, que contabilizou quase 1,48 milhão de arquivos baixados. O engajamento também se mostrou relevante em territórios com barreiras tradicionais de distribuição ou de acesso a materiais cristãos, a exemplo de Sudão, Nepal, Argélia, Irã, Afeganistão, Iêmen, Paquistão, Etiópia, Cuba e Iraque.

Fundada em 1893, a organização de 133 anos de história iniciou sua atuação focada na distribuição física de trechos das escrituras em formato de bolso para fins de evangelização pessoal. Embora a entrega de materiais impressos continue no centro de suas atividades, a instituição tem priorizado soluções tecnológicas móveis para expandir sua atuação e calcula já ter convidado mais de 200 milhões de pessoas a lerem a Bíblia. A meta estratégica para os próximos três anos prevê alcançar outros 100 milhões de indivíduos por meio de parcerias e plataformas eletrônicas.

Polícia investiga pastor por suspeita de golpe em pirâmide financeira

Policia Civil (Foto: Reprodução)
Policia Civil (Foto: Reprodução)

Investigação policial aponta que o suspeito prometia retornos mensais de até dez por cento para os fiéis usando a instituição digital GAL Invest Bank

O pastor Roberto Vieira Soares, líder da Igreja Apostólica Vida e Adoração, está sob investigação policial por gerenciar um esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimentos. O suspeito utilizava sua influência religiosa e reuniões fora dos cultos para captar dinheiro de fiéis e pessoas próximas, prometendo lucros elevados através de uma plataforma digital, segundo informações da Polícia Civil.

Funcionamento do esquema e promessas de lucros

O modelo oferecido garantia vantagens financeiras desproporcionais aos membros do ministério religioso. Em depoimentos prestados por vítimas, Soares garantia que os frequentadores da sua igreja teriam retorno de 10% ao mês sobre o capital aportado, enquanto pessoas sem vínculo direto com o templo receberiam uma taxa de 5%. O acordo estipulava o pagamento de rendimentos mensais com a devolução integral do montante investido após o período de um ano.

Os levantamentos apontam que a atuação do líder religioso ultrapassava as funções ministeriais normais do templo. O delegado Vinícius Miranda detalhou o comportamento do investigado durante as pregações.

“Esse pastor utilizava o púlpito como um verdadeiro balcão de negócios”

Nos primeiros meses da operação, o pastor realizava as transferências dos lucros combinados aos investidores para dar uma aparência de legalidade e estimular novos aportes. O delegado Vinícius Miranda descreveu o funcionamento dessa dinâmica inicial.

“Com isso, atraía mais pessoas. Só que, como em toda pirâmide, depois de um certo momento ele só arrecadava os valores e não enviava mais os pagamentos.”

Para concretizar as operações, as captações financeiras eram direcionadas para a GAL Invest Bank, instituição financeira conhecida entre as vítimas como “Banco do Pastor”. Uma das pessoas lesadas relatou à polícia que Soares promovia os investimentos com frequência e organizava reuniões comerciais exclusivas em ambientes externos ao templo. Confiando nas garantias oferecidas pelo religioso, essa vítima realizou um aporte de R$ 150 mil.

Quando o fluxo de pagamentos começou a falhar, outros integrantes do grupo apresentavam justificativas técnicas para reter os valores. O delegado Renan Mello esclareceu as táticas de adiamento adotadas pela organização.

“Quando passavam a ter problema no fluxo de pagamento, outros indivíduos da organização criminosa alegavam que contas estavam bloqueadas ou que a empresa estava com problema de fluxo de caixa, a fim de postergar e tentar ludibriar cada vez mais as vítimas pelo fato de elas não estarem recebendo o rendimento combinado”

Regime da Nicarágua divulga vídeo de bispo católico sob prisão domiciliar

Dom Juan Abelardo Mata Guevara, 80 anos, foi detido pela Prisão de Segurança Máxima El Chipote em Manágua, Nicarágua, em 29 de junho de 2026. (Foto: Captura de tela/YouTube/La Prensa Nicarágua)
Dom Juan Abelardo Mata Guevara, 80 anos, foi detido pela Prisão de Segurança Máxima El Chipote em Manágua, Nicarágua, em 29 de junho de 2026. (Foto: Captura de tela/YouTube/La Prensa Nicarágua)

Gravações do bispo emérito Abelardo Mata divulgadas por canal estatal tentam simular rotina de normalidade após a prisão do religioso idoso na Nicarágua

A ditadura da Nicarágua autorizou a exibição de um vídeo do bispo emérito de Estelí, Abelardo Mata, de 80 anos, detido pela polícia em junho após criticar a perseguição à Igreja Católica. As imagens, transmitidas pelo canal estatal Canal 6, mostram o religioso em uma propriedade rural na província de Masaya, onde o regime alega que ele cumpre prisão domiciliar desde o início de julho, conforme informações publicadas pelo The Christian Post.

Entrevista em meio ao confinamento

Na gravação, conduzida pelo parlamentar e jornalista governista Adolfo Pastrán, o bispo aparece caminhando por uma propriedade agrícola e conversando sobre cultivos. Ao ser questionado sobre o tratamento que recebe e suas atividades diárias, o clérigo mencionou visitas de familiares e detalhou sua rotina atual.

“Sim, isso não é um problema. Gosto do silêncio, do estudo e da oração. Estou no meu elemento, levando uma vida monástica; é isso que estou fazendo — oração e trabalho intelectual.”

Críticas e denúncias de propaganda

A gravação, no entanto, foi classificada como peça de propaganda por opositores e membros do clero no exílio. O vigário da paróquia de St. Agatha em Miami, Edwing Román, enfatizou que a entrevista ignora o fato de o bispo ter sido interceptado por viaturas policiais ao deixar uma clínica médica em Estelí para exames de rotina em seu marcapasso. Ele argumentou que a divulgação tenta rebater a pressão internacional, omitindo as patrulhas de segurança que cercam o local e impedem a livre circulação de Mata.

Román também ressaltou a trajetória do bispo de oitenta anos e as arbitrariedades cometidas pela ação estatal.

“Mantiveram-no sob restrições e incomunicável por semanas, além de tentarem manchar sua reputação de integridade ao questioná-lo sobre suas propriedades. O confinamento faz parte do padrão de assédio que a Igreja na Nicarágua enfrenta.”

Reação internacional e histórico de perseguição

O bispo foi detido originalmente em 29 de junho e mantido em uma prisão comum por algumas horas antes de ser transferido. Em comunicado oficial divulgado em 4 de julho, o governo da Nicarágua declarou que o idoso havia retornado à sua residência em perfeitas condições e que teria reconhecido ter sido tratado com respeito pelas forças de segurança durante as investigações sobre supostas violações de leis nacionais.

A prisão gerou forte reação diplomática dos Estados Unidos, que exigiram a libertação imediata e incondicional do religioso. O Departamento de Estado americano destacou que o clérigo possui problemas crônicos de saúde e não representa ameaça, tendo sido detido unicamente por rezar publicamente pelo bispo exilado Rolando Álvarez, que foi condenado a mais de 26 anos de prisão em 2022 e posteriormente deportado para o Vaticano em 2024.

Relatórios de monitoramento de perseguição religiosa situam a Nicarágua na 32ª posição entre os países com maior hostilidade contra minorias cristãs. O governo liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo rotula a liderança católica como agentes desestabilizadores, intensificando o silenciamento de vozes contrárias às políticas estatais.

Piloto missionário americano sequestrado no Níger retorna à custódia dos Estados Unidos

Kevin Rideout, piloto missionário americano sequestrado no Níger retorna à custódia dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Kevin Rideout, piloto missionário americano sequestrado no Níger retorna à custódia dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

Kevin Rideout está sob custódia do FBI e retorna ao seu país natal após passar meses em cativeiro na África Ocidental, aponta o The Christian Post

O piloto missionário norte-americano Kevin Rideout foi libertado do cativeiro no Níger e já se encontra sob a custódia de autoridades dos Estados Unidos. Ele havia sido sequestrado em outubro do ano passado na capital do país africano e agora viaja de volta para a América do Norte em boas condições de saúde, conforme informações divulgadas pelo The Christian Post.

Agentes federais confirmaram que o profissional da organização evangélica Serving In Mission, com sede na Carolina do Norte, está sob a guarda do FBI. O paradeiro e o estado do missionário eram mantidos sob sigilo há meses, mobilizando campanhas de oração lideradas por influenciadores religiosos no exterior. Os detalhes do local do resgate e a identidade dos captores não foram divulgados de forma oficial.

Instabilidade política e perigo na região

Rideout atuava há anos no transporte aéreo de equipes e insumos humanitários por países da África Ocidental. O rapto ocorreu na região central de Niamey, nas proximidades do palácio presidencial, quando três homens armados renderam o piloto perto do hotel Grand Bravia. O episódio aconteceu em meio à instabilidade política que atinge o país desde o golpe de Estado em julho de 2023.

A libertação do piloto era tratada como prioridade máxima pelo governo de Donald Trump desde o momento da captura. Diante do ocorrido, a embaixada norte-americana em Niamey publicou um alerta de segurança formal, reforçando que os cidadãos dos Estados Unidos enfrentam um elevado risco de sequestro em todo o território nigerino.

Campanha da Igreja Universal que termina no dia da eleição é alvo de representação no MPE

Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)
Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)

Projeto é apresentado como jornada de reconstrução espiritual, mas entidades questionam possível uso da estrutura da igreja para mobilização eleitoral.

A Igreja Universal do Reino de Deus iniciou em agosto uma campanha de 52 dias chamada “Desafio de Neemias”, apresentada aos fiéis como uma jornada de fé, foco e reconstrução espiritual. A iniciativa, porém, passou a ser alvo de questionamentos de entidades e grupos que apontam possível utilização da estrutura religiosa para mobilização política às vésperas das eleições de 2026.

O principal ponto de atenção é o calendário: a campanha começou em 13 de agosto e termina em 4 de outubro, exatamente na data marcada para o primeiro turno das eleições deste ano. A Universal não faz, na apresentação oficial do projeto, uma referência direta ao pleito. Ainda assim, reportagens apontam que os temas propostos ao longo dos 52 dias incluem expressões como “guardiões da família”, “governantes contra o povo” e “sob o jugo de tiranos”, o que alimentou o debate sobre uma eventual conexão entre a mobilização religiosa e o cenário eleitoral.

Por que 52 dias?

O nome da campanha é uma referência ao livro bíblico de Neemias. Segundo o relato do Antigo Testamento, Neemias liderou a reconstrução dos muros de Jerusalém, trabalho concluído em 52 dias.

A Universal utiliza essa narrativa como símbolo para a campanha. Os participantes recebem desafios diários e cada atividade cumprida é apresentada como uma “pedra” acrescentada a uma espécie de “muralha espiritual”.

Para participar, o fiel precisa se cadastrar em um aplicativo ou plataforma ligada ao projeto, onde acompanha as metas e tarefas propostas. Entre os objetivos anunciados estão a restauração dos valores cristãos, o fortalecimento da fé e a proteção das famílias.

A campanha é conduzida por lideranças da Universal, entre elas o bispo Alessandro Paschoall, ligado ao Arimateia, projeto da denominação voltado à conscientização e participação política.

Relação entre fé e política

A atuação política da Universal não é recente. A denominação possui histórico de participação em eleições e mantém ligação com o partido Republicanos, que teve origem em um grupo político associado à igreja.

O Arimateia, comandado por Paschoall, trabalha justamente na aproximação entre fé e participação política. Em materiais relacionados ao projeto, a ideia de que religião e política não devem se misturar é contestada.

Na apresentação do “Desafio de Neemias”, um dos temas utilizados como ponto de partida é a necessidade de “se importar”. Em uma gravação feita em Jerusalém, Paschoall também resgatou o período da pandemia de Covid-19 e criticou o fechamento de templos religiosos durante as medidas de restrição.

Segundo ele, aquela experiência deveria servir como alerta para que situações semelhantes não voltassem a ocorrer. A referência à pandemia chama atenção porque o fechamento de templos durante a crise sanitária havia provocado forte reação de setores religiosos alinhados ao então governo Jair Bolsonaro.

Entidades questionam possível uso eleitoral da estrutura da igreja

A campanha também provocou reação de entidades que passaram a questionar se a mobilização poderia ultrapassar os limites de uma iniciativa exclusivamente religiosa.

A Associação Movimento Brasil Laico apresentou uma representação à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pedindo investigação sobre possíveis irregularidades relacionadas à atuação política da Igreja Universal. Entre os pontos levantados estão suspeitas de abuso de poder econômico, político e religioso, eventual utilização de recursos vedados, propaganda eleitoral em templos, possível coação de eleitores e tratamento de dados pessoais sensíveis.

A denúncia ganhou força a partir de reportagens que apontaram que o “Desafio de Neemias” poderia funcionar também como instrumento de mobilização de eleitores ligados à denominação.

A crítica mais contundente é a de que a campanha poderia aproveitar a capacidade de organização da Universal — que possui uma ampla rede de templos, pastores, bispos e canais de comunicação — para manter os fiéis mobilizados durante todo o período eleitoral.

A CartaCapital classificou a iniciativa, segundo a denúncia apresentada por uma associação, como uma possível “máquina de engajamento eleitoral”.

Relatos apontam estratégia de mobilização

Reportagens também ouviram pastores e ex-pastores da Universal sob condição de anonimato. Segundo esses relatos, o projeto teria, além do objetivo espiritual apresentado oficialmente, a função de aproximar novamente os fiéis dos candidatos ligados à denominação e ampliar a capacidade de mobilização eleitoral.

Uma apuração publicada pelo ICL Notícias afirma que a campanha seria utilizada para formar uma rede de mobilização em favor de candidatos ligados à igreja, especialmente pastores e bispos que disputarão cargos nas eleições de outubro.

Outro relato citado em reportagens aponta que os participantes seriam estimulados a ampliar a rede de pessoas envolvidas no projeto, recebendo tarefas, vídeos e conteúdos ao longo dos 52 dias.

Essas acusações, porém, são apresentadas como relatos de fontes ouvidas pelas reportagens e não equivalem a uma conclusão de que a campanha tenha cometido irregularidades eleitorais.

O que diz a legislação eleitoral?

A avaliação jurídica apresentada pela Folha de S.Paulo é de que, por si só, uma campanha de oração ou mobilização religiosa não configura necessariamente uma infração eleitoral.

O advogado eleitoral Alberto Rollo avaliou que uma iniciativa como o “Desafio de Neemias” pode ser realizada por uma igreja, mesmo durante o período eleitoral, desde que não seja utilizada para práticas proibidas pela legislação.

Entre as condutas vedadas estão o financiamento de candidatos por igrejas, a utilização de templos para determinadas atividades de campanha e o pedido explícito de votos dentro dos cultos.

Assim, a coincidência entre a duração da campanha e o calendário eleitoral, embora tenha despertado questionamentos, não é suficiente, isoladamente, para caracterizar uma irregularidade.

A questão central passa a ser o conteúdo efetivamente transmitido aos participantes e a eventual utilização da estrutura da denominação para favorecer candidaturas.

Universal não respondeu aos questionamentos

A Igreja Universal foi procurada para comentar as acusações e esclarecer se o “Desafio de Neemias” possui qualquer objetivo eleitoral, mas, segundo a Folha de S.Paulo, não havia apresentado resposta até a publicação da reportagem.

A ausência de manifestação impede, neste momento, uma conclusão definitiva sobre a finalidade política atribuída à campanha pelas entidades que questionam a iniciativa.

Oficialmente apresentada como uma jornada de reconstrução espiritual inspirada em Neemias, a campanha seguirá até 4 de outubro, quando os eleitores brasileiros irão às urnas no primeiro turno das eleições de 2026.

O caso deverá continuar sendo acompanhado à medida que as atividades avançarem e novos conteúdos forem apresentados aos participantes. O ponto central do debate será saber até onde uma mobilização religiosa pode avançar durante o período eleitoral sem se transformar em instrumento de propaganda ou de mobilização política irregular.

Folha Gospel com informações de Revista Fórum, Exibir Gospel, Carta Capital e Folha de S.Paulo

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